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terça-feira, 16 de junho de 2026

Guarda: Beat no Museu

 


B.Riddim e Maze dão corpo ao universo do Beat na Montanha Vol. 1, editado pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) em formato vinil e digital, “um arquivo vivo de memórias, vozes e experiências sem filtro.” Esta proposta musical está agendada para amanhã, 17 de junho, a partir das 21h30, no Pátio do Museu da Guarda.

Beat na Montanha, em formato Live AV Set, “nasce de encontros, vivências e processos criativos desenvolvidos em territórios educativos, comunitários e prisionais”, como foi referido a propósito deste espetáculo, com entrada livre.

Entre o Rap, o Spoken Word e as vibrações da cultura Bass, som e imagem fundem-se em tempo real através do vídeo reativo, criando uma experiência imersiva onde a resistência e a transformação ganham presença coletiva.

Esta iniciativa está integrada no programa do IX Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC), organizado pela Câmara Municipal da Guarda / Museu da Guarda e que decorre até 19 de junho.


domingo, 19 de abril de 2026

Vinil "Beat da Montanha": lançado o Vol. I


       No Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda foi  apresentado  na passada  sexta-feira, 17 de abril, o “Beat na Montanha Vol. 1” em formato vinil e digital, editado pelo TMG.

Este trabalho nasceu de processos criativos desenvolvidos em contextos educativos, comunitários e prisionais, reunindo rap e cultura bass como ferramentas de expressão coletiva. Com produção de B.Riddim (Luís Fidalgo Sequeira) e participação especial de Maze (Dealema), o álbum dá voz a histórias reais onde cada música é um encontro de talento, expressão, transformação e comunicação coletiva.


Beat na Montanha é um projeto de inclusão social através da arte onde música e palavra se encontram para dar a conhecer vozes que por norma não são ouvidas. “Une crianças, jovens e comunidades vulneráveis num encontro de criatividade, expressão e liberdade de movimento. Cada nota, cada verso, cada imagem é um gesto de inclusão, esperança e transformação”, aliado à sensibilidade artística de cada um.


“O Beat na Montanha aposta fortemente na inclusão social, não apenas como ação artística, mas como espaço de integração, comunidade, expressão de identidade, reconhecimento da diversidade e oportunidades iguais de participação criativa”, referiu Luís Fidalgo Sequeira.

Para ele, “a arte surge como ferramenta de transformação onde a música, a escrita, o som ou a imagem são vistos como meio de conectar diferentes pessoas, dar voz a quem normalmente não teria visibilidade, fomentando a autoestima, comunicação e empatia.”


Por outro lado, acrescentou, o Beat na Montanha “incentiva a descoberta de talento e expressão pessoal, oferecendo meios para que os participantes explorem diversas aptidões (ritmo, voz, imagem, vídeo, composição, escrita), e aprendam técnicas artísticas, colaborando e comunicando coletivamente. Insere grupos vulneráveis ou marginalizados (crianças em instituições sociais; reclusos) num contexto de criação artística coletiva e de valorização com a restante comunidade.”

Ao envolver escolas, instituições sociais e prisões, o Beat na Montanha demonstra que a arte, especialmente música e cultura urbana –onde neste projeto se destaca a sonoridade Hip-Hop – pode ser uma ponte entre realidades distintas e gerar laços comunitários, empatia, reconciliação e inclusão social.


Inclui ainda vertentes audiovisuais, design e ferramentas multimédia, ajudando a desenvolver competências técnicas e criativas nos participantes, algo que pode ter impacto educativo, cultural e até profissional no futuro dessas pessoas.

O vinil está já pode ser adquirido.