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quinta-feira, 4 de junho de 2026
terça-feira, 2 de junho de 2026
CEI comemora 25 anos
O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) está
a assinalar os 25 anos com um programa multidisciplinar evocando o percurso e o
legado do seu mentor, Eduardo Lourenço.
Nos próximos meses haverá iniciativas
que cruzam a literatura, o teatro, as artes visuais, a fotografia e a enologia,
colocando a Guarda como território de referência na valorização do património
intelectual e da identidade europeia.
No âmbito das comemorações dos 25
anos, foram realizadas em abril, o seminário “As Novas Geografias dos Países de
Língua Portuguesa | Caminhos recentes da Geografia do Brasil” e apresentação da
Revista “Iberografias”, nº21.
Na passada sexta-feira decorreu a
sessão solene da entrega do Prémio Eduardo Lourenço 2026 ao escritor e ensaísta
espanhol, José Luis Puerto, esta sexta-feira, dia 29 de maio.
Entre o final do mês de junho e o
início de julho decorrerá o XXVI Curso de Verão do CEI dedicado ao tema
“Diálogos Transterritoriais para uma Geografia da Esperança”, numa iniciativa
repartida entre Coimbra, Guarda e Salamanca. Ainda durante o mês de julho, terá
lugar o Lançamento dos volumes n.º 50 e n.º 51 da coleção “Iberografias” e uma
Oficina de História da Guarda, iniciativa que irá encerrar com o “Roteiro
Lourenciano” pelas ruas da cidade da Guarda.
Evocando o pensamento ibérico e a
ligação de Eduardo Lourenço a Miguel de Unamuno será dinamizado o Roteiro
Unamuniano, um percurso que leva os participantes a revisitar os locais da
Guarda mencionados pelo escritor espanhol na obra “Por Tierras de Portugal y
España”.
A estreita ligação a Espanha estará
ainda presente nas comemorações do aniversário do CEI com as celebrações do quinto
Centenário da Universidade de Salamanca (USAL), uma das instituições fundadoras
do CEI.
O programa das comemorações inclui
ainda a apresentação de pranchas de banda desenhada, alusivas a Eduardo
Lourenço, da autoria do ilustrador Daniel Maia, a peça e teatro “Eduardo
Lourenço regressa a casa” inspirada na vida do ensaísta.
O aniversário do CEI é assinalado
igualmente com a exibição do documentário “Regresso sem Fim”, centrado na vida
e obra do pensador Eduardo Lourenço, com realização de Anabela Saint-Maurice,
da RTP, e com a criação de um mural de arte urbana em homenagem ao ensaísta.
Destaque ainda para o concerto multimédia “Músicas e Poemas da Minha Vida” e
uma exposição de trabalhos realizados por alunos dos agrupamentos de escolas da
cidade sobre Eduardo Lourenço.
A propósito da efeméride serão
apresentadas várias publicações: a “Novela Gráfica de Eduardo Lourenço”, a
acontecer durante o IV Salão do Livro da Guarda; a Revista “Iberografias” n.º
22 e o livro de “Pensamentos e Expressões de Eduardo Lourenço”.
A fotografia estará também presente
no programa comemorativo dos 25 anos do CEI com uma Mostra Fotográfica, para
celebrar também o Dia Mundial da Fotografia, a 19 de agosto.
Está ainda agendado um conjunto de
seminários dedicados a temas diversificados como “Leituras do Território”; “A
comunicação social e o espírito ibérico: novos horizontes de cooperação”;
“Interlocuções entre Música e Tradição: das Paisagens Culturais às Paisagens
Sonoras”; “Saúde sem Fronteiras e Envelhecimento Ativo, Literacia em saúde” e
“Coesão territorial e cooperação transfronteiriça. 40 anos adesão à EU” e uma
conferência dedicada ao tema “Nós, como Futuro”. Será ainda realizado o 5º
curso de formação “Aprender fora da sala de aula: Investigação e prática em
educação ecocêntricas”.
No mês de dezembro serão divulgados
os vencedores de duas das iniciativas anuais do CEI; ocorrerá a sessão de
entrega dos Prémios CEI-ITT Investigação, Inovação e Território 2026 e do
Transversalidades - Fotografia Sem Fronteiras 2026, com a respetiva exposição
dos trabalhos e lançamento de catálogo.
