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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Evento internacional evoca Francisco de Pina

 

“Francisco de Pina e o percurso do Chữ Quốc ngữ: Ponte Cultural entre o Vietname e Portugal” é a designação do evento internacional que vai decorrer na Guarda entre 6 e 8 de outubro promovida pela Associação para a Promoção da Cultura Vietnamita (APCV), com o apoio do Município da Guarda, que pretende evocar o legado de Francisco Pina, missionário jesuíta natural da Guarda e figura pioneira no desenvolvimento do sistema de escrita vietnamita em alfabeto latino; por outro lado, esta atividade procura ainda reforçar os laços históricos e culturais entre Portugal e o Vietname.


O programa deste evento acolhe mesas-redondas, exposições, apresentações de obras e uma sessão solene de homenagem, com especialistas portugueses e vietnamitas, representantes institucionais e convidados dos dois países. No dia 8 de outubro terá lugar no Teatro Municipal da Guarda, pelas 17 horas, uma sessão de homenagem a Francisco de Pina.

***

Na galeria de personalidades ilustres da Guarda há nomes que não têm tido a visibilidade merecida e continuam desconhecidas para muitos.

É o caso do jesuíta Francisco de Pina, “personalidade central de um notável encontro de línguas e de culturas no distante Oriente, no longínquo século XVII”, a quem António Salvado Morgado – de quem são as palavras atrás transcritas – tem vindo a dedicar (há vários anos) particular atenção, estudando a sua vida e obra, afirmando um louvável empenho na sua divulgação.

Aliás, na revista “Praça Velha” (nº 41) António Salvado Morgado publicou um oportuno e elucidativo artigo intitulado “Francisco de Pina, revisitado”.

Através de um excelente texto, documentalmente bem suportado, apresenta-nos este missionário guardense. Como sublinha, este “jesuíta, português, missionário e linguista” contribuiu para que a Guarda esteja perenemente ligada à história do atual Vietname, que adotou o alfabeto latino. Um facto que fica a dever-se, especialmente, ao labor de Francisco de Pina, o qual aprendeu  no século XVII a língua local (o anamita) estudando-a pormenorizadamente e, consequentemente, avançando com a sua romanização.

Convém notar que os padres a quem era incumbida a missão evangelizadora tiveram, desde logo, a perceção de que esse trabalho, para ser eficaz, teria de passar pela utilização das línguas nativas, evoluindo para a elaboração de gramáticas e dicionários.

António Salvado Morgado, na publicação atrás mencionada, refere que graças ao missionário português e “a outros que continuaram o caminho que ele traçou, o presente do passado não é só memória. Com ele o presente do passado é realidade viva nas letras e signos linguísticos com que se exprime um povo de milhões de pessoas, o Quôc ngû, a língua nacional do Vietname. E isso é presente”.

Francisco de Pina terá nascido entre março e setembro de 1586, falecendo em 15 de dezembro de 1625, com 40 anos, e quando muito havia a esperar do seu saber e trabalho. “Esquecido pela História, ele tem andado desaparecido por detrás da obra iniciada por ele há mais de quatro séculos e que culminou há mais de um século na língua oficial do Vietname (…)”, escreveu António Salvado Morgado.

O Japão terá sido o destino inicial de Francisco de Pina, mas as perseguições que eram movidas aos cristãos alteraram os seus planos e fixou-se na Cochinchina, em 1617, depois de ter estado alguns anos em Macau.

De referir que este jesuíta esteve em destaque no seminário “Testemunhos de Amizade entre Portugal e o Vietname desde o Século XVII”, realizado em Lisboa há cinco anos, numa organizado da Sociedade Portuguesa de Geografia e pela NamPor – Associação de Amizade Portugal-Vietname.

Assim, a Guarda vai recordar este seu filho ilustre, viabilizando um melhor conhecimento da sua dimensão como português, religioso e linguista; proporcionando o “reencontro do mestre de língua com a História. História do Vietname e de Portugal e da Guarda”.

 

Hélder Sequeira


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

PJ da Guarda deteve homem que abusou de filha menor


Inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária identificaram e detiveram ontem, fora de flagrante delito, um homem, em Celorico da Beira, suspeito da prática de dois crimes de abuso sexual de menores dependentes ou em situação particularmente vulnerável e um crime de coação, sobre a sua filha menor.


Na sequência da denúncia apresentada por profissional de saúde no passado mês de junho, foram desenvolvidas diligências de investigação que permitiram concluir que o agressor, no interior da residência familiar, coagiu e agrediu sexualmente, pelo menos, por duas vezes a sua filha menor.

O detido, com 40 anos, será presente às autoridades judiciárias competentes, para aplicação de medida de coação.

O inquérito é titulado pelo DIAP junto do Tribunal Judicial da Guarda.


domingo, 20 de setembro de 2026

Martins de Queiroz: entre a Cirurgia e a Rádio


Revisitar a história de algumas das instituições que marcaram a Guarda é uma oportunidade de reencontro com personalidades cuja vida e trabalho se traduziu em prol das pessoas, da cidade, da comunidade e da região; personalidades tantas vezes injustamente esquecidas.

Neste dever da memória, trazemos hoje a estas anotações o nome do último diretor do Sanatório Sousa Martins, onde deixou a sua impressão digital e foi, igualmente, o dinamizador de uma marca radiofónica que ainda hoje perdura.


