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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Festival de Blues na Guarda

 


Os Midnight Club Blues Band vão atuar, hoje, na Guarda no âmbito da Festival de Blues, organizado pelo município guardense.

Com uma identidade própria, marcada pela autenticidade e pela paixão pelo género, Midnight Club Blues Band trazem à cidade mais alta e ao Festival de Blues da Guarda uma proposta que valoriza a vitalidade nacional.

“A sua presença reforça o equilíbrio entre grandes nomes internacionais e o talento português que continua a conquistar reconhecimento dentro e fora de portas.”

O concerto decorrerá, a partir das 21 horas, na Praça Luís de Camões (Praça Velha), com entrada livre.


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Interior Sonoro: criatividade, inclusão e multidisciplinaridade


“Interior Sonoro. Que grande trip, meu!” é o espetáculo multidisciplinar que terá lugar, amanhã (4 de julho) no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda, a partir das 16 horas. A entrada é livre, mediante o levantamento prévio do bilhete.


Este espetáculo tem direção artística de B. Riddim (Luís Fidalgo Sequeira), cruzando música, teatro, escrita e fotografia num percurso de criação coletiva, construída com participantes da CERCIG e da Associação PALOP.

Para Luís Fidalgo Sequeira, “nenhum processo está totalmente definido de forma prévia. Existe uma intenção, uma ideia, uma direção, mas tudo se constrói através da partilha entre as pessoas, no tempo que investimos e nas experiências conjuntas que nos vão guiando de forma natural, sem forçar nada, só deixar acontecer, como o tempo.”

O diretor artístico do “Interior Sonoro” esclarece que “o arco narrativo Trauma, Sombra e Sonho, foi algo pensado como proposta inicial para o espetáculo. Curiosamente, acabou por fazer sentido com tudo aquilo que a CERCIG desenvolve e até com experiências e situações com as quais a Associação PALOP da Guarda se depara.”

Instado a comentar o papel dos formadores, neste projeto, considera que eles “também têm o seu impacto através da sua diversidade, cruzando vários caminhos, mas com um propósito comum. Ao longo das sessões do Interior Sonoro surgiram muito mais do que exercícios criativos. Surgiram conversas que se prolongaram para além das atividades propostas. Surgiram memórias partilhadas pela primeira vez, gritos de revolta, qualidades que eram desconhecidas até aquele momento. Surgiram perguntas difíceis, momentos de descoberta, episódios de humor ou outros mais sérios. Surgiu a escuta e a cumplicidade. Aproximámo-nos e deixámo-nos levar, deixámos o tempo acontecer.”

Aludindo ao percurso percorrido, ao longo dos meses em que foi construído este trabalho que amanhã será apresentado no TMG, Luís Fidalgo Sequeira diz que “os cadernos começaram por receber as primeiras palavras soltas e acabaram por guardar reflexões, poemas, narrativas, letras de canções, memórias, recortes. Algo que nos irá acompanhar e que a nossa mente preservará com o maior carinho. Os exercícios de expressão corporal deram lugar a novas formas de confiança e comunicação. A música transformou emoções, ideias e experiências em ritmo, voz e numa presença evidente. A fotografia registou não apenas aquilo que era visível, mas também os pequenos gestos, as relações, os detalhes e todos aqueles instantes que definem um processo coletivo. Nós somos isso: um coletivo multidisciplinar.”

Aliás, um aspeto que o diretor artístico de “Interior Sonoro” sublinha nas suas declarações a propósito deste projeto. “O resultado não se resume a uma só disciplina artística. Cada linguagem acrescenta uma nova camada de significado aquilo que desenvolvemos de forma conjunta. No teatro habita a história. A escrita permite organizar pensamentos e emoções. A música é o ponto de encontro. A imagem preserva aquilo que as palavras nem sempre conseguem descrever.”

Por outro lado, acrescenta Luís Fidalgo Sequeira, “também surgiram relações de amizade entre participantes, formadores, técnicos e direção artística. Diferentes gerações, com percursos de vida distintos e diferentes referências culturais que através da comunicação conseguiram canalizar toda a partilha em novas perspetivas, reforçando a ideia de que a criação coletiva se constrói precisamente a partir da diferença.”

Assim, Luís Fidalgo Sequeira refere que amanhã, no TMG, vai ser apresentada “apenas uma parte visível desse percurso. As canções, os textos, as fotografias e os registos documentais são o resultado real de meses de trabalho. Mas existem outras dimensões que permanecem fora destas páginas: as conversas, os ensaios, os momentos de superação, as descobertas individuais, tristezas, as pessoas que decidiram sair quando realmente faziam falta e não se deram conta. Foram muitos os laços construídos ao longo deste caminho.”

