No Museu da
Guarda decorreu ontem, 30 de julho, um concerto intitulado “Um Piano no Pátio”,
integrado no programa comemorativo daquela estrutura museológica.
Este concerto,
que decorreu no pátio do Museu, contou com a soprano guardense Rita Morais que
foi acompanhada ao piano por Kewen Wang. O repertório variado que foi
apresentado encantou o público presente, que encheu aquele espaço do Museu da Guarda,
fundado em 1940 pelo município guardense.
Em 1985 o Museu
da Guarda passou para a tutela do Estado voltando a estar sob a égide municipal
a partir de 2015, mantendo como valores a preservação do património e promoção
cultural de excelência nas artes.
“As aspirações
da cidade da Guarda à criação de um museu remontam aos finais do séc. XIX. Em
1910 foi criada uma comissão destinada à constituição de uma unidade museológica
que compendiasse as vertentes arqueológicas e artísticas”, como se pode ler no
sítio, na internet, do Museu da Guarda.
No contexto das
comemorações centenárias da independência nacional (1640-1940), foi nomeada uma
comissão instaladora daquele espaço museológico que, apesar da sua gestão
municipal, assumia a designação de Museu Regional da Guarda – nome que nunca
perdeu aliás até ser transferido para o Instituto Português do Património
Cultural (IPPC).
Na sessão de
Câmara de dia 6 de janeiro de 1940 o Museu foi oficialmente fundado por
deliberação unânime do Executivo; o Museu ficaria instalado em parte do antigo
seminário, cujas obras de adaptação foram custeadas pela autarquia, abrindo as
suas portas ao público no dia 30 de julho de 1940.
“Em fevereiro de
1982, a Assembleia Distrital da Guarda e o IPPC assinavam um acordo de
transferência do Museu da Guarda para a dependência daquela última entidade. Em
1983 iniciaram-se obras de remodelação do edifício e elaborou-se o programa
museográfico para as coleções em depósito. Assim, o museu abriu ao público em junho
de 1985, sob a designação de Museu da Guarda e na dependência do Instituto
Português do Património Cultural.”
O Museu da
Guarda passou, entretanto (2007) a depender do Instituto dos Museus e da
Conservação (IMC), situação que se manteve até 2012. Com a criação da
Direção-geral do Património Cultural (DGPC), extinguiu-se a Direção Regional
de Lisboa e Vale do Tejo e reorganizaram-se as restantes direções regionais de
Cultura (Norte, Centro, Alentejo e Algarve), que viram as suas competências
reforçadas.
Em outubro de
2015, o Museu volta a estar sob a égide da Câmara Municipal da Guarda,
regressando assim às suas origens tutelares. O Museu da Guarda encontra-se instalado no
complexo arquitetónico formado pelo antigo Paço Episcopal e o antigo Seminário
da Guarda, complexo esse que começou a ser construído no início do século XVII.
“De localização
privilegiada, em pleno coração da cidade da Guarda, trata–se, pois, de um
edifício emblemático, com forte identidade simbólica na ordenação da envolvente
urbana, assumindo, pois, preponderância numa vasta área comercial, cultual e de
lazer.”