Manuel Martins Queiroz nasceu na freguesia de Fragoso, concelho de Barcelos, a 13 de setembro de 1904. Na Faculdade de Medicina de Lisboa licenciou-se, em 1933, em medicina e cirurgia; exerceu a atividade médica nos Hospitais Civis de Lisboa e, a partir de 1945, passou a exercer as funções de Diretor do Departamento Cirúrgico do Sanatório do Caramulo. Este consagrado clínico trabalhou ainda no Hospital de Tondela (no serviço de cirurgia) e na Guarda, para onde veio em 1954, dirigiu o Sanatório Sousa Martins; teve também a seu cargo o Serviço de Cirurgia Mulheres do Hospital da Misericórdia.

Na unidade de saúde guardense desenvolveu uma relevante ação, quer em termos de atividade médica, quer ao nível da implementação e estruturação de novos serviços, bem como na área de terapia ocupacional, onde emergiu o contributo do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM), no âmbito do qual teve desenvolvimento o jornal Bola de Neve e a Rádio Altitude. A atividade daquele Centro serviu de base à comunicação “Recuperação do Tuberculoso a trabalhar durante o internamento” que apresentou no decorrer do Congresso Internacional Contra a Tuberculose realizado, na cidade de Roma, em setembro de 1963. O nome de Martins de Queiroz está ligado à criação de um aparelho para intervenção em situações de pneumotórax e a uma nova técnica osteoplástica utilizada à época. Este médico foi membro da Sociedade Internacional de Cirurgia do American College of The Chest Physicians e da American Trudeau Society.

Idealizou, para a Guarda, a Cidade Saúde; um plano com o objetivo de instalar na cerca do Sanatório todos os serviços de saúde disperso pela malha urbana citadina. Martins de Queirós por diversas vezes – nomeadamente na imprensa local – apresentou a sua ideia sobre o Parque da Saúde da Guarda; as conjunturas não foram, infelizmente, favoráveis à certificação da validade e oportunidade dos seus projetos. No jornal Notícias da Guarda, edição de 1 de janeiro de 1987, escrevia que “a tal Cidade Saúde, a tal Policlínica, o tal Centro de Saúde Modelo foi sonho mal sonhado” (…). Já em 72 esta clara solução é posta diante dos olhos das autoridades locais e governamentais (…)”.

A sua paixão pela Medicina e a sua dedicação ao doente não impediram que ele tivesse outra grande atração arrebatadora: a Rádio, certamente enraizada no contacto com a Rádio Pólo Norte, que já emitia no Caramulo desde 13 de maio de 1939. Na Guarda deu novas asas à Rádio nascida – nos finais da década de quarenta – no Sanatório desta cidade, materializando os seus conhecimentos na área da radiofusão sonora e batendo-se, sempre que necessário, pela prossecução e engrandecimento da emissora. Numa publicação intitulada “Rádio Altitude – ao serviço do regionalismo das Beiras”, e num contexto onde se desenhava o desaparecimento dessa estação emissora, Martins de Queirós sublinhava que a “a força da sua razão de ser assenta nestes dois pilares: regionalismo acérrimo, finalidade eminentemente social”; acrescentava que, “apesar desta razão de ser, R.A. está na contingência de desaparecer, não por debilidade própria, mas em obediência a conceitos que não consideram nem o regionalismo, nem o social e nem sequer assenta em realidades nacionais que nos parecem evidentes”.

Na defesa do regionalismo através das ondas hertzianas, insurgia-se contra o pensamento de que “as emissoras potentes, de larga cobertura, dispensarão estas de pequena potência”, argumentando que “umas e outras são precisas”.

Nessa linha de pensamento, após outros expressivos argumentos que pretendiam travar um desenlace fatal para a RA, sublinhava o papel da atividade radiofónica na representação da vida regional” através de um trabalho onde se “exprimam, resumem e exaltem o espírito, os valores e a têmpera das gentes e das coisas da região”. Após um período de afastamento, a partir de 1974, voltaria anos depois a dar alguma colaboração pontual; na década de 90 e perante uma falha na emissão de onda média não negou o seu saber e intervenção. Recordo as suas longas horas de trabalho pela noite dentro (juntamente com o Carlos Martins) na procura da identificação do problema (que se viria a descobrir ter sido um ato de vandalismo no cabo que ligava o emissor à antena). Conhecia, aliás, como ninguém esse emissor de onda média…

Martins de Queiroz faleceu no dia 23 de maio de 2009, data em que nos deixou também outra destacada personalidade guardense: João Gomes; ainda que diferenciados na sua postura, atividade profissional e ideologia, souberam servir e dignificar a Guarda, tendo deixado impressivos traços da sua intervenção social.

Do quarto e último diretor do Sanatório Sousa Martins, ficaram fortes marcas da sua ação naquela conhecida (nacional e internacionalmente) estância de saúde, cujo 120º aniversário da inauguração ocorrerá no próximo ano; materializou a solidariedade com os doentes de fracos recursos económicos, através da afirmação do CERISSM; associação que estabeleceu a ponte com a comunidade envolvente e outrossim com múltiplos percursos profissionais, dos quais, aliás, a própria cidade beneficiou.

A sua maior herança foi, talvez, a estação de radiodifusão sonora que, a partir de 1954, ajudou a robustecer e a projetar de forma inequívoca, na região e no país. Na Guarda da memória, há nomes que não devemos esquecer, contextualizando a sua ação na época e conhecendo melhor o seu percurso pessoal e profissional.