B. Riddim retém que “talvez seja aí que resida a verdadeira obra. Não apenas no que foi criado, mas em tudo aquilo que se tornou possível através do processo. Na verdade, são todos esses meses, aquelas sessões, aquelas horas em que estivemos juntos que nos trouxe a este ponto.”

Este projeto é complementado com um livro e um disco que integra dez temas originais que cruzam Hip-Hop, spoken word e criação colaborativa. Igualmente com direção artística, produção, gravação e mistura de B.Riddim (Luís Fidalgo Sequeira), o vinil reúne participantes da CERCIG e da Associação PALOP, contando ainda com as participações de Maze, Kei e Miguel Silva.

“Inspirado pelos conceitos de Trauma, Sombra e Sonho, o álbum nasce de um processo de criação artística desenvolvido ao longo de vários meses com ambas as entidades participantes, transformando diferentes experiências, memórias e perspetivas numa narrativa musical comum. Entre a escrita, a palavra dita e a interpretação, cada tema reflete o encontro de diferentes vozes e linguagens numa obra que ultrapassa o seu contexto de origem.” Referiu Luís Fidalgo Sequeira

A masterização esteve a cargo de Gonçalo Peixoto e a edição é do Teatro Municipal da Guarda (TMG).

Disponível em formato digital e em edição física integrada no livro do Interior Sonoro, o álbum (com o mesmo nome) afirma-se como uma peça central de um universo artístico que inclui também o anteriormente aludido espetáculo multidisciplinar e uma série documental.


domingo, 21 de junho de 2026

terça-feira, 16 de junho de 2026

Guarda: Beat no Museu

 


B.Riddim e Maze dão corpo ao universo do Beat na Montanha Vol. 1, editado pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) em formato vinil e digital, “um arquivo vivo de memórias, vozes e experiências sem filtro.” Esta proposta musical está agendada para amanhã, 17 de junho, a partir das 21h30, no Pátio do Museu da Guarda.

Beat na Montanha, em formato Live AV Set, “nasce de encontros, vivências e processos criativos desenvolvidos em territórios educativos, comunitários e prisionais”, como foi referido a propósito deste espetáculo, com entrada livre.

Entre o Rap, o Spoken Word e as vibrações da cultura Bass, som e imagem fundem-se em tempo real através do vídeo reativo, criando uma experiência imersiva onde a resistência e a transformação ganham presença coletiva.

Esta iniciativa está integrada no programa do IX Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC), organizado pela Câmara Municipal da Guarda / Museu da Guarda e que decorre até 19 de junho.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Simpósio Internacional de Arte Contemporânea


A 9ª edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC) vai decorrer na Guarda de 11 a 19 de junho. 

Este evento irá decorrer sob diversas formas de expressão artística, como pintura, escultura, cerâmica, fotografia, arte urbana, instalação, literatura, teatro e música. As iniciativas vão espalhar-se por vários lugares da cidade, como o Museu da Guarda, Torre de Menagem, Capela do Solar dos Póvoas, Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (anfiteatro ao ar livre), Campus Internacional de Escultura Contemporânea, Foyer do Teatro Municipal da Guarda, espaço ExpoEcclesia e Sítio Arqueológico da Póvoa do Mileu.


Nesta edição, que decorrerá sob o lema “Entre o Lugar e o Horizonte”, o objetivo é criar uma ponte entre o património edificado, a paisagem urbana e as artes. Estarão envolvidos artistas locais, nacionais e internacionais, numa programação que inclui exposições de arte, instalação de arte digital, arte urbana, residências artísticas, oficinas, visitas comentadas, roteiros literários, palestras, cursos, música clássica, performances e intervenções no espaço urbano.

À semelhança das edições anteriores, o SIAC é dirigido a todos os públicos, desde profissionais da educação a estudantes, à comunidade em geral. O evento coloca a arte contemporânea no centro da vida cultural da cidade da Guarda, proporcionando momentos e experiências enriquecedoras ao nível individual e coletivo.

Nas residências artísticas haverá lugar para a pintura ao vivo por Peter Balikó (Hungria), Veronika Blyzniuchenko (Ucrânia), Blackson Fernando Afonso (Angola) e Beatriz Vieira da Silva (Guarda, Portugal). Na área da escultura estarão a trabalhar Maria Leal da Costa (Portugal) e José Luís Hinchado Morales (Espanha) e na cerâmica artística Iliana de Carvalho Menaia (Portugal) e Ana Marques Loureiro (Portugal). Na arte têxtil de parede estará a criar ao vivo Luísa Leão (Brasil) e na instalação artística Lara Amaral – (Guarda, Portugal). Pela cidade surgirão intervenções de arte urbana pelas mãos de André Silveira (Dub) – (Portugal), Nuno Aparício (Nuno Miles) (Guarda, Portugal) e Telmo Lourenço (Guarda, Portugal). 

