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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Nova direção do Centro Cultural da Guarda



No Centro Cultural da Guarda teve lugar no passado dia 9 de janeiro a tomada de posse dos órgãos sociais daquela instituição onde Daniel Lucas sucede a Albino Bárbara na presidência da direção.

Daniel Lucas_CCultural Guarda 

Daniel Lucas (foto de arquivo)

 

Anabela Guerra, Pedro Correia, Joaquim Mingacho Helena Pontinha, Maria Elvira Bárbara e João Marcelino fazem parte da nova equipa dirigente; como suplentes estão Diana Santos, Mariana Pereira e Maria de Fátima Duarte.

A Assembleia Geral passa a ser presidida por Albino Bárbara (anteriormente era dirigida por José Valbom) que está acompanhado por Carlos Gonçalves e Carla Fantasia; como suplentes estão Ema Mateus, Gonçalo Valbom e Luís Baptista Martins.

O Conselho Fiscal é presidido Alexandre Gonçalves; este órgão integra Cláudia Amaral e Raúl Ribeiro; como suplentes figuram Humberto Vaz e Agostinho Silva.

O Centro Cultural da Guarda – que tem como lema “Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura” – é uma instituição que continua a desenvolver o seu projeto, intervindo no quotidiano citadino através das suas várias valências.

Compreenderemos melhor a sua eminente função cultural e social se recuarmos à primeira metade do século XX e olharmos para panorama cultural da Guarda, nessa época; período onde foram registadas distintas fases, entre as quais se evidenciaram o teatro e a música; nesta última área destacaram-se os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.

No ano de 1956 nasceu uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados.

Começou, por essa altura, a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.

Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos.

Após um período de alguma estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram, definitivamente, pela necessidade de uma instituição que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical.

O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural. Os estatutos do Centro Cultural da Guarda foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de novembro de 1962.

H.S.

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