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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Concerto no Museu assinala aniversário

 

No Museu da Guarda decorreu ontem, 30 de julho, um concerto intitulado “Um Piano no Pátio”, integrado no programa comemorativo daquela estrutura museológica.

Pátio do Museu da Guarda. Foto: Hélder Sequeira

Este concerto, que decorreu no pátio do Museu, contou com a soprano guardense Rita Morais que foi acompanhada ao piano por Kewen Wang. O repertório variado que foi apresentado encantou o público presente, que encheu aquele espaço do Museu da Guarda, fundado em 1940 pelo município guardense.

Em 1985 o Museu da Guarda passou para a tutela do Estado voltando a estar sob a égide municipal a partir de 2015, mantendo como valores a preservação do património e promoção cultural de excelência nas artes.

“As aspirações da cidade da Guarda à criação de um museu remontam aos finais do séc. XIX. Em 1910 foi criada uma comissão destinada à constituição de uma unidade museológica que compendiasse as vertentes arqueológicas e artísticas”, como se pode ler no sítio, na internet, do Museu da Guarda.

No contexto das comemorações centenárias da independência nacional (1640-1940), foi nomeada uma comissão instaladora daquele espaço museológico que, apesar da sua gestão municipal, assumia a designação de Museu Regional da Guarda – nome que nunca perdeu aliás até ser transferido para o Instituto Português do Património Cultural (IPPC).

Na sessão de Câmara de dia 6 de janeiro de 1940 o Museu foi oficialmente fundado por deliberação unânime do Executivo; o Museu ficaria instalado em parte do antigo seminário, cujas obras de adaptação foram custeadas pela autarquia, abrindo as suas portas ao público no dia 30 de julho de 1940.

“Em fevereiro de 1982, a Assembleia Distrital da Guarda e o IPPC assinavam um acordo de transferência do Museu da Guarda para a dependência daquela última entidade. Em 1983 iniciaram-se obras de remodelação do edifício e elaborou-se o programa museográfico para as coleções em depósito. Assim, o museu abriu ao público em junho de 1985, sob a designação de Museu da Guarda e na dependência do Instituto Português do Património Cultural.”

O Museu da Guarda passou, entretanto (2007) a depender do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), situação que se manteve até 2012. Com a criação da Direção-geral do Património Cultural (DGPC), extinguiu-se a Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo e reorganizaram-se as restantes direções regionais de Cultura (Norte, Centro, Alentejo e Algarve), que viram as suas competências reforçadas.

Em outubro de 2015, o Museu volta a estar sob a égide da Câmara Municipal da Guarda, regressando assim às suas origens tutelares.  O Museu da Guarda encontra-se instalado no complexo arquitetónico formado pelo antigo Paço Episcopal e o antigo Seminário da Guarda, complexo esse que começou a ser construído no início do século XVII.

“De localização privilegiada, em pleno coração da cidade da Guarda, trata–se, pois, de um edifício emblemático, com forte identidade simbólica na ordenação da envolvente urbana, assumindo, pois, preponderância numa vasta área comercial, cultual e de lazer.”


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