O programa inclui a dinamização de um curso de vidragem de cerâmica pelo Mestre Pedro Rafael (Portugal) e um curso de arte urbana por Desy CXXIII (Guarda, Portugal). Serão realizadas três palestras conduzidas por Cristina Neiva Correia, conservadora do Palácio Nacional da Ajuda sobre “A arte da porcelana – do século XVIII à contemporaneidade”; por Pedro Renca, coordenador do projeto Casa de Artes da ULS de Coimbra dedicada à “Arte-Terapia: quando fazer arte é o melhor remédio” e por Nuno Horta, designer e artista visual, numa apresentação dedicada ao tema “Da página ao prestígio: o Impacto dos Catálogos de Arte”.

O programa inclui a visita performativa aos rituais funerários romanos no Mileu “Funus – Rituais de despedida”, no Conjunto Histórico do Mileu; a romaria literária pelo Centro Histórico “Pelos Passos dos Escritores da Guarda”, por Daniel Rocha e uma visita comentada ao Campus Internacional de Escultura Contemporânea, por Pedro Leitão e a Associação Hereditas. 

Durante o SIAC haverá lugar também à performance musical em quatro momentos com “O Lugar é nosso”, por Tiago Sami Pereira e convidados; Diogo Andrade com guitarra clássica; “Beat no Museu”, pelo DJ B. Riddim e Maze e “Entre o Lugar e o Horizonte”, pelo Trio Allegro, no dia de encerramento do SIAC.

Durante o evento estarão patentes ainda nove exposições: a sala expositiva João Mendes Rosa recebe a exposição coletiva “Incerteza Objetiva”, com curadoria de Martim Brion e com trabalhos de Pedro Boese, Martim Brion, Anna-Maria Bogner, Marco Stanke, José Maçãs de Carvalho e João Jacinto; a Galeria d’Arte Evelina Coelho acolhe a exposição de pintura e escultura “Com olhos de ver”, da dupla António Sousa Amaral e José Manuel Pereira; o Espaço #4 recebe a exposição evocativa “Ezequiel Batoréu: Dar forma às cores”; no espaço ExpoEcclesia estará a mostra “O Caminho da Criação: Horizontes cruzados, a partir da coleção do Museu da Guarda, com projeção em diaporama de fotografia de natureza por Eduardo Flor; a Torre de Menagem recebe  “Cerâmicas que contam Histórias” por Pedro Rafael; o Foyer do TMG recebe as exposições de fotografia “Mulheres (in)Foco”, de Inês Bernardo e a coletiva “Guardamente! – Registos visuais da cidade mais alta”, de Catarina Vilhena, Inês Bernardo e Arménio Bernardo; a Capela do Solar dos Póvoas “Lugar / Deslugar”, com artistas urbanos da região do Porto e da Guarda e com curadoria de Dub e o Espaço #5 recebe a coletiva “Entre o Lugar e o Horizonte”, com obras realizadas pelos artistas em residência no SIAC#9, a inaugurar no último dia do evento.

O programa pode ser consultado aqui


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Inclusão através da arte

 

O "Beat na Montanha Vol. I ", com produção do guardense B.Riddim, editado pelo Teatro Municipal da Guarda em formato LP e digital, já pode ser adquirido, aqui.

"Este trabalho mergulha na energia da primeira e segunda temporada do projeto, Centro Escolar de Gonçalo e Aldeia S.O.S. e Estabelecimento Prisional da Guarda e Mondego, respetivamente, contando ainda com a participação de Maze, dos Dealema.


A sonoridade fica marcada pelo rap e pela cultura bass, dando voz a histórias que nasceram da criatividade coletiva de jovens e comunidades vulneráveis. Cada faixa deste álbum é um encontro de talento, expressão, transformação e comunicação coletiva.

Uma experiência sonora que celebra a inclusão através da arte." É referido a propósito deste trabalho.


domingo, 19 de abril de 2026

Vinil "Beat da Montanha": lançado o Vol. I


       No Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda foi  apresentado  na passada  sexta-feira, 17 de abril, o “Beat na Montanha Vol. 1” em formato vinil e digital, editado pelo TMG.