Até ao final do ano serão produzidos
vários podcasts alusivos aos 25 anos do CEI com a participação de diversos
convidados.
Fonte: CMG
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Livro convida à descoberta da Guarda
No Auditório do Paço da Cultura da Guarda terá lugar no
próximo dia 9 de junho, pelas 18 horas, a apresentação pública do livro
"Ai mui me tarda a Descoberta da Guarda - roteiro para crianças ".
Este livro, segundo as autoras, é o despertar de um projeto
iniciado há cerca de 35 anos por um grupo de educadoras de infância, que
sentiram a necessidade de elaborar um roteiro histórico com percursos coloridos
que incentivasse as crianças a descobrir esta cidade de uma forma divertida.
“O passado tornou-se futuro…e sete educadoras aposentadas
acordaram esse projeto adormecido, fizeram-no viajar no tempo, amadureceram as
ideias e converteram-no numa história.” É referido numa nota informativa
enviada ao Correio da Guarda.
O livro acompanha a jornada de Augusto, um avô repleto de
conhecimento, e do seu neto Gil, numa viagem de descoberta pela Guarda e pelos
seus recantos mais emblemáticos.
A obra, como foi salientado, “promete cativar leitores com
uma narrativa envolvente, explorando o património e a história local através de
uma perspetiva intergeracional". Por outro lado, esta obra é encarada “como um
importante contributo para a promoção da cidade, valorizando o seu património
histórico e cultural e incentivando o turismo de descoberta.”
Daí que as autoras esperem que este livro sirva de inspiração
para muitos “explorarem e se apaixonarem pela riqueza e singularidade da cidade
mais alta de Portugal. Promete ser uma leitura indispensável para todos os que
desejam conhecer a cidade através de uma perspetiva única e comovente,
celebrando a ligação entre gerações e o amor pela história e património local.”
A sessão de apresentação desta obra é aberta a todos os interessados.
domingo, 31 de maio de 2026
Um pavilhão com história...na Cidade da Saúde...
Hoje, 31 de maio, completam-se 73 anos após a inauguração do denominado Pavilhão Novo do Sanatório que constitui, hoje, o mais antigo bloco do Hospital da Guarda.

Este acto, previsto inicialmente para 28 de maio de 1953, ocorreu três dias depois, com a presença dos Ministros do Interior e das Obras Públicas.
A imprensa da cidade deu especial relevo ao acato, apresentando o novo pavilhão como “um edifício gigantesco com 250 metros de comprido e com 350 leitos destinados exclusivamente a doentes pobres”.
Com a construção deste novo pavilhão, o Sanatório Sousa Martins procurou aumentar a capacidade de resposta às crescentes solicitações das pessoas afetadas pela tuberculose, ampliando assim o seu papel na luta contra essa doença.
É que o elevado número de doentes com fracos recursos há muito fazia sentir a necessidade de dotar esta conhecida estância sanatorial com novas instalações, pretensão que os responsáveis pelo Sanatório Sousa Martins tinham já manifestado ao Ministro das Obras Públicas, aquando da sua visita, à Guarda, em 1947. As obras do novo pavilhão foram iniciadas quatro anos depois.
A entrada em funcionamento deste pavilhão era aguardada com compreensível expectativa, mormente por quem trabalhava no Sanatório Sousa Martins.

O seu diretor, Dr. Ladislau Patrício – que nesse mesmo ano deixaria essas funções, bem como a sua atividade clínica – definiu o edifício como “um novo e valioso instrumento na luta em defesa da saúde pública do país”.
Na Guarda viveu-se mais um dia festivo. “Cerca do meio dia, a estrada que conduz ao Sanatório tornara-se um rio de gente”, noticiou o jornal A Guarda. O Pavilhão Novo constitui, de facto, um marco importante na história do Sanatório Sousa Martins, instituição que não pode, de forma alguma, ser dissociada da Guarda do século XX.
Recordar esta efeméride é anotar, tão somente, quanto é fundamental a salvaguarda desta memória viva onde, no presente, prossegue a atividade hospitalar.
Conciliar os rumos exigidos pelo progresso com a especificidade deste edifício será contribuir para o reencontro com décadas em que a Guarda conquistou, justamente, a designação de cidade da saúde.
Hélder Sequeira
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Prémio Eduardo Lourenço para escritor espanhol
A sessão de entrega do Prémio Eduardo
Lourenço decorreu hoje na Guarda, tendo o galardão sido entregue a Jose Luis
Puerto.