 

Hélder Sequeira


(publicado em O Interior, em 16|09|2026)

sábado, 12 de setembro de 2026

729º aniversário do Tratado de Alcanices


Hoje assinala-se o 724º aniversário da assinatura do Tratado de Alcanices, ocorrida 12 de Setembro de 1297 naquela localidade espanhola.  O Tratado de Alcanices é considerado “um dos suportes da identidade de Portugal”, assumindo um particular significado para a região raiana de Riba Côa.

Com a assinatura deste importante documento passaram para o domínio português os castelos do Sabugal, Vilar Maior, Alfaiates, Castelo Rodrigo, Castelo Bom, Almeida e a localidade de San Felice de los Galegos – na zona de Riba Côa – além de Olivença, Ouguela e Campo Maior.

O rei D. Dinis, de acordo com o estabelecido nesse tratado, desistia da posse de Aiamonte, Esparregal, Valência e Aracena. A conjuntura interna espanhola (nomeadamente as divergências profundas dos tutores do rei castelhano) não deixou de se reflectir neste tratado, bem como a visão estratégica do monarca português.

De forma a acentuar os compromissos assumidos, firmou-se a promessa de casamento do rei espanhol, D. Fernando IV, com a filha de D. Dinis (a infanta D. Constança), enquanto D. Beatriz, infanta de Castela, foi prometida ao príncipe D. Afonso (filho de D. Dinis).

As terras de Riba Côa começaram por estar sob o domínio militar de D. Afonso Henriques e mais tarde foram ocupadas por Fernando II de Leão, constituindo um território onde as oscilações dos limites fronteiriços eram constantes.

Alcanices - foto Helder Sequeira.jpeg

      Alcanices

 

O Tratado fixou, de forma clara, a fronteiras portuguesas deste território limitado pelos rios Côa e Águeda e pela ribeira de Tourões. Era, como escreveu Pinharanda Gomes, uma “terra de ninguém” que se converteu no “último pedaço da Hispânia a perder a independência, por diplomacia do senhor rei D. Diniz; cantão no coração da Hispânia, com os municípios de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal, além de vários outros, hoje extintos mas reais”.

O Côa abandonou o seu papel de fronteira física e sobre ele lançaram-se novas pontes que favoreceram a circulação de pessoas e produtos; veja-se o caso do Porto de S. Miguel (assinalado no Foral de Castelo Mendo, de 1228, como Portum Mauriscum) ou da Rapoula do Côa.

Se na perspectiva portuguesa este acordo veio definir, definitivamente o território português, do ponto de vista castelhano ele foi entendido como aliança com vista à salvaguarda da paz, fundamental para a resolução dos conflitos internos existentes.

Segundo Miguel Ladero Quesada, foi o espírito diplomático de D. Sancho IV “nos últimos anos do seu reinado, sobretudo, a sua morte prematura e a gravíssima crise política castelhana na menoridade de Fernando IV que permitiram a D. Dinis jogar, alternativamente, as cartadas da guerra e da aliança para conseguir mais territórios dos que havia esperado e fixar as fronteiras em limites muitos favoráveis aos seus interesses”.

Para aquele investigador  é de supor que “algumas cláusulas do tratado seriam inconcebíveis em circunstâncias normais para os reis castelhano-leoneses, como as que se verificaram até 1295”.

Contundo, no quadro conjuntural da época D. Dinis terá tido a percepção de como era importante não deixar escapar a oportunidade de alargar o território português através de uma faixa em relação à qual Castela atribuía um interesse menor face às questões oriundas do reino de Aragão e da área peninsular sob domínio islâmico, a sul.

Assim, Alcanices traduz, como muitos reconhecem, um protagonismo inteligente da diplomacia portuguesa, evidenciado mais tarde por vários historiógrafos, cuja interpretação relativamente à passagem de Riba Côa para a Coroa lusitana assentava não na conquista territorial mas na justa restituição de terras, onde se erguia – por exemplo – o Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (junto à histórica localidade de Castelo Rodrigo).

Por outro lado, e numa leitura dos discursos historiográficos e geográficos sobre Alcanices, Luis Carlos Amaral e João Carlos Garcia realçam que “a História precede a Geografia no debate do tema, mas é uma certa Geografia que fixa em imagem cartográfica Alcanices como marco final de um processo. Também nem todos os historiadores se preocuparam particularmente com este facto diplomático e político do reinado de D. Dinis”.

Aquando da passagem dos 700 anos da assinatura do Tratado de Acanices realizou-se um Congresso Luso-Espanhol nas vilas de Riba Côa, cujo programa, para além dos diversos estudos apresentados, incluiu várias exposições que reuniram pela primeira vez um valioso acervo das peças mais representativas do património histórico e artístico desta região; uma iniciativa que veio lançar novos olhares e interesses sobre este destacado momento do processo histórico português.

Como salientou o historiador Veríssimo Serrão no decorrer desse congresso, “As grandes vantagens do Tratado de Alcanices resultavam da fixação da fronteira portuguesa que, com excepção de Olivença, ocupada pela Espanha em 1801, correspondia então ao seu traçado actual. A província da Beira constituía a zona nevrálgica do reino de Portugal, por ser esse o local corrente das invasões castelhanas. D. Dinis tratou de imediato da fortificação dos lugares de Riba-Côa, com os seus pontos mais salientes em Castelo Rodrigo e no Sabugal, tendo a defendê-las o castelo da Guarda. Tal foi a base do acordo luso-castelhano”.

A importância deste Tratado para a formação da nacionalidade portuguesa é inquestionável; ele evidencia Portugal, decorridos todos estes séculos, como o país europeu com fronteiras mais antigas.


