A minha Lista de blogues

segunda-feira, 13 de abril de 2026

(Re)Visitar Riba Côa

 

Há dois anos, a décima segunda edição do evento “Muralhas com História”, promovido em Sortelha pela Câmara Municipal do Sabugal, foi dedicado ao reinado de D. Dinis. A autarquia sabugalense sublinhou, então, que o sexto rei de Portugal “é um dos responsáveis pela criação da nossa identidade nacional e pelo alvor da consciência de Portugal enquanto estado-nação. Durante o seu reinado, ele procurou reorganizar a administração interna, elaborando um conjunto de leis baseadas na realidade política, económica e social do país, marcando de forma inequívoca e permanente este território de fronteira.”

O rei D. Dinis (cujo reinado foi o mais longo de todos os monarcas da primeira dinastia, 46 anos) nasceu em Lisboa a 9 de outubro de 1261; era o filho mais velho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela (sua segunda esposa), tendo sido aclamado rei (em Lisboa) no ano de 1279. Em 24 de junho de 1282 casou com Isabel de Aragão (a Rainha Santa Isabel), sendo o casamento celebrado em Trancoso; na cerimónia estiveram presentes o Bispo da Guarda, D. Fr. João Martins, Mestres de Ordens de Cavalaria e destacados elementos da nobreza de Portugal e Aragão.

Castelo do Sabugal -HS_

O monarca, de que falamos, deu particular atenção às fortalezas destas terras raianas, valorizando-as e reforçando as suas funções defensivas. As terras de Riba Côa começaram por estar sob o domínio militar de D. Afonso Henriques e mais tarde foram ocupadas por Fernando II de Leão, constituindo um território onde as oscilações dos limites fronteiriços eram constantes. O Tratado de Alcanices, assinado a 12 de setembro de 1297 naquela localidade espanhola, é considerado “um dos suportes da identidade de Portugal”.

E outro si eu El Rey Dom Fernando, entendendo, e conocendo, que vós aviades direito en aluns lugares dos Castellos, e Villas de Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villa Mayor, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor. e de Monforte, e dos outros Lugares de Riba Coa, que vós Rey Dom Diniz teendes agora en vossa mão, e por que me vós partades do direito, que aviedes en Vallença, e em Ferreira, e en no Sparagal, que agora tem a Ordem d’Alcantara asá maão, e que aviades en Ayamonte, e en outros Lugares dos Reinos de Leon e de Galiza”.

Assim era referido no texto daquele tratado, que estabeleceu a transferência para o domínio português dos castelos do Sabugal, Vilar Maior, Alfaiates, Castelo Rodrigo, Castelo Bom, Almeida e a localidade de San Felices de los Gallegos, além de Olivença, Ouguela e Campo Maior. O rei D. Dinis, de acordo com o estabelecido nesse tratado, desistia da posse de Aiamonte, Esparregal, Valência e Aracena. A conjuntura interna espanhola (nomeadamente as divergências profundas dos tutores do rei castelhano) não deixou de se refletir neste tratado, bem como a visão estratégica do monarca português.

San Felices de los Gallegos  (Foo HS) 

San Felice de los Gallegos

Com o objetivo de serem acentuados os compromissos assumidos, firmou-se a promessa de casamento do rei espanhol, D. Fernando IV, com a filha de D. Dinis (a infanta D. Constança), enquanto D. Beatriz, infanta de Castela, foi prometida ao príncipe D. Afonso (filho de D. Dinis).

A importância do Tratado de Alcanices para a formação da nacionalidade portuguesa – voltamos a sublinhar – é inquestionável, evidenciando Portugal como o país europeu com fronteiras mais antigas; o Tratado fixou, de forma clara, a fronteiras portuguesas deste território de Riba Côa, limitado pelos rios Côa e Águeda e pela ribeira de Tourões. Era, como escreveu Pinharanda Gomes, uma “terra de ninguém”. O Rio Côa abandonou, na altura, o seu papel de fronteira física e sobre ele se lançaram novas pontes que favoreceram a circulação de pessoas e produtos; veja-se o caso do Porto de S. Miguel (assinalado no Foral de Castelo Mendo, de 1228, como Portum Mauriscum) ou de Rapoula do Côa.

Segundo Miguel Ladero Quesada, foi o espírito diplomático de D. Sancho IV “nos últimos anos do seu reinado, sobretudo, a sua morte prematura e a gravíssima crise política castelhana na menoridade de Fernando IV que permitiram a D. Dinis jogar, alternativamente, as cartadas da guerra e da aliança para conseguir mais territórios dos que havia esperado e fixar as fronteiras em limites muitos favoráveis aos seus interesses”.