Este trabalho nasceu de processos criativos desenvolvidos em contextos educativos, comunitários e prisionais, reunindo rap e cultura bass como ferramentas de expressão coletiva. Com produção de B.Riddim (Luís Fidalgo Sequeira) e participação especial de Maze (Dealema), o álbum dá voz a histórias reais onde cada música é um encontro de talento, expressão, transformação e comunicação coletiva.


Beat na Montanha é um projeto de inclusão social através da arte onde música e palavra se encontram para dar a conhecer vozes que por norma não são ouvidas. “Une crianças, jovens e comunidades vulneráveis num encontro de criatividade, expressão e liberdade de movimento. Cada nota, cada verso, cada imagem é um gesto de inclusão, esperança e transformação”, aliado à sensibilidade artística de cada um.


“O Beat na Montanha aposta fortemente na inclusão social, não apenas como ação artística, mas como espaço de integração, comunidade, expressão de identidade, reconhecimento da diversidade e oportunidades iguais de participação criativa”, referiu Luís Fidalgo Sequeira.

Para ele, “a arte surge como ferramenta de transformação onde a música, a escrita, o som ou a imagem são vistos como meio de conectar diferentes pessoas, dar voz a quem normalmente não teria visibilidade, fomentando a autoestima, comunicação e empatia.”


Por outro lado, acrescentou, o Beat na Montanha “incentiva a descoberta de talento e expressão pessoal, oferecendo meios para que os participantes explorem diversas aptidões (ritmo, voz, imagem, vídeo, composição, escrita), e aprendam técnicas artísticas, colaborando e comunicando coletivamente. Insere grupos vulneráveis ou marginalizados (crianças em instituições sociais; reclusos) num contexto de criação artística coletiva e de valorização com a restante comunidade.”

Ao envolver escolas, instituições sociais e prisões, o Beat na Montanha demonstra que a arte, especialmente música e cultura urbana –onde neste projeto se destaca a sonoridade Hip-Hop – pode ser uma ponte entre realidades distintas e gerar laços comunitários, empatia, reconciliação e inclusão social.


Inclui ainda vertentes audiovisuais, design e ferramentas multimédia, ajudando a desenvolver competências técnicas e criativas nos participantes, algo que pode ter impacto educativo, cultural e até profissional no futuro dessas pessoas.

O vinil está já pode ser adquirido.






terça-feira, 14 de abril de 2026

Beat na Montanha Vol. I


No Café-Concerto do Teatro Municipal da Guarda vai ser apresentado na próxima sexta-feira, 17 de abril, o “Beat na Montanha Vol. 1” em formato vinil e digital, editado pelo TMG.



Este trabalho nasce de processos criativos desenvolvidos em contextos educativos, comunitários e prisionais, reunindo rap e cultura bass como ferramentas de expressão coletiva. Com produção de B.Riddim (Luís Fidalgo Sequeira) e participação especial de Maze (Dealema), o álbum dá voz a histórias reais onde cada música é um encontro de talento, expressão, transformação e comunicação coletiva.

Beat na Montanha é um projeto de inclusão social através da arte onde música e palavra se encontram para dar a conhecer vozes que por norma não são ouvidas. “Une crianças, jovens e comunidades vulneráveis num encontro de criatividade, expressão e liberdade de movimento. Cada nota, cada verso, cada imagem é um gesto de inclusão, esperança e transformação”, aliado à sensibilidade artística de cada um.

“O Beat na Montanha aposta fortemente na inclusão social, não apenas como ação artística, mas como espaço de integração, comunidade, expressão de identidade, reconhecimento da diversidade e oportunidades iguais de participação criativa”, referiu Luís Fidalgo Sequeira.

Para ele, “a arte surge como ferramenta de transformação onde a música, a escrita, o som ou a imagem são vistos como meio de conectar diferentes pessoas, dar voz a quem normalmente não teria visibilidade, fomentando a autoestima, comunicação e empatia.”

Por outro lado, acrescenta, o Beat na Montanha “incentiva a descoberta de talento e expressão pessoal, oferecendo meios para que os participantes explorem diversas aptidões (ritmo, voz, imagem, vídeo, composição, escrita), e aprendam técnicas artísticas, colaborando e comunicando coletivamente. Insere grupos vulneráveis ou marginalizados (crianças em instituições sociais; reclusos) num contexto de criação artística coletiva e de valorização com a restante comunidade.”

Ao envolver escolas, instituições sociais e prisões, o Beat na Montanha demonstra que a arte, especialmente música e cultura urbana –onde neste projeto se destaca a sonoridade Hip-Hop – pode ser uma ponte entre realidades distintas e gerar laços comunitários, empatia, reconciliação e inclusão social.