Hélder Sequeira 

sábado, 29 de agosto de 2026

"Muralhas com História" em Sortelha


Em Sortelha, concelho do Sabugal, vai decorrer de 18 a 20 de setembro o evento ‘Muralhas com História’. Trata-se de uma organização do Município do Sabugal, em parceria com as Aldeias Históricas de Portugal, Junta de Freguesia de Sortelha e Associações Locais.

Nesta décima quarta edição, subordinada ao tema do “Muralhas com História – A Cartada que Mudou a História” o foco vai estar no reinado de D. Fernando I (1367-1383), O Formoso, último monarca da dinastia de Borgonha.

D. Fernando I protagonizou um dos reinados mais conturbados da História medieval portuguesa.

Apesar de ter governado apenas durante 16 anos, o seu reinado ficou marcado por uma sucessão de conflitos militares, crises diplomáticas e dificuldades económicas que colocaram em causa a estabilidade do reino. Após a sua morte, o problema sucessório acabaria por conduzir à Crise de 1383-1385.

Embora relativamente breve, o reinado de D. Fernando constituiu um período decisivo da História de Portugal, funcionando como a ponte entre o fim da Dinastia de Borgonha e o nascimento de uma nova era política que garantiria a manutenção da independência do reino.

A pulseira geral de acesso ao evento (válida para os três dias) tem um custo de 3 euros. A entrada é livre para crianças até aos 12 anos, inclusive, desde que acompanhadas por um adulto. O ingresso online tem de ser trocado pela pulseira na bilheteira física.


A viagem ao quotidiano medieval é complementada com recriação histórica, mercado, acampamento militar, ofícios e vivências, cetraria e animais da quinta, ritmos medievais, animação infantil, artes circenses, torneios de armas a pé e a cavalo.

“Esta recriação histórica assume-se como um projeto cuja oferta cultural é uma estratégia de valorização, revitalização e promoção do património e do próprio território. O cenário dentro do ‘Muralhas com História’ permite aproveitar o património, dando-lhe vida e criando um ambiente ímpar e de forte expressividade.” É referido numa nota informativa do município sabugalense.


De referir que é disponibilizado transporte coletivo, que fará o percurso de ida e volta, entre o Sabugal (Largo da Fonte) e Sortelha (entrada no Centro Histórico), gratuitamente. À chegada a Sortelha é assegurado o transporte (aproximadamente de 15 em 15 minutos) entre os parques de estacionamento e a entrada no centro histórico de Sortelha.



sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Invasão francesa recordada em Almeida

 


Em Almeida vai decorrer a partir de hoje e até domingo, 30 de agosto, mais uma edição da recriação histórica do cerco daquela vila, ocorrido durante a terceira invasão francesa em 1810. Esta iniciativa é já considerada uma referência nacional e internacional na recriação das invasões napoleónicas.

Recorde-se que no passado dia 24 de julho foi assinalado mais um aniversário da trágica batalha do Côa, ocorrida no decurso da progressão dos militares franceses. As tropas anglo-lusas lutaram contra as forças do exército francês do Marechal Ney, no local do Cabeço Negro, junto às margens do rio; esta batalha antecedeu a queda da fortaleza de Almeida e a sua ocupação pelas tropas que entraram em Portugal, sob o comando de Massena.


O Rio Côa foi, até 1297, foi o limite da fronteira entre os territórios dos reinos de Portugal e Castela; atravessa o concelho de Almeida e é um dos poucos a correr de sul para norte. Com a assinatura do Tratado de Alcanices, por D. Fernando de Castela e D. Dinis de Portugal, o castelo de Almeida – entre outras fortalezas – passou para o domínio da coroa portuguesa.

Esta zona teve um grande papel estratégico, do ponto de vista militar; aqui se travaram, ao longo dos séculos, várias batalhas. A importância da fortaleza de Almeida cedo foi acentuada; após o primeiro de dezembro de 1640, o rei D. João IV ordenou a sua reparação, face aos momentos e às difíceis contendas que se avizinhavam.

Desde logo ficou percetível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo bélico de manutenção da independência. A vila foi transformada em sede do quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais importante praça do reino português.


Álvaro de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida, empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema de fortificações de que estava dotada.

A história de Almeida cruza-se, mais tarde, com as célebres – quanto dramáticas – invasões francesas. Destas, a terceira incursão conduzida por André Massena foi a que deixou marcas mais profundas na denominada “Estrela de Pedra”.

Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas francesas o objetivo do exército invasor era dominar a praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia. Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres.

Nos primeiros dias de agosto de 1810 o Marechal André Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia.

Na manhã seguinte, 27 de agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

A fortaleza de Almeida, em estilo Vauban, tem uma planta em forma de estrela irregular, integrando seis baluartes: o de S. Francisco, São João de Deus, Santa Bárbara (designado também de Praça Alta), do Trem (ou de Nossa Senhora das Brotas), Santo António e São Pedro, articulados com idêntico número de revelins.

O conjunto monumental deste baluarte beirão encontra-se rodeada por largos e profundos fossos. Para além das majestosas Portas de Santo António e São Francisco destacam-se no complexo desta fortaleza abaluartada as casamatas, espaços subterrâneos cuja estrutura e solidez os tornava imunes às bombas da época.