Para aquele investigador, é de supor que “algumas cláusulas do tratado seriam inconcebíveis em circunstâncias normais para os reis castelhano-leoneses, como as que se verificaram até 1295”. Contundo, no quadro conjuntural da época D. Dinis terá tido a perceção de como era importante não deixar escapar a oportunidade de alargar o território português através de uma faixa em relação à qual Castela atribuía um interesse menor face às questões oriundas do reino de Aragão e da área peninsular sob domínio islâmico, a sul. Assim, Alcanices traduz, como muitos reconhecem, um protagonismo inteligente da diplomacia portuguesa, evidenciado mais tarde por vários historiógrafos, cuja interpretação relativamente à passagem de Riba Côa para a Coroa lusitana assentava não na conquista territorial mas na justa restituição de terras, onde se erguia – por exemplo – o Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (junto à histórica localidade de Castelo Rodrigo). Por outro lado, e numa leitura dos discursos historiográficos e geográficos sobre Alcanices, Luís Carlos Amaral e João Carlos Garcia realçam que “a História precede a Geografia no debate do tema, mas é uma certa Geografia que fixa em imagem cartográfica Alcanices como marco final de um processo. Também nem todos os historiadores se preocuparam particularmente com este facto diplomático e político do reinado de D. Dinis”.

Este rei impulsionou a coesão nacional, reorganizou o exército e a marinha, incrementou a defesa da língua e da escrita, preocupou-se com o exercício e administração da justiça; manifestou uma grande preocupação pelo desenvolvimento da agricultura (o cognome de O Lavrador não surgiu por acaso), mas não esqueceu a importância das florestas e dos rios, bem como a necessidade de aumentar o povoamento das terras, de dinamizar as trocas comerciais (concedeu um elevado numero de cartas de feira e instituiu as primeiras feiras francas), desenvolvendo a economia.

A D. Dinis se deve a fundação do Estudo Geral, em Lisboa, instituição inicial da formação universitária em território português; é também com ele que os documentos régios passam a ser redigidos em português. Como escreveu Helena da Cruz Coelho, “no contexto dos reinos peninsulares, a monarquia portuguesa reconhecia-se, agora, também pela sua individualidade linguística, pelo português.” D. Dinis faleceu em Santarém, a 7 de janeiro de 1325. Como bem sintetizou a investigadora que acabámos de citar, “(…) delimitar, identificar, defender, povoar, valorizar, administrar parecem ter sido os princípios norteadores” da atividade deste rei.

Rei D.Dinis

No passado ano assinalou-se o sétimo centenário da morte de D. Dinis, de quem  muito se falou, a propósito da apresentação da reconstituição facial (em 3D), daquele monarca, fundamentada em dados arqueológicos, antropológicos e genéticos. Este estudo, inédito em Portugal, representou mais um eminente contributo para o conhecimento de um rei que deixou uma forte marca da sua atividade governativa e administrativa nesta região raiana.

Assim, revestem-se de grande importância todas as iniciativas que nos levem a (re)visitar os territórios de Riba Côa, as localidades referenciadas no Tratado a que temos estado a aludir; incrementando o conhecimento da História, do papel desempenhado pelos monumentos de arquitetura militar desta região, fomentando novos roteiros turísticos, abrindo novas investigações e estudos, viabilizando um maior conhecimento da personalidade e do papel do Rei D. Dinis. Iniciativas que valorizem, promovam a região e reforcem a nossa identidade regional.

 

Hélder Sequeira


sábado, 11 de abril de 2026

Orquídeas selvagens estudadas na Canada do Inferno


No âmbito do protocolo de colaboração estabelecido entre a Associação de Orquídeas Silvestres de Portugal (AOSP) e a Fundação Côa Parque, realizou-se, recentemente, uma ação de trabalho de campo no sítio da Canada do Inferno, integrada no esforço de estudo e valorização da biodiversidade local.


A iniciativa teve como principal objetivo a observação, o levantamento e a contagem de espécies de orquídeas silvestres presentes naquele território de elevado valor ecológico.
A visita contou com o acompanhamento de Mónica Pinto, bolseira de doutoramento da FCT, e com a participação de dois dos mais reconhecidos especialistas europeus na área: Daniel Tyteca e Jean-Louis Gathoye.


