A localidade de Lapa dos Dinheiros,
em Seia, vai acolher entre 27 e 29 de março a primeira Escola de Agroecologia
de Montanha, uma atividade dedicada a valorizar e aprender mais sobre o
castanheiro.
Este projeto, promovido pela Rede de
Aldeias de Montanha, afirma-se pelo seu carácter inovador ao juntar o
conhecimento técnico, através da parceria com a Escola Superior Agrária de
Viseu (ESAV) e o saber das comunidades locais. “Esta união serve de base a um
modelo de turismo comunitário e regenerativo. Neste modelo, o turista não é um
mero espectador, pois é envolvido ativamente na preservação da paisagem.” É
referido em nota informativa a propósito desta iniciativa.
Na Escola de Agroecologia de Montanha
o objetivo é regenerar os soutos como ativos que asseguram a regulação do ciclo
hídrico, conservação do solo, fixação do dióxido de carbono, promoção da
biodiversidade e, simultaneamente, geram valor económico direto para as
populações e para o setor do turismo.
Através de experiências de turismo
comunitário, o visitante assume um papel de "cuidador" da paisagem.
Um exemplo prático será o workshop de enxertia no Souto da Lapa dos Dinheiros.
Este processo envolve as pessoas da aldeia e partilha de saber.
“Esta edição dedicada às
"Culturas do Castanheiro" marca o arranque de um ciclo mais
ambicioso. Estão já previstas outras edições da Escola de Agroecologia com
temáticas distintas, unidas pela mesma estratégia de valorização da paisagem,
do conhecimento técnico e do turismo comunitário.”
A Escola irá percorrer outras Aldeias
de Montanha dos concelhos que integram a rede, nomeadamente Fornos de Algodres,
Gouveia, Manteigas, Celorico da Beira, Guarda, Covilhã, Fundão e Oliveira do
Hospital, adaptando-se às especificidades e recursos de cada aldeia.
Os destaques do programa na Lapa dos
Dinheiros incluem momentos de transferência de conhecimento com o ICNF, a ESAV
e o Centro de Interpretação da Serra da Estrela, momentos de imersão
gastronómica como a "Mesa Partilhada".
Com a Escola de Agroecologia de
Montanha, propõe-se um novo paradigma onde o turista aprende, mas também
contribui ativamente para regenerar paisagens, criando uma ligação com o
território. As inscrições e o programa detalhado podem ser consultados aqui.