No interior do perímetro amuralhado encontra-se o Quartel das Esquadras que ficou a dever-se ao Conde de Lippe (Frederico Guilherme de Schaumburg-Lippe), edifício onde estiveram instaladas forças de infantaria; a antiga Casa dos Governadores da Praça de Almeida; o edifício do Corpo da Guarda Principal (onde funciona a Câmara Municipal), a Igreja da Misericórdia, a Casa dos Vedores Gerais, a Casa da Câmara e o Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto (atual Igreja Matriz) são outros edifícios emblemáticos desta vila do distrito da Guarda.

A recriação histórica começa hoje, pelas 22h00 no Picadeiro D’el Rey acontece o Baile e Sarau Cultural Oitocentista “Do Salão até à Praça”.

O Município de Almeida promove, amanhã e domingo (29 a 30 de agosto), visitas técnicas subordinadas ao tema "Da efeméride do Imperador à tomada da Fortaleza: uma visita pela Praça-forte de Almeida". Esta atividade é um convite para o público geral, desafiando o visitante a explorar as marcas de guerra deixadas nas muralhas abaluartadas e no centro histórico de Almeida, descobrindo vários pontos de interesse, no contexto do cerco efetuado entre os dias 15 a 28 de agosto de 1810.


O percurso orientado, com uma extensão de 2,2 quilómetros e uma hora e trinta minutos de duração, ocorre no sábado das 10.30 às 12 horas e das 17h30 às 19 horas, enquanto que no domingo será das 15 às 16h30, com ponto de encontro no Centro Interpretativo da Fortalezas Abaluartadas da Raia, Portas Externas de São Francisco, em Almeida.

Com esta recriação histórica, que se inicia já hoje, Almeida “regressa ao passado, recriando episódios, ambientes, personagens e vivências de outras épocas, num evento que conjuga a valorização do património histórico e cultural com a animação e a participação do público”.

Durante estes três dias vão decorrer, paradas militares, acampamentos históricos, demonstrações de táticas de batalha, enquanto no Mercado Oitocentista, os visitantes podem observar a recriação do trabalho de artesãos, mercadores e ofícios do século XIX.


Hélder Sequeira 


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Exposições de fotografia na Guarda

 


Foto de Alfredo Cunha 


No âmbito das comemorações do 25.º aniversário, o Centro de Estudos Ibéricos tem patentes duas exposições que foram inauguradas a 19 de agosto, para assinalar o Dia Mundial da Fotografia.

A mostra fotográfica sobre o projeto "Transversalidades: fotografia sem fronteiras", apresentará várias fotografias premiadas nas diferentes edições do concurso, o qual teve início em 2011. A exposição estará patente na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, até 19 de setembro, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30.

A exposição "Olhares... a propósito do Dia Mundial da Fotografia", com fotografias de autores da Guarda, pode ser visitada – também até 19 de setembro – no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, das 10h às 22h, de segunda-feira a sábado.

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Interlocuções entre Música e Tradição

 


O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) promove nos dias 25 e 26 de setembro, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, o Seminário “Interlocuções entre Música e Tradição: das Paisagens Culturais às Paisagens Sonoras”.

Reunindo investigadores de distintas Instituições de Ensino Superior e Centros de Investigação de Portugal e de Espanha, o Seminário propõe um espaço de reflexão e diálogo interdisciplinar em torno das múltiplas formas através das quais as práticas musicais e sonoras participam na construção, preservação, transformação e interpretação das paisagens sonoras e culturais de diferentes países.

Ao longo de dois dias, serão abordadas temáticas relacionadas com a música tradicional, os processos de patrimonialização, a documentação e valorização do património musical e organológico, as manifestações festivas, as práticas comunitárias e as relações entre tradição e contemporaneidade.

O programa inclui ainda a apresentação do livro Iberografias nº 52 “Música e Tradição. Sons, Objetos, Instrumentos e Paisagens” da autoria de Rosário Santana e Helena Santana, numa sessão que reforça a importância da investigação e divulgação do património musical enquanto espaço de encontro entre memória, criação e conhecimento.

Os interessados podem fazer a inscrição e obter mais informações em www.cei.pt


domingo, 23 de agosto de 2026

"Caminho da Criação" na Guarda

 

Na ExpoEcclesia está patente ao público a exposição de arte contemporânea «O Caminho da Criação: Horizontes Cruzados», uma mostra de forte pendor contemplativo que reúne obras da coleção do Museu da Guarda.

Na próxima quarta-feira, é neste cenário de encontro entre arte, espiritualidade e contemplação que, a partir das 21 horas, irá atuar Julieta Silva.

Esta musicóloga, multi-instrumentista e intérprete vai convidar todos os interessados a fazer «uma viagem pelo cancioneiro português e ibérico» — uma viagem pelas raízes, pelas memórias e pelas sonoridades que atravessam gerações.



 

sábado, 22 de agosto de 2026

Judiciária da Guarda identificou menor suspeito de prática de incêndios

 

Inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária, com a colaboração do Núcleo de Proteção do Ambiente (NPA) da GNR de Gouveia, procederam, ontem, à identificação de um menor, de 14 anos, suspeito da prática de dois incêndios florestais ocorridos no passado dia 18 de agosto, em Paranhos da Beira – Seia.


Os incêndios terão sido provocados com recurso a chama direta, sem motivação aparente, junto a um caminho rural com povoamento habitacional disperso.

O menor ateou o restolho que ladeava o referido caminho, em dois momentos distintos, um de manhã e outro ao final do dia. O primeiro dos focos de incêndio, o da manhã, autoextinguiu-se, enquanto que o da tarde foi contido pela pronta intervenção dos populares até à chegada dos Bombeiros Voluntários de Seia que o extinguiram, razão pela qual não assumiu dimensões significativas.