Inclui ainda vertentes audiovisuais, design e ferramentas multimédia, ajudando a desenvolver competências técnicas e criativas nos participantes, algo que pode ter impacto educativo, cultural e até profissional no futuro dessas pessoas.

Como se referiu, a apresentação do Beat na Montanha Vol. 1 (LP) terá lugar no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, no dia 17 de abril, pelas 18 horas, com entrada livre.



terça-feira, 7 de abril de 2026

Projeto "Interior Sonoro" em curso na Guarda


No Café-Concerto do Teatro Municipal foi apresentado ontem o projeto “Interior Sonoro” idealizado e dirigido por Luís Fidalgo Sequeira e promovido pelo Município da Guarda através do TMG, com apoio do programa Centro2030 – Inclusão pela Cultura.


Este projeto, que cruza a arte e a inclusão, reúne utentes da CERCIG e da Associação de Estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em sessões semanais de música, teatro, escrita terapêutica, fotografia, expressão corporal e mindfulness.

O “Interior Sonoro” tem como guião o eixo “sombra, sonho e trauma”. Na sessão da apresentação do projeto, a vereadora da Câmara Municipal da Guarda, Cláudia Guedes, destacou a importância da iniciativa por contribuir para uma cidade mais inclusiva, mais humana e mais coesa, considerando ser mais do que um projeto artístico. “É a prova de que a arte e a cultura podem fazer a diferença”, destacou.


Por seu turno, Paula Machado, da administração da CERCIG, afirmou que esta experiência tem sido para os utentes da instituição “uma terapia pela arte ou mesmo arte com terapia”. Rafaela Lourenço, da Associação PALOP, disse que, “no início, houve muitas incertezas, mas agora há muita gente a cantar, a dançar e a compor, e esta descoberta de talentos devemos muito aos nossos formadores”.

Guiado pelo eixo “Sombra, Sonho e Trauma”, o projeto, com direção artística do guardense Luís Fidalgo Sequeira conta com a colaboração, como formadores, do rapper Maze (André Neves, dos Dealema, escrita terapêutica criativa), Joana Cavaleiro (encenação), Miguel Silva (fotografia/imagem), Hugo Quelhas (escrita criativa) e Vanessa Rei (psicóloga).

O resultado do processo culminará no espetáculo de apresentação, no Teatro Municipal da Guarda (TMG) no próximo dia 4 de julho de 2026, englobando ainda a criação de um livro com conteúdo do processo e um álbum de temas originais.


“O ‘Interior Sonoro’ é um projeto de cariz intercultural e para reforçar o sentido de comunidade através da criação de uma obra musical multidisciplinar”, explicou Luís Fidalgo Sequeira (com o nome artístico B.Riddim); lembrou ainda que este trabalho vem na sequência de outro projeto da sua autoria realizado na Guarda e intitulado ‘Beat na Montanha’, o qual começou em 2023. A inclusão social aliada ao estímulo criativo na área da música e da escrita foi a ideia chave do projeto concebido por ele, dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos. Nessa primeira edição, o projeto implementou uma fusão sonora de vários instrumentos clássicos com eletrónica, gerando texturas que possam ser usadas para uma ligação com textos em prosa e verso; não esquecerá, também, a exploração de capacidades vocais. O primeiro “Beat na Montanha” foi, nesse ano, desenvolvido com o envolvimento de crianças e jovens do Centro Escolar de Gonçalo e Aldeia S.O.S. da Guarda.

No ano seguinte (2024), no âmbito da segunda edição do Beat na Montanha, a música e a escrita serviram também de estímulo à criatividade de 20 mulheres e homens reclusos num projeto de inclusão que os levou ao palco do Teatro Municipal da Guarda; a segunda edição do Beat na Montanha foi “um projeto de inclusão social, com incidência na cultura cigana” que permitiu “levar as pessoas da etnia cigana ao TMG”, como nos recordou Luís Fidalgo Sequeira, para quem esse trabalho representou “uma capacidade de mudança, não só de mentalidades, mas também do paradigma sobre as pessoas que estão privadas de liberdade".

Na terceira edição do Beat na Montanha (projeto idealizado por B.Riddim/Luís Fidalgo Sequeira) os protagonistas foram os alunos do Agrupamento de Escolas da Sé, Guarda. “Durante vários meses, crianças e jovens mergulharam num processo criativo intenso, sob orientação artística de Luís Sequeira, Maze e Miguel Silva”. Criação, ritmo e imagem no topo da montanha foi a proposta para espetáculo final multidisciplinar (música e imagem) apresentado no TMG. Nessa terceira edição, a ideia foi “abrir um leque de opções, não só na parte educacional, a nível pedagógico e educativo, mas também como obra final em si, será uma obra de maiores dimensões, porque inclui teatro, coisa que não acontecia no projeto anterior”, referiu Luís Fidalgo Sequeira.