Escritor, ensaísta, etnógrafo,
professor e tradutor de poesia portuguesa contemporânea, José Luis Puerto tem
dedicado o seu trabalho ao profundo conhecimento da língua e da cultura
portuguesas.
Como foi referido, aquando do anúncio
do nome do premiado na edição de 2026, este compromisso é evidente nas suas
traduções de poetas portugueses, bem como na integração de elementos culturais
ibéricos na sua própria obra poética, no seu trabalho etnográfico e na
investigação sobre a tradição oral.
Na sessão de entrega desse prémio –
que decorreu a partir das 18 horas na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço – o
presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, afirmou que “o júri deste
prestigiado galardão tomou uma decisão de inteira justiça”, salientando a
“trajetória intelectual e cívica” de Jose Luis Puerto, “que de forma absoluta e
objetiva, cumpre o desígnio maior de cooperação e do entendimento entre os
povos ibéricos”.
O autarca guardense aludiu referiu
ainda à ambição de transformar o Prémio Eduardo Lourenço num galardão
ibero-americano, estendendo a sua abrangência à América Latina e alargando o
campo de atuação do Centro de Estudos.
Para José Luis Puerto esta distinção é
uma “gratidão enorme porque é um prémio que faz adquirir um compromisso ainda
maior por algo que cresceu, desde pequeno”.
Ao longo de vinte e dois anos, o
Prémio Eduardo Lourenço tem vindo a distinguir personalidades e instituições
com atividade relevante no universo ibérico.
Personalidades de relevo de Portugal
e Espanha já foram galardoadas nas anteriores edições: Maria Helena da Rocha
Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín
Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos
Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito
Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor
(2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e
Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014),
Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016),
Fernando Paulouro das Neves, Escritor e Jornalista (2017), Basilio Lousada
Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, professor e investigador (2019), Ángel
Marcos de Dios, professor (2020), Fundação José Saramago (2021), Valentín
Cabero Diéguez, geógrafo e professor (2022), Lídia Jorge, escritora (2023),
Isabel Soler, professora e investigadora (2024) e José Tolentino de Mendonça,
escritor (2025).
Fotos: CMG
Judiciária deve suspeitos de abuso sexual de criança
Inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária detiveram, ontem, um homem e uma mulher, respetivamente com 50 e 47 anos, companheiros numa anterior relação, por fortes suspeitas da prática do crime de abuso sexual de crianças, cometido contra a filha da detida que, aquando do início da prática dos factos, tinha apenas 9 anos.
De acordo com a informação divulgada pela PJ da Guarda, pelo menos desde 2023 que a criança foi agredida sexualmente, sendo os abusos fotografados e trocados entre ambos para fins de excitação sexual.
O pai da menor, tomando conhecimento dos factos no dia 27 de maio, dirigiu-se, no dia seguinte, ao Piquete do DIC da Guarda, onde apresentou queixa.
Num espaço temporal de cerca de 5 horas, foram inquiridas diversas testemunhas e recolhido um enorme acervo probatório de natureza material, incluindo as fotografias alvo de partilha, indiciando fortemente os denunciados das ações descritas, permitindo, assim, as suas detenções fora do flagrante delito.
Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.O inquérito é titulado pelo DIAP da Guarda.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Judiciária atenta a incêndios florestais
O perfil do incendiário florestal
2025, desenvolvido pelo gabinete de Psicologia de Polícia e Intervenção
Especializada do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais (IPJCC),
foi apresentado pela responsável na matéria, Cristina Soeiro, no Departamento
de Investigação Criminal da Guarda da PJ.
Já a viver um período quente,
propício a várias ocorrências, a Polícia Judiciária sublinha que “é necessário
continuar a formar os melhores profissionais.”
Por outro lado, a PJ refere que a
maioria dos incêndios florestais registados no país têm origem na ação humana
de natureza acidental/negligente.
“O comportamento criminal é um
fenómeno multifatorial, que resulta da interação entre predisposições
individuais e condições externas.
No que aos incêndios florestais diz
respeito, há especificidades e um estudo exaustivo que merecem ser partilhados
de viva-voz.” Salienta uma publicação da Polícia Judiciária.
“Pretende-se que, deste conhecimento
partilhado, haja maior prevenção e intervenção especializada”.





