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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Livro convida à descoberta da Guarda

 

No Auditório do Paço da Cultura da Guarda terá lugar no próximo dia 9 de junho, pelas 18 horas, a apresentação pública do livro "Ai mui me tarda a Descoberta da Guarda - roteiro para crianças ".

Este livro, segundo as autoras, é o despertar de um projeto iniciado há cerca de 35 anos por um grupo de educadoras de infância, que sentiram a necessidade de elaborar um roteiro histórico com percursos coloridos que incentivasse as crianças a descobrir esta cidade de uma forma divertida.


“O passado tornou-se futuro…e sete educadoras aposentadas acordaram esse projeto adormecido, fizeram-no viajar no tempo, amadureceram as ideias e converteram-no numa história.” É referido numa nota informativa enviada ao Correio da Guarda.

O livro acompanha a jornada de Augusto, um avô repleto de conhecimento, e do seu neto Gil, numa viagem de descoberta pela Guarda e pelos seus recantos mais emblemáticos.

A obra, como foi salientado, “promete cativar leitores com uma narrativa envolvente, explorando o património e a história local através de uma perspetiva intergeracional". Por outro lado, esta obra é encarada “como um importante contributo para a promoção da cidade, valorizando o seu património histórico e cultural e incentivando o turismo de descoberta.”

Daí que as autoras esperem que este livro sirva de inspiração para muitos “explorarem e se apaixonarem pela riqueza e singularidade da cidade mais alta de Portugal. Promete ser uma leitura indispensável para todos os que desejam conhecer a cidade através de uma perspetiva única e comovente, celebrando a ligação entre gerações e o amor pela história e património local.”

A sessão de apresentação desta obra é aberta a todos os interessados.


domingo, 31 de maio de 2026

Um pavilhão com história...na Cidade da Saúde...


Hoje, 31 de maio, completam-se 73 anos após a inauguração do denominado Pavilhão Novo do Sanatório que constitui, hoje, o mais antigo bloco do Hospital da Guarda. 

Sanatório - Pavilhão Novo .jpg

Este acto, previsto inicialmente para 28 de maio de 1953, ocorreu três dias depois, com a presença dos Ministros do Interior e das Obras Públicas.

A imprensa da cidade deu especial relevo ao acato, apresentando o novo pavilhão como “um edifício gigantesco com 250 metros de comprido e com 350 leitos destinados exclusivamente a doentes pobres”.

Com a construção deste novo pavilhão, o Sanatório Sousa Martins procurou aumentar a capacidade de resposta às crescentes solicitações das pessoas afetadas pela tuberculose, ampliando assim o seu papel na luta contra essa doença.

É que o elevado número de doentes com fracos recursos há muito fazia sentir a necessidade de dotar esta conhecida estância sanatorial com novas instalações, pretensão que os responsáveis pelo Sanatório Sousa Martins tinham já manifestado ao Ministro das Obras Públicas, aquando da sua visita, à Guarda, em 1947. As obras do novo pavilhão foram iniciadas quatro anos depois.

A entrada em funcionamento deste pavilhão era aguardada com compreensível expectativa, mormente por quem trabalhava no Sanatório Sousa Martins.

Pavilhão novo -2 - HS.jpg

O seu diretor, Dr. Ladislau Patrício – que nesse mesmo ano deixaria essas funções, bem como a sua atividade clínica – definiu o edifício como “um novo e valioso instrumento na luta em defesa da saúde pública do país”.

Na Guarda viveu-se mais um dia festivo. “Cerca do meio dia, a estrada que conduz ao Sanatório tornara-se um rio de gente”, noticiou o jornal A Guarda. O Pavilhão Novo constitui, de facto, um marco importante na história do Sanatório Sousa Martins, instituição que não pode, de forma alguma, ser dissociada da Guarda do século XX.

Recordar esta efeméride é anotar, tão somente, quanto é fundamental a salvaguarda desta memória viva onde, no presente, prossegue a atividade hospitalar.