O Inquérito é titulado pelo Juízo de Competência Genérica de Seia com competência sobre menores.

A PJ da Guarda, em estreita articulação com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior (GTRI Centro Interior – constituído por elementos da GNR, ICNF e PJ) e com a colaboração do Núcleo de Proteção do Ambiente (NPA) da GNR de Pinhel – Comando Territorial da Guarda, deteve fora de flagrante delito, o presumível autor de dois incêndios rurais ocorridos nos dias 12 e 20 de agosto, em Horta do Douro – Vila Nova de Foz Côa.

Os focos de incêndio foram colocados através de chama direta em povoamentos de giestal, mato, eucaliptos, azinheiras e espécies invasoras (Ailanthus) em horas com temperatura muito elevada, vento cruzado e baixa humidade, valendo a pronta intervenção dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Foz Côa, apoiados por outras Corporações e Populares para debelar e extinguir os incêndios em causa, razão pela qual não assumiram grande relevo e perigo para o povoado habitacional ladeando a estrada municipal que serve a área geográfica em questão.

O detido, um homem de 55 anos, agiu sem motivação aparente, tendo um historial recente de abuso do álcool, justificando as ações com a limpeza do mato que ladeava a sua habitação, propriedades rurais de terceiros.

Foi presente a primeiro interrogatório judicial e ficou sujeito a prisão preventiva e tratamento compulsivo ao alcoolismo.


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Dia Mundial da Fotografia


Hoje comemora-se o Dia Mundial da Fotografia, data que o Centro de Estudos Ibéricos vai assinalar na Guarda, com duas exposições , destacando o poder da imagem como a única linguagem capaz de atravessar fronteiras nem necessitar de tradução.

Na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço estará patente a partir de hoje e até 19 de setembro uma mostra fotográfica com imagens premiadas nas várias edições do concurso Transversalidades – Fotografias sem fronteiras. Iniciado em 2011 por iniciativa do CEI, o projeto tem o objetivo de, através da imagem, promover cooperação entre pessoas e instituições, bem como a inclusão de territórios, sobretudo os mais votados a processos de exclusão ou esquecidos pelos media, que deixam em branco uma grande área do planeta. O concurso tem contado com a participação de fotógrafos de várias partes do mundo.

Hoje,19 de agosto, será ainda inaugurada no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda (TMG), pelas 18h00, a exposição “Olhares…a propósito do Dia Mundial da Fotografia”, com fotografias de autores da Guarda. A entrada é livre.



A fotografia, na expressão de Sebastião Salgado, “é uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução”. É essa escrita que o CEI pretende apresentar ao público, através de diferentes olhares de pessoas que, como amadores ou profissionais, estão ligados à fotografia, nos vários tipos e abordagens.

As iniciativas decorrem no âmbito das comemorações dos 25 anos do Centro de Estudos Ibéricos.


domingo, 16 de agosto de 2026

Presumível incendiário detido pela PJ

 


O Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda da Polícia Judiciária em estreita articulação com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior (GTRI Centro Interior – constituído por elementos da GNR, ICNF e PJ), deteve, na madrugada de hoje, fora de flagrante delito, o presumível autor de um incêndio florestal em Vila Boa, Sabugal.

No âmbito das diligências desenvolvidas a PJ contou ainda com importante colaboração dos Militares da GNR do Posto Territorial do Sabugal – Comando Territorial da Guarda – e dos Bombeiros Voluntários do Soito.

O incêndio teve início cerca das 20h30 do dia 14 de agosto, tendo o suspeito efetuado a sua ignição com recurso a sobrantes de podas de vegetação que acumulou dentro de uma levada de água completamente seca, tendo propagação sido lenta.

Seguidamente, através de chama direta, deu início a uma segunda ignição com o potencial de carbonizar uma grande extensão de terreno, povoado por freixos e carvalhos adultos (um ecossistema maduro e com grande biodiversidade), não tendo tal ocorrido em virtude da pronta intervenção da Corporação de Bombeiros mencionada, auxiliada por vários populares.

Foram imediatamente mobilizadas várias equipas da PJ, que, juntamente com o GTRI Centro Interior, efetuaram a recolha e consolidação de elementos de prova, o que permitiu levar à detenção do suspeito, que assumiu a autoria do incêndio, encontrando-se a colaborar com a investigação.

O detido, um homem com 52 anos, foi presente a primeiro Interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de prisão preventiva. O Inquérito é titulado pelo DIAP da Guarda.

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CEI promove exposições de fotografia

 

O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) vai assinalar o Dia Mundial da Fotografia, que se comemora a 19 de agosto, com duas exposições, destacando o poder da imagem como a única linguagem capaz de atravessar fronteiras sem precisar de tradução.

Na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço estará patente até 19 de setembro uma mostra fotográfica com imagens premiadas nas várias edições do concurso Transversalidades – Fotografias sem fronteiras. Iniciado em 2011 por iniciativa do CEI, o projeto tem o objetivo de, através da imagem, promover cooperação entre pessoas e instituições, bem como a inclusão de territórios, sobretudo os mais votados a processos de exclusão ou esquecidos pelos media, que deixam em branco uma grande área do planeta. O concurso tem contado com a participação de fotógrafos de várias partes do mundo.

No mesmo dia, a 19 de agosto, será ainda inaugurada no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda (TMG), pelas 18h00, a exposição “Olhares…a propósito do Dia Mundial da Fotografia”, com fotografias de autores da Guarda.


