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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

CCG: Pela Guarda, pela cultura


 Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura” é o lema do Centro Cultural da Guarda. Esta instituição bem merece o nosso aplauso, pela sua historial, pelo seu contributo na promoção da cultura e da Guarda, pelo exemplo de determinação dos seus sucessivos dirigentes.



    Recorde-se – e como já tínhamos escrito numa publicação editada a propósito da passagem do 50º aniversário – que na primeira metade do século XX o panorama cultural desta cidade passou por distintas fases, nalgumas das quais se evidenciaram o teatro e a música; nesta última área evidenciaram-se os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.

    Em 1956 nasceu uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados. Começou, então, a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.

    Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos. Após um período de alguma estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram, definitivamente, pela necessidade de uma instituição que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical. O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural.

    Os estatutos do Centro Cultural da Guarda foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de Novembro de 1962, efeméride que lembramos hoje.

    A história do Centro Cultural é o somatório da ação e empenho de muitas personalidades e outrossim dos contributos dos seus associados, em especial aqueles que intervieram, ativa e diretamente, nas atividades das várias secções.

    A identidade do Centro Cultural da Guarda tem sido, ao longo destes 53 anos, preservada e suportada pelas pedras basilares do lema que o CCG adotou desde o seu nascimento. O percurso desta instituição assenta, assim, numa convergência de esforços mas muito deve a personalidades que, com a sua cultura, saber, entusiamo e capacidade de realização souberam manter e revitalizar um projeto de grande alcance cultural e social; tiveram uma consciência clara das dificuldades mas não desistiram nem perderam a esperança.

    “Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia. É por não termos ousadia que as coisas são difíceis”, como disse Séneca.


Helder Sequeira

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Nova direção do Centro Cultural da Guarda



No Centro Cultural da Guarda teve lugar no passado dia 9 de janeiro a tomada de posse dos órgãos sociais daquela instituição onde Daniel Lucas sucede a Albino Bárbara na presidência da direção.

Daniel Lucas_CCultural Guarda 

Daniel Lucas (foto de arquivo)

 

Anabela Guerra, Pedro Correia, Joaquim Mingacho Helena Pontinha, Maria Elvira Bárbara e João Marcelino fazem parte da nova equipa dirigente; como suplentes estão Diana Santos, Mariana Pereira e Maria de Fátima Duarte.

A Assembleia Geral passa a ser presidida por Albino Bárbara (anteriormente era dirigida por José Valbom) que está acompanhado por Carlos Gonçalves e Carla Fantasia; como suplentes estão Ema Mateus, Gonçalo Valbom e Luís Baptista Martins.

O Conselho Fiscal é presidido Alexandre Gonçalves; este órgão integra Cláudia Amaral e Raúl Ribeiro; como suplentes figuram Humberto Vaz e Agostinho Silva.

O Centro Cultural da Guarda – que tem como lema “Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura” – é uma instituição que continua a desenvolver o seu projeto, intervindo no quotidiano citadino através das suas várias valências.

Compreenderemos melhor a sua eminente função cultural e social se recuarmos à primeira metade do século XX e olharmos para panorama cultural da Guarda, nessa época; período onde foram registadas distintas fases, entre as quais se evidenciaram o teatro e a música; nesta última área destacaram-se os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.

No ano de 1956 nasceu uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados.

Começou, por essa altura, a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.

Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos.

Após um período de alguma estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram, definitivamente, pela necessidade de uma instituição que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical.

O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural. Os estatutos do Centro Cultural da Guarda foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de novembro de 1962.

H.S.