“Foi uma forma de prescrição social, onde a criatividade se torna uma ferramenta de bem-estar. A arte tem um impacto direto na nossa saúde mental”. Comentava, então, a psicóloga Vanessa Rei a propósito do Beat na Montanha 3.0. “A música, o movimento, a palavra criativa, ativam partes do cérebro ligados à emoção, à empatia e à nossa autorregulação, porque nem todos nós conseguimos expressar através das palavras; a imagem acaba por se tonar uma ponte entre o nosso mundo interno e externo”.

Em o “Interior Sonoro”, e como foi já dito, o eixo ‘Sombra, Sonho e Trauma’ é o guião deste projeto de Luís Fidalgo Sequeira, também autor da dramaturgia, da música e realizador de um documentário sobre o projeto.


Os cerca de 50 participantes – 34 da CERCIG [Cooperativa para Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados da Guarda] e 16 da Associação PALOP, integrada por estudantes e trabalhadores de países africanos de língua oficial portuguesa radicados na Guarda – estão a frequentar sessões semanais de música, teatro, escrita terapêutica, fotografia, expressão corporal e “mindfulness”.

“Cada pessoa, cada participante, tem uma história completamente diferente. E é uma magia descobrir isso ao longo do processo criativo”, disse Luís Fidalgo Sequeira.

O espetáculo do dia 4 de julho será um musical com “muito rap, muito hip-hop, aos quais vamos acrescentar uma carga teatral para falar de emoções, vamos trazer também alguma ironia e crítica social para chamar a atenção do público para as comunidades imigrantes e para as pessoas que têm algumas incapacidades motoras e cognitivas.”

Em simultâneo está a ser realizada um documentário com três episódios, sobre o andamento do projeto.

A psicóloga Vanessa Rei está a fazer um estudo “qualitativo e quantitativo” sobre o impacto do ‘Interior Sonoro’ nos participantes. “O objetivo é ver a sua evolução ao longo do tempo e também nos servirá como métricas para que, no futuro, as possamos apresentar e tê-las também como objeto de estudo para outros projetos que possam eventualmente surgir”.

De referir que no dia da estreia do espetáculo, a 4 de julho no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda, será ainda apresentado um livro com o conteúdo do processo criativo e um álbum de temas originais do ‘Interior Sonoro’.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Ciganitos: segundo single do primeiro álbum do projeto "Beat na Montanha"

 

“Ciganitos” é o segundo single do primeiro álbum do projeto Beat na Montanha, editado pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) em formatos vinil e digital. Interpretado por mulheres de etnia cigana, o tema dá voz a experiências frequentemente inviabilizadas, refletindo de forma honesta a relação com a comunidade, a família e os contextos sociais que marcam as suas vidas.

O videoclip propõe uma representação digna, humana e sensível destas mulheres, valorizando a sua identidade, cultura e resiliência e tornando visível uma realidade raramente escutada: a voz feminina cigana em contexto de reclusão.


Filmado numa pequena sala no Estabelecimento Prisional do Mondego, com a participação de três das dez reclusas envolvidas na segunda temporada do Beat na Montanha, o vídeo transforma esse espaço num cenário simbólico, onde a simplicidade visual centra toda a atenção nas intérpretes e na força da narrativa que transportam.

Pode ouvir aqui



quinta-feira, 12 de março de 2026

Pedro Baía: uma vida de descobertas

Hoje relemos a entrevista com Pedro Baía, publicada há quatro anos no anterior sítio do CG...

 

Pedro Baía é um apaixonado, desde cedo, pela fotografia, mas o vídeo e a música preenchem igualmente a sua vida. Define-se, em entrevista ao CORREIO DA GUARDA, como “o resultado de várias experiências, somadas ao longo de uma vida de descobertas, de diversos exemplos daqueles que me rodearam, de inúmeras influências”.

No decorrer da conversa, Pedro Baía (nascido em 1973) confessa que desde muito novo a sua curiosidade foi maior que os seus medos, “sendo a descoberta da música a mais precoce de todas as minhas facetas, por ser de fácil e livre acesso, naturalmente na Rádio Altitude, ou na prateleira de discos dos meus pais. Adorava o poder colocar aqueles disco de vinil a rodar…e ficar a ouvir, assim a admirar o tal aparelho fabuloso, que me levava a sítios distantes…”. Longe ou perto da sua cidade, gosta de fotografar “A luz, os contrastes, o momento”, sempre com tempo para a sua família, pois, como nos diz este guardense, “sem ela nenhum destes projetos paixão teria sentido”.