A fotografia, na expressão de Sebastião Salgado, “é uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução”. É essa escrita que o CEI pretende apresentar ao público, através de diferentes olhares de pessoas que, como amadores ou profissionais, estão ligados à fotografia, nos vários tipos e abordagens.

As iniciativas decorrem no âmbito das comemorações dos 25 anos do Centro de Estudos Ibéricos.


"Mudar de Vida" em Famalicão da Serra

 


No anfiteatro exterior do Centro Cultural de Famalicão da Serra vai ser exibida hoje a película “Mudar a Vida”, de Paulo Rocha, no âmbito do Ciclo ao Largo - Cinema nas Aldeias.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal e do Cineclube da Guarda e terá lugar a partir das 21 horas.

O filme fala de uma praia de pescadores, o mar que a pouco e pouco vai conquistando a terra. A luta do homem com o mar e sobretudo a luta entre a tradição e o progresso. No centro do drama estão as relações sentimentais, difíceis e quase absurdas que unem um pescador, Adelino, de regresso da guerra de África e duas mulheres, Júlia, uma mulher do mar (à moda antiga), e Albertina, uma operária misteriosa e selvagem. Voltando do Ultramar, Adelino encontra Júlia, a sua antiga namorada, casada com o seu irmão. O drama surge … Albertina, a operária, desafia-o a partir, a mudar de vida.


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Judiciária da Guarda deteve 20 pessoas

 

O Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda da Polícia Judiciária levou a cabo uma operação policial na qual foram detidas 20 pessoas, que de forma organizada, forneciam estupefacientes para os Estabelecimentos Prisionais da Guarda, Viseu, Coimbra e Lamego.

Esta operação, realizada esta segunda e terça feiras, contou com o apoio do Corpo de Guardas Prisionais, esta segunda e terça feiras.

Em causa estão os crimes de tráfico de estupefacientes agravado, associação criminosa, branqueamento de capitais e posse de arma proibida.

A operação “Tranca Segura” resulta de uma investigação com a colaboração do Corpo de Guardas Prisionais e da Direção do Estabelecimento Prisional da Guarda, que decorre há cerca de um ano, motivada por ações de prevenção no E.P. da Guarda, em virtude da deteção e apreensão de estupefacientes dentro do referido Estabelecimento.


Tais ações levaram à detenção sequencial de três homens e uma mulher quanto tentavam introduzir pólen de haxixe transportado no interior do corpo, cocaína dissimulada dentro de um rolo de carne e de drogas sintéticas impregnadas em supostas mensagens de crianças escritas em papel. No prosseguimento da investigação identificou-se o grupo completo, constituído pelos agora detidos, apurando-se que também disseminavam tais produtos ilícitos nas comunidades onde residiam, nomeadamente nas cidades da Guarda e Viseu.

A Polícia Judiciária deu cumprimento a 23 mandados de busca domiciliária e não domiciliária, tendo sido cumpridos 19 mandados de detenção. Foi ainda detido um cidadão, em flagrante delito, por posse de arma proibida. Foram realizadas buscas nos EP da Guarda, Coimbra e Lamego.

A intervenção do Corpo de Guardas Prisionais, deu-se em especial ao nível do GISP – Grupo de Intervenção e Segurança Prisional e com três equipas cinotécnicas.

Em resultado destas diligências foram encontradas e apreendidas 80 doses individuais de heroína, 120 doses de cocaína, sete papéis impregnados com estupefacientes, duas armas de fogo, 71 munições de diverso calibre, incluindo o das armas apreendidas, quatro balanças de precisão, 31 telemóveis, três viaturas e cerca de 81 mil euros em dinheiro.

A operação “Tranca Segura” envolveu outras unidades da PJ, que em estreita colaboração com o DIC da Guarda, contribuíram para o sucesso da ação, designadamente a Diretoria do Centro, os Departamentos de Investigação Criminal de Leiria, de Aveiro, a Unidade de Armamento e Segurança – UAS e ainda a Unidade de Perícias Tecnológicas e Informáticas – UPTI, desta Polícia, envolvendo 85 Inspetores, 10 Seguranças e três Especialistas de Polícia Científica.

Os detidos, 17 homens e três mulheres, foram presentes ao DIAP da Guarda, cujo inquérito é ali titulado.


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Municípios do PNSE querem definição dos apoios

 

A Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela (AMPNSE) reivindicou, esta semana, um calendário de médio prazo para a concretização integral do Plano de Revitalização.

Em nota informativa a AMPNSE defende que esse calendário deverá incluir eixos de financiamento claramente definidos, que permita executar nos próximos quatro anos aquilo que inicialmente estava previsto concretizar. “Não pedimos mais dinheiro do que o anunciado. Não pedimos um plano novo. Não pedimos tratamento de exceção. Pedimos que o compromisso assumido tenha datas e tenha um horizonte que os municípios possam planear.” Sustentam as autarquias que integram a referida associação.


Acrescentando que o Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela tem vários projetos em execução no terreno, é sublinhado que “cerca de 12% do Plano encontra-se hoje executado ou em curso. É ainda pouco, e ninguém o esconde. Mas é, pela primeira vez desde a aprovação do Plano, um caminho que começa a fazer-se.”

Recentemente, foram assinados vários contratos-programa relativos a projetos inscritos no Plano de Revitalização, abrangendo os municípios daquela Associação. “Representam um investimento de cerca de sete milhões de euros, com uma comparticipação do Estado de cerca de três milhões de euros”. Como foi evidenciado, “estes contratos representam um caminho que começa a ser percorrido”.

