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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Prémio Eduardo Lourenço para escritor espanhol

 

A sessão de entrega do Prémio Eduardo Lourenço decorreu hoje na Guarda, tendo o galardão sido entregue a Jose Luis Puerto.

Escritor, ensaísta, etnógrafo, professor e tradutor de poesia portuguesa contemporânea, José Luis Puerto tem dedicado o seu trabalho ao profundo conhecimento da língua e da cultura portuguesas.


Como foi referido, aquando do anúncio do nome do premiado na edição de 2026, este compromisso é evidente nas suas traduções de poetas portugueses, bem como na integração de elementos culturais ibéricos na sua própria obra poética, no seu trabalho etnográfico e na investigação sobre a tradição oral.

Na sessão de entrega desse prémio – que decorreu a partir das 18 horas na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço – o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, afirmou que “o júri deste prestigiado galardão tomou uma decisão de inteira justiça”, salientando a “trajetória intelectual e cívica” de Jose Luis Puerto, “que de forma absoluta e objetiva, cumpre o desígnio maior de cooperação e do entendimento entre os povos ibéricos”.

O autarca guardense aludiu referiu ainda à ambição de transformar o Prémio Eduardo Lourenço num galardão ibero-americano, estendendo a sua abrangência à América Latina e alargando o campo de atuação do Centro de Estudos.

Para José Luis Puerto esta distinção é uma “gratidão enorme porque é um prémio que faz adquirir um compromisso ainda maior por algo que cresceu, desde pequeno”.



Ao longo de vinte e dois anos, o Prémio Eduardo Lourenço tem vindo a distinguir personalidades e instituições com atividade relevante no universo ibérico.

Personalidades de relevo de Portugal e Espanha já foram galardoadas nas anteriores edições: Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014), Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016), Fernando Paulouro das Neves, Escritor e Jornalista (2017), Basilio Lousada Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, professor e investigador (2019), Ángel Marcos de Dios, professor (2020), Fundação José Saramago (2021), Valentín Cabero Diéguez, geógrafo e professor (2022), Lídia Jorge, escritora (2023), Isabel Soler, professora e investigadora (2024) e José Tolentino de Mendonça, escritor (2025).


Fotos: CMG

domingo, 24 de maio de 2026

Escritor espanhol recebe Prémio Eduardo Lourenço

 

Na próxima sexta-feira, 29 de maio, vai ser entregue na Guarda o Prémio Eduardo Lourenço 2026 ao escritor e ensaísta espanhol, José Luis Puerto. A sessão de entrega decorrerá, a partir das 18 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL).


Foto: ICAL

Instituído em 2004 para homenagear o mentor e diretor honorífico do Centro de Estudos Ibéricos, o Prémio Eduardo Lourenço destina-se a galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da Cultura, Cidadania e Cooperação Ibéricas. 

José Luis Puerto (La Alberca, Salamanca, 1953) é escritor, ensaísta, etnógrafo, professor e tradutor de poesia portuguesa contemporânea. Homem de Fronteira profundamente enraizado na Serra de França e na Raia Ibérica, é um dos etnógrafos e investigadores mais reconhecidos das tradições ibéricas, paixão que combina com a criação literária, o ensino, o jornalismo e a reflexão ensaística.




terça-feira, 21 de abril de 2026

Prémio Eduardo Lourenço para José Luis Puerto

 

O Prémio Eduardo Lourenço foi ontem a atribuído a José Luis Puerto, a quem o júri reconheceu as qualidades em consonância com o espírito deste galardão, no que diz respeito ao conhecimento profundo da língua e da cultura portuguesas. Como foi referido, esse conhecimento está evidentes nas suas traduções de poetas portugueses e na integração de elementos culturais ibéricos na sua poesia, no seu trabalho etnográfico e na sua investigação sobre a tradição oral.


O Júri do Prémio Eduardo Lourenço, reuniu ontem na sede do Centro de Estudos Ibéricos, na Guarda; a 22ª edição deste prémio Eduardo Lourenço destacou-se pela elevada qualidade e diversidade das candidaturas apresentadas.

Destinado a galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas, o Prémio Eduardo Lourenço 2026, no montante de 7.500,00€ (sete mil e quinhentos euros), foi atribuído por um júri constituído pelos membros da Direção do CEI: Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa; e Reitores das Universidades de Coimbra e de Salamanca, Amílcar Falcão, representado pelo Vice Reitor Delfim Leão, e Juan Manuel Corchado, representado pela Vice Reitora Matilde Olarte; Antonio Notario e María Isabel Martín Jiménez, da USAL; e pelas seguintes personalidades convidadas: Paulo Estudante e Jorge Castilho convidadas pela Universidade de Coimbra e Milagro Martín Clavijo e Juan Antonio Rodríguez Sánchez, convidadas pela Universidade de Salamanca.

Recorde-se que personalidades de relevo de Portugal e Espanha já foram galardoadas nas anteriores edições: Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014), Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016), Fernando Paulouro das Neves, Escritor e Jornalista (2017), Basilio Lousada Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, professor e investigador (2019), Ángel Marcos de Dios, professor (2020), Fundação José Saramago (2021), Valentín Cabero Diéguez, geógrafo e professor (2022), Lídia Jorge, escritora (2023), Isabel Soler, professora e investigadora (2024) e José Tolentino de Mendonça, escritor (2025).

José Luis Puerto (La Alberca, Salamanca, 1953) é escritor, ensaísta, etnógrafo, professor e tradutor de poesia portuguesa contemporânea.

Homem de Fronteira profundamente enraizado na Serra de França e na Raia Ibérica, José Luís Puerto é um dos etnógrafos e investigadores mais reconhecidos das tradições ibéricas, paixão que combina com a criação literária, o ensino, o jornalismo e a reflexão ensaística.

A sua trajetória estabelece uma ponte entre o local e o universal, inspirada no percurso intelectual e cívico de Eduardo Lourenço e na mensagem de grandes escritores portugueses como Eugénio de Andrade, Nuno Júdice, Jorge de Sena e Miguel Torga, que traduziu com profunda sensibilidade e uma linguagem plenamente humana e emocional.

Entendendo a Poesia como um «território que ilumina e revela o ser humano no mundo» desenvolveu uma poética singular, acompanhada de um olhar crítico, solidário, de resistência e dignidade para com os menos afortunados e os esquecidos. A sua obra polifónica oferece uma leitura da tradição com uma voz totalmente nova, que transcende o folclore regional e o reposiciona num horizonte de análise cultural, onde ritos, memórias e tradições são interpretados como respostas humanistas a interrogações universais sobre o tempo, o território, a paisagem e a identidade.

Como afirma Asunción Escribano, «Toda a obra de José Luis Puerto ocupa um lugar de destaque na literatura espanhola contemporânea, distinguindo-se pela sua profundidade, capacidade evocativa e estética delicada. Desde a sua estreia em 1982 com o livro de poemas El tiempo que nos teje, até ao presente, com obras líricas como Ritual de la inocencia (2023), Cristal de roca (2024) ou La belleza de la huella (2024), Puerto desenvolveu uma poética original caracterizada por uma exploração constante do tempo, da memória e da arte».


fonte: CEI