 

 

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Quando surgiu interesse pela fotografia?

Desde que me lembro… Sempre fui curioso e sempre gostei de saber como as coisas trabalhavam… Nos armários, em casa dos meus pais, existia uma máquina fotográfica que sempre me despertou toda a curiosidade do meu mundo de criança, respeitosamente pois achei que a máquina seria uma coisa cara. Aos poucos lá fui vendo e mexendo…e a partir dessa altura a coisa foi evoluindo…

 

Que géneros de fotos prefere? Fotografia de rua, paisagem, retrato…?

Eu sou um mais “look and shot”. Olho e disparo, nunca fui muito de preparar o momento, gosto de andar e aguardar. Nem sempre corre bem, mas dá-me gozo o efeito surpresa.

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Prefere a fotografia a cores ou a preto e branco? E porquê?

Gosto de ambas abordagens. A minha disposição é que manda.

Gosto dos contrastes altos em preto e branco, gosto da maneira como o momento é realçado, mas também gosto da cor, das cores por si, da força que transmitem e da dinâmica criada.

Não consigo ter uma preferência….

 

Preocupa-se com o trabalho de edição das fotografias? É um trabalho moroso?

Preocupo-me um pouco, mas sem fazer um bicho de sete cabeças!

A ideia é a foto sair bem da camara, deixar o momento ser o que ele é realmente!

Logo, a edição são coisas mínimas e rápidas, simples, só para enfatizar o que realmente é importante ver na captura.

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A zona da Guarda é a preferida para os seus trabalhos? Que outras zonas em especial?

Não tenho uma zona preferida…não consigo ter….

Há muitos sítios, e, sei que vou descobrir mais e mais sítios belos, pessoas simples, momentos felizes, ou não, mas que merecem ser imortalizados e partilhados.

 

O que gosta mais de fotografar na Guarda?

A luz, os contrastes, o momento.

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Como têm reagido as pessoas à suas fotos?

No geral, aceitam bem as minhas abordagens e perspetivas.

 

Tem tido situações em que vê fotos suas utilizadas por pessoas ou instituições, sem a devida autorização?

Sim, é pena que as pessoas ainda não tenham percebido o conceito de propriedade intelectual, e já tive algumas conversas e discussões acerca desse tema…

Não é por estarem em circulação em autoestradas da comunicação que deixam de ter direitos. Já me aconteceu várias vezes encontrar fotos minhas em canais de redes sociais, em que foram recortadas, para ser retirada a marca de água… Uns até compreenderam…outros responderam-me, “se está na internet…é de todos!” Tenho de me rir com esta!...

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O digital incrementou, junto das pessoas em geral, o gosto pela fotografia?

O gosto não sei, mas é mais fácil chegar às pessoas e elas descobrirem coisas! Torna-se mais fácil, mais rápido a ver, rever e partilhar.

É bom dar oportunidades, é bom ter oportunidades de descobrir. É bom descobrir coisas novas, e sendo a fotografia uma arte palpável, e agora virtualmente um pouco mais acessível a todos, e, chegar com ela muito mais longe…e rápido.

 

Fazer fotografia implica uma permanente atualização dos equipamentos?

Sim e não. Depende sempre daquilo que fazemos.

Num nível profissional, alguns equipamentos ajudam imenso a ter um resultado final mais “comercial” e “apetecível”, mas num nível não tão alto, não acho necessário andar sempre a investir dinheiro…

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Os preços dos equipamentos são hoje mais acessíveis?

É um pouco ambíguo este tema. Existem milhares de equipamentos disponíveis para compra, milhares de acessórios, milhares de milhares de gadgets para comprar que podemos achar necessários a qualquer momento, mas, voltando a ser realista… depende sempre do que queremos ou fazemos da fotografia… 

 

Para além das iniciativas que tem havido, na área de fotografia, o que podia ser ainda feito para aproximar o público, em geral, dos trabalhos fotográficos aqui produzidos?

Há, e sempre vão existir, maneiras e modos para cativar e desenvolver o gosto pela fotografia. Mas aquele que eu acho mais importante e cativante, é a proximidade, a curiosidade, a empatia, a vontade de conhecer e dar a conhecer, não o nosso Eu, mas a nossa identidade.