A AMPNSE manifestou o reconhecimento ao Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, cujo “empenho pessoal e disponibilidade permanente para receber e ouvir os autarcas desta região” foi importante para se fossem desbloqueados “os procedimentos que hoje permitem colocar obra no terreno”.

A AMPNSE estendeu esse reconhecimento ao Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ribau Esteves, “cujo envolvimento tem sido decisivo na articulação entre a Administração Central e os municípios.” Aquela associação congratulou-se com as palavras proferidas na Guarda, no passado domingo, pelo Presidente da República, António José Seguro, ao afirmar que esta é uma promessa que, nas suas palavras, “se arrasta há demasiado tempo”, e ao defender que o que se exige são passos concretos. “São palavras que nos ajudam, e que agradecemos.” Acrescenta a nota informativa da Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela

 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Bola Parda da Guarda com galardão internacional

 

 

A Bola Parda da “Guarda 21” foi distinguida com nova estrela nos Great Taste Awards 2026.

Aquele produto tradicional voltou a ser reconhecido pelo seu sabor e qualidade, conquistando nova distinção na edição deste ano dos Great Taste Awards, realizado no Reino Unido. Num concurso internacional de excelência, que contou com a participação de cerca de 15.000 produtos, a receita da “Guarda 21” evidenciou-se, mais uma vez, perante um painel de jurados exigente.


Com esta recente distinção, a Bola Parda passa a somar um total de quatro medalhas no seu currículo. “Este galardão reflete o nosso compromisso contínuo com a tradição e a utilização de ingredientes nobres, com natural destaque para o azeite e fruta de produção própria, que lhe conferem um caráter e sabor inconfundíveis”, é mencionado numa nota informativa da Guarda 21, dinamizada por Ludovina Margarido.

“Continuamos empenhados em preservar a excelência dos nossos produtos regionais, da nossa gastronomia e cultura.” A simplicidade do bolo, húmido, com um aroma rico e sabor incrível foram determinantes para a conquista de mais um galardão.



sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Festival de Blues na Guarda

 


Os Midnight Club Blues Band vão atuar, hoje, na Guarda no âmbito da Festival de Blues, organizado pelo município guardense.

Com uma identidade própria, marcada pela autenticidade e pela paixão pelo género, Midnight Club Blues Band trazem à cidade mais alta e ao Festival de Blues da Guarda uma proposta que valoriza a vitalidade nacional.

“A sua presença reforça o equilíbrio entre grandes nomes internacionais e o talento português que continua a conquistar reconhecimento dentro e fora de portas.”

O concerto decorrerá, a partir das 21 horas, na Praça Luís de Camões (Praça Velha), com entrada livre.


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Judiciária da Guarda deteve suspeito de tráfico de estupefacientes


 


O Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda da Polícia Judiciária (PJ) deteve, ontem, um homem por comercialização de um elevado número de embalagens contendo canábis, totalizando cerca de 27,5 kg.

A investigação decorria há cerca de dois anos e tinha como objeto as lojas exploradas pelo detido nas cidades do Porto, Caldas da Rainha e Lisboa, destinando-se à venda de bens de consumo, derivados da canábis, flor de canábis, resinas, óleos, essências, cremes, gomas vegetais e outros.

A operação “Over Limit” envolveu outras unidades da PJ, que em estreita colaboração com o DIC da Guarda, contribuíram para o sucesso da ação, designadamente a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de estupefacientes – UNCTE, as Diretorias do Norte e do Centro, o Departamento de Investigação Criminal de Leiria e ainda o Laboratório de Polícia Científica.

Após desenvolvimento de um elevado número de diligências, entre as quais buscas a lojas e armazéns, foi possível demonstrar-se que os produtos comercializados e armazenados num armazém nas Caldas da Rainha continham uma percentagem elevada de THC e HHC, produtos esses que se destinavam a ser consumidos por inalação e ingestão (pastilhas vegetais).

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Bombeiros da Guarda: 150º aniversário

 


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses completa hoje 150 anos.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses resultou da iniciativa de um grupo de guardenses preocupados com inexistência de um corpo de bombeiros na cidade da Guarda.

A reunião que desencadeou o processo de criação desta associação humanitária ocorreu a 5 de agosto de 1876, na residência de Geraldo José Batoréu, que liderou o grupo fundador. Foi assim constituída a “Companhia dos Bombeiros Voluntários”.

Geraldo José Batoréu, Manuel Jacinto, António Gonçalves Ribas, Jerónimo Rodrigues Leal, José Lopes Faia Júnior, Jerónimo Rodrigues Outeiro, Alfredo d´Almeida Barbas, António da Cruz, João Bernardo d´Oliveira, José Joaquim Rodrigues, Joaquim Gonçalves Ribas e Amândio Augusto Ferreira foram os elementos da comissão que fundou este corpo de bombeiros.


Gerardo Batoréu

No passado dia 13 de junho decorreu uma homenagem a Gerardo José Batoréu, fundador da então Companhia de Bombeiros Voluntários da Guarda, evocando todos aqueles que, há 150 anos, deram início à história da instituição; essa homenagem integrou uma recriação histórica do momento da fundação, dinamizada pela Associação Hereditas, seguindo-se a inauguração de uma placa evocativa junto ao local onde Gerardo José Batoréu reuniu ilustres cidadãos guardenses para fundar a corporação dos voluntários egitanienses.