Conciliar os rumos exigidos pelo progresso com a especificidade deste edifício será contribuir para o reencontro com décadas em que a Guarda conquistou, justamente, a designação de cidade da saúde. 


Hélder Sequeira

 

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Prémio Eduardo Lourenço para escritor espanhol

 

A sessão de entrega do Prémio Eduardo Lourenço decorreu hoje na Guarda, tendo o galardão sido entregue a Jose Luis Puerto.

Escritor, ensaísta, etnógrafo, professor e tradutor de poesia portuguesa contemporânea, José Luis Puerto tem dedicado o seu trabalho ao profundo conhecimento da língua e da cultura portuguesas.


Como foi referido, aquando do anúncio do nome do premiado na edição de 2026, este compromisso é evidente nas suas traduções de poetas portugueses, bem como na integração de elementos culturais ibéricos na sua própria obra poética, no seu trabalho etnográfico e na investigação sobre a tradição oral.

Na sessão de entrega desse prémio – que decorreu a partir das 18 horas na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço – o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, afirmou que “o júri deste prestigiado galardão tomou uma decisão de inteira justiça”, salientando a “trajetória intelectual e cívica” de Jose Luis Puerto, “que de forma absoluta e objetiva, cumpre o desígnio maior de cooperação e do entendimento entre os povos ibéricos”.

O autarca guardense aludiu referiu ainda à ambição de transformar o Prémio Eduardo Lourenço num galardão ibero-americano, estendendo a sua abrangência à América Latina e alargando o campo de atuação do Centro de Estudos.

Para José Luis Puerto esta distinção é uma “gratidão enorme porque é um prémio que faz adquirir um compromisso ainda maior por algo que cresceu, desde pequeno”.



Ao longo de vinte e dois anos, o Prémio Eduardo Lourenço tem vindo a distinguir personalidades e instituições com atividade relevante no universo ibérico.

Personalidades de relevo de Portugal e Espanha já foram galardoadas nas anteriores edições: Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014), Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016), Fernando Paulouro das Neves, Escritor e Jornalista (2017), Basilio Lousada Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, professor e investigador (2019), Ángel Marcos de Dios, professor (2020), Fundação José Saramago (2021), Valentín Cabero Diéguez, geógrafo e professor (2022), Lídia Jorge, escritora (2023), Isabel Soler, professora e investigadora (2024) e José Tolentino de Mendonça, escritor (2025).


Fotos: CMG

Judiciária deve suspeitos de abuso sexual de criança



Inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária detiveram, ontem, um homem e uma mulher, respetivamente com 50 e 47 anos, companheiros numa anterior relação, por fortes suspeitas da prática do crime de abuso sexual de crianças, cometido contra a filha da detida que, aquando do início da prática dos factos, tinha apenas 9 anos.

De acordo com a informação divulgada pela PJ da Guarda, pelo menos desde 2023 que a criança foi agredida sexualmente, sendo os abusos fotografados e trocados entre ambos para fins de excitação sexual.

O pai da menor, tomando conhecimento dos factos no dia 27 de maio, dirigiu-se, no dia seguinte, ao Piquete do DIC da Guarda, onde apresentou queixa.

Num espaço temporal de cerca de 5 horas, foram inquiridas diversas testemunhas e recolhido um enorme acervo probatório de natureza material, incluindo as fotografias alvo de partilha, indiciando fortemente os denunciados das ações descritas, permitindo, assim, as suas detenções fora do flagrante delito.

Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.O inquérito é titulado pelo DIAP da Guarda.


quinta-feira, 28 de maio de 2026

Judiciária atenta a incêndios florestais

 


O perfil do incendiário florestal 2025, desenvolvido pelo gabinete de Psicologia de Polícia e Intervenção Especializada do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais (IPJCC), foi apresentado pela responsável na matéria, Cristina Soeiro, no Departamento de Investigação Criminal da Guarda da PJ.

Já a viver um período quente, propício a várias ocorrências, a Polícia Judiciária sublinha que “é necessário continuar a formar os melhores profissionais.”

