A Câmara Municipal está a preparar a
candidatura da Guarda a Capital Portuguesa da Cultura, em 2028.
De acordo com a informação divulgadas
pela autarquia guardense, a candidatura integra-se num projeto estratégico que
visa posicionar a Guarda como espaço de criação, participação, identidade e
desenvolvimento.
Para a Câmara da Guarda a candidatura
“será o reflexo da nossa identidade serrana e raiana, das memórias que
guardamos e da modernidade a que aspiramos. Cultura é o que faz de nós o que
somos e o sonho do que queremos vir a ser.” Daí que a edilidade guardense
solicite a colaboração ativa de todos através do preenchimento (até ao dia 15
de agosto) de um questionário, ao qual pode aceder aqui.
“Colabore na construção de uma visão
cultural forte e partilhe este questionário com familiares e amigos, porque
todos contam”, pede a autarquia.
“A candidatura parte da singularidade
histórica, geográfica e cultural que define a cidade e o concelho como,
simultaneamente, território de montanha e de fronteira, para construir uma
visão cultural sólida, enraizada no município e projetada para a região e para
o país.”
Sob o conceito de cidade “guardiã”:
guardiã da história, da memória e da identidade, mas aberta à modernidade e ao
futuro, a candidatura propõe uma visão assente na relação entre tradição e
inovação, afirmando-se como instrumento essencial para o desenvolvimento da
política cultural do concelho e de todo o distrito da Guarda.
O Presidente da Câmara Municipal da
Guarda, Sérgio Costa, considera “esta candidatura como uma ferramenta de que
vamos dispor para concretizar a nossa visão do que entendemos por política
cultural da Guarda nos próximos anos. Uma oportunidade em torno da qual o
município se propõe agregar toda a produção cultural e artística”.
O município guardense pretende criar
condições para a produção e criação artísticas a partir do território,
mobilizando instituições, associações, criadores, agentes culturais e
económicos, comunidades locais e parceiros nacionais e internacionais.
“A candidatura – como é referido – não se esgota na capital de distrito: quer ser o resultado de um esforço coletivo de articulação territorial, em efetiva colaboração em rede com todos os municípios da Região”.
Um dos eixos estruturantes da
candidatura é a condição raiana da Guarda e a sua ligação umbilical às
comunidades e municípios do outro lado da fronteira, em Espanha razão pela qual
os municípios da raia espanhola vão integrar a candidatura como parceiros como
esclarece o Presidente da Câmara da Guarda. “A fronteira do século XXI não é
uma linha de separação, mas de cooperação ibérica. A Guarda sempre foi porta de
entrada e de saída, lugar de passagem, de encontro e de acolhimento. Queremos
transformar essa condição histórica numa força cultural contemporânea, capaz de
ligar pessoas, territórios, criadores e instituições dos dois lados da
fronteira”.
Por outro lado, a candidatura afirma,
também, a vitalidade dos territórios do interior; sendo a Guarda um território
de baixa densidade demográfica, “é simultaneamente um território de elevado
potencial cultural e criativo”.
O projeto pretende deixar um legado
duradouro em múltiplas dimensões: cultural e artística, de coesão e
participação social, de inclusão e acesso à cultura, de estímulo ao turismo
cultural e de criação de um modelo de governação cultural com continuidade
estratégica para além dos ciclos autárquicos.
“A nossa ambição é que a cultura
continue a ser motor de coesão, de participação, de identidade e de
desenvolvimento. Esta candidatura não se esgota em 2028: quer deixar raízes,
proporcionar condições para fixar criadores, reforçar os agentes culturais locais
e projetar a Guarda”, acrescentou Sérgio Costa.
De acrescentar que a Câmara Municipal
da Guarda constituiu, no passado mês de maio, uma Equipa de Projeto que tem por
objetivo assegurar a preparação, coordenação e consolidação do processo de
candidatura do Centro Histórico da nossa cidade a Património Mundial da UNESCO.


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