E isso depende só de nós, dos nossos valores, da maneira como os ensinamos aos nossos esses mesmos valores. A aproximação ao público, depende do que lhe queremos mostrar, mas principalmente como lho vamos mostrar!

Atualmente, ao haver cada vez mais facilidade em qualquer pessoa ter acesso a material fotográfico, e cada vez mais existirem amantes de fotografia… o mercado começa a ficar saturado…e fútil, tendo por exemplo as redes sociais…qualquer um tira e coloca fotos online, com ou sem filtros, com ou sem sentido, com ou sem saber ou paixão… Isto dava pano para mangas… simplificando, acho que as relações interpessoais são o mais importante, o estar e saber estar neste mundo, o saber cativar o próximo, o cultivar amizades e valores, simplesmente ser sincero e humilde.

O publico reconhece isto e, no meu ver, é isto que pede.

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Trabalha também com vídeo. Esse labor foi paralelo à atividade fotográfica? E qual prevalece, atualmente?

Sim, o vídeo é, e sempre foi uma curiosidade minha. Os filmes de animação sempre me despertaram, desde miúdo, muita curiosidade. Como era aquilo feito?

Depois veio, com o tempo, a vontade de fazer, fazer coisas, experiências, vhs, digitais, mobile…comecei a editar e a ver um mundo realmente novo…depois veio a oportunidade de o fazer a um nível mais elevado, e a vontade de crescer foi ainda maior. Hoje, sinto-me um sortudo, por fazer aquilo que gosto, por me darem essa mesma oportunidade a nível profissional, e, por conseguir deixar a minha marca na nossa sociedade.

 

Os drones vieram facilitar, e ampliar, o desenvolvimento de trabalhos nessas duas áreas?

Vieram dar uma nova perspetiva. Quem nunca sonhou que podia voar? O drone, e a perspetiva que nos dá, é o que mais se assemelha a esse sonho de criança… E prevalece pela diferença do olhar, pois a vista de cima para baixo não está ao alcance de todos…

Abriu um novo caminho, um novo olhar, que anteriormente era só possível a uma elite de pessoas. É uma mais valia poder contar com esse novo olhar sim, tanto para a fotografia como para o vídeo, pois a dimensão da perspetiva é um abismo finalmente transponível e acessível.

 

A música é também uma das áreas onde se movimenta. Como começou e o que destaca no percurso até agora feito?

A música… A música sempre fez parte daquilo que sou. Ao escrever estas linhas, não consigo estar sem ouvir música, aleatória, como eu gosto, para novas sensações, gosto de descobrir coisas boas neste outro mundo saturado de bons e menos bons artistas…

Como comecei?... Não sei bem… (risos). Mas como Dj, foi na noite da Invicta… 1993/94…por aí… a curiosidade de “como se faz” sempre fez parte de mim, como já tinha dito… na altura era colaborador de um “barzinho da moda” ali na zona das Antas… gente chique... Comecei a falar com o dj residente, que também trabalhava numa rádio (já não me recordo qual) e a coisa lá foi começando a ser real e aconteceu naturalmente...até ao dia em que o dj , na pista alternativa de uma discoteca em Matosinhos, me pediu para segurar ali as pontas enquanto ele se “aliviava” e…nunca mais apareceu! Desde esse dia…

O que eu acho que me destaca… gosto de música, quase toda, acredito que em todos os estilos musicais há coisas boas e bem feitas…só é preciso encontrá-las!

 

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Música, vídeo e fotografia. O que coloca em primeiro lugar?

A família, sem ela nenhum destes projetos paixão teria sentido!


 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

"Interior Sonoro" : arte e inclusão na Guarda

 

“Interior Sonoro” é a designação de um projeto que está a ser promovido pelo Município da Guarda e Teatro Municipal da Guarda (TMG).

Este projeto, que cruza a arte e a inclusão, reúne participantes da CERCIG e da Associação de Estudantes dos Países Africanos de Língua Oficia Portuguesa em sessões semanais de música, teatro, escrita terapêutica, fotografia, expressão corporal e mindfulness.



Guiado pelo eixo “Sombra, Sonho e Trauma”, o projeto, com direção artística do guardense B.Riddim (Luís Sequeira) conta ainda com a colaboração, como formadores, de Maze, Joana Cavaleiro, Miguel Silva, Hugo Quelhas e Vanessa Rei.

O resultado do processo culmina no espetáculo de apresentação, no Teatro Municipal da Guarda (TMG) no próximo dia 4 de julho de 2026, englobando ainda a criação de um livro com conteúdo do processo e um álbum de temas originais.