Por outro lado, a PJ refere que a maioria dos incêndios florestais registados no país têm origem na ação humana de natureza acidental/negligente.

“O comportamento criminal é um fenómeno multifatorial, que resulta da interação entre predisposições individuais e condições externas.

No que aos incêndios florestais diz respeito, há especificidades e um estudo exaustivo que merecem ser partilhados de viva-voz.” Salienta uma publicação da Polícia Judiciária.

“Pretende-se que, deste conhecimento partilhado, haja maior prevenção e intervenção especializada”.


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Exposição sobre Bombeiros da Guarda

 

No próximo sábado, dia 30 de maio, terá na Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda a inauguração da exposição comemorativa “150 Anos de História, 150 Anos de Missão”, integrada nas Comemorações dos 150 Anos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Egitanienses e do Corpo de Bombeiros Voluntários da Guarda.

Para a organização, este é um “momento de evocação, memória e homenagem a gerações de mulheres e homens que, ao longo de século e meio, dedicaram a sua vida ao serviço da Guarda e das suas gentes.”


Esta exposição, a inaugurar pelas 16 horas, vai estar patente de 30 de maio a 31 de julho de 2026, propondo um percurso pela história dos Bombeiros Voluntários da Guarda, através de fotografias, documentos e espólio histórico que testemunham a evolução de uma Instituição profundamente enraizada na identidade da nossa comunidade.

“Mais do que uma exposição, será uma viagem pela memória coletiva de uma missão com 150 anos de história, coragem".


segunda-feira, 25 de maio de 2026

O uso da Bandeira Nacional...



O uso da Bandeira Nacional regista, com frequência, situações que a reduzem a mero elemento decorativo, denotando total inconsciência e desrespeito pela lei. Aliás, basta dedicar alguma atenção à forma como é hasteada em muitos locais, ou atentar na posição em que fica colocada nalguns atos públicos, para concluirmos como existe um enorme desconhecimento das normas legais onde está enquadrado o seu uso.

Representando a soberania da Nação e outrossim a sua independência, unidade e integridade de Portugal, a bandeira nacional deve merecer o respeito de todos, pelo seu significado e símbolo marcante de uma identidade.

Curiosamente, ou talvez não, a apatia de quem devia zelar pelo cumprimento da legislação (em vigor) permite situações caricatas, impossíveis de ocorrer noutros países, onde, pesem eventuais divergências, é um símbolo intocável.

Elucida o diploma que “a bandeira nacional, no seu uso, deverá ser apresentada de acordo com o padrão oficial e em bom estado [o que nem sempre se verifica em muitas instituições], de modo a ser preservada a dignidade que lhe é devida”. Mas isto é o que diz a legislação...a prática é outra.

Quando colocada com outras, a bandeira nacional “ocupará sempre o lugar de honra, de acordo com as normas protocolares em vigor”.

Havendo mais de três mastros, se colocados em edifício, a bandeira nacional ocupará o do centro, se forem em número ímpar, ou o primeiro à direita do ponto central em relação aos mastros, se forem em número par; em todos os restantes casos, como é especificado no diploma a que estamos a aludir, a bandeira nacional ocupará o primeiro mastro da direita, ficando todas as restantes à sua esquerda.

Por outro lado, a bandeira nacional, quando desfraldada com outras bandeiras não poderá ter dimensões inferiores às destas. Aquilo que é normal vermos contraria claramente estas disposições.

O conhecimento destas normas – sobretudo por quem tem obrigação disso – e a sua aplicação quotidiana podem e devem constituir um contributo para o reforço da autoestima portuguesa, evidenciando a nossa nacionalidade e assumindo-a em tudo quanto ela consubstancia, sem complexos de qualquer espécie.

Decalcamos, tantas vezes, os exemplos estrangeiros mas esquecemos princípios e atitudes indissociáveis da nossa matriz como povo, com um lugar de pleno direito na história universal.


H. S.