Apesar das condições adversas provocadas por um inverno rigoroso, foi possível observar várias espécies em floração, nomeadamente 𝘖𝘱𝘩𝘳𝘺𝘴 𝘵𝘦𝘯𝘵𝘩𝘳𝘦𝘥𝘪𝘯𝘪𝘧𝘦𝘳𝘢, 𝘏𝘪𝘮𝘢𝘯𝘵𝘰𝘨𝘭𝘰𝘴𝘴𝘶𝘮 𝘳𝘰𝘣𝘦𝘳𝘵𝘪𝘢𝘯𝘶𝘮 e, na área envolvente, uma população de 𝘖𝘱𝘩𝘳𝘺𝘴 𝘴𝘤𝘰𝘭𝘰𝘱𝘢𝘹.
Esta ação reforça a importância científica e ambiental do Vale do Côa, evidenciando o seu papel enquanto território de referência para o estudo e a conservação da flora silvestre, em particular das orquídeas autóctones.


Fonte e fotos: Museu do Côa

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Judiciária deteve reincidente de pornografia de menores

Inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária detiveram, na quarta-feira, em flagrante delito, um homem com 64 anos que, reiteradamente, acedia e detinha conteúdos pornográficos com menores de idade, em suporte informático.

Na sua posse foram encontrados, em dois telemóveis, cerca de 36 mil fotografias com pornografia com crianças menores de 14 anos.

A investigação da PJ teve início com uma comunicação do Nacional Center for Missing & Exploited Children – NCMEC, que detetou a utilização destes conteúdos por importação através do motor de busca da Google.

De referir que o suspeito foi já alvo de duas condenações em Tribunal, pela prática dos mesmos crimes, encontrando-se com a pena aplicada de cinco anos de prisão, suspensa.

O inquérito é titulado pelo DIAP da Guarda, onde o detido foi presente a primeiro interrogatório judicial e viu-lhe ser aplicada a medida de coação de prisão preventiva.



quinta-feira, 9 de abril de 2026

(Re)visitar a Ponte de Sequeiros

Ponte de Sequeiros -jun2021GRD-HS.jpg

A Ponte de Sequeiros, localizada na área da União das freguesias de Seixo do Côa e Valongo do Côa (Sabugal) terá sido construída no século XIII e constituiu um marco de fronteira entre Castela e Leão e o reino português, antes da passagem das terras de Riba Côa para o domínio de Portugal, após o Tratado de Alcanices.

Trata-se de uma ponte medieval, de arco fortificada, “com tabuleiro rampante sobre arcos de volta perfeita, dois talhamares, pavimento lajeado, com continuidade em calçada, guardas em cantaria, e com torre de planta quadrada a Este rasgada por porta de vão em arco de volta perfeita. O tabuleiro assenta em três arcos de volta perfeita, sendo o central mais largo e alto, ladeados por talhamares e talhantes, estes últimos com zona superior sem função estrutural. Construída na área do mais importante centro do poder régio da zona sul do Côa, onde o rio fazia a fronteira entre três vilas leonesas e duas portuguesas, a ponte de Sequeiros, já com a sua estrutura incompleta, funcionava como marcação de portagem e, possivelmente, dispositivo militar.”

A ponte de Sequeiros, juntamente com a ponte de Ucanha constitui uma das pontes fortificadas existentes atualmente em Portugal.

Ponte de Sequeiros - Sab-junho2021 - HS.jpg

 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Projeto "Interior Sonoro" em curso na Guarda


No Café-Concerto do Teatro Municipal foi apresentado ontem o projeto “Interior Sonoro” idealizado e dirigido por Luís Fidalgo Sequeira e promovido pelo Município da Guarda através do TMG, com apoio do programa Centro2030 – Inclusão pela Cultura.


Este projeto, que cruza a arte e a inclusão, reúne utentes da CERCIG e da Associação de Estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em sessões semanais de música, teatro, escrita terapêutica, fotografia, expressão corporal e mindfulness.

O “Interior Sonoro” tem como guião o eixo “sombra, sonho e trauma”. Na sessão da apresentação do projeto, a vereadora da Câmara Municipal da Guarda, Cláudia Guedes, destacou a importância da iniciativa por contribuir para uma cidade mais inclusiva, mais humana e mais coesa, considerando ser mais do que um projeto artístico. “É a prova de que a arte e a cultura podem fazer a diferença”, destacou.


Por seu turno, Paula Machado, da administração da CERCIG, afirmou que esta experiência tem sido para os utentes da instituição “uma terapia pela arte ou mesmo arte com terapia”. Rafaela Lourenço, da Associação PALOP, disse que, “no início, houve muitas incertezas, mas agora há muita gente a cantar, a dançar e a compor, e esta descoberta de talentos devemos muito aos nossos formadores”.

Guiado pelo eixo “Sombra, Sonho e Trauma”, o projeto, com direção artística do guardense Luís Fidalgo Sequeira conta com a colaboração, como formadores, do rapper Maze (André Neves, dos Dealema, escrita terapêutica criativa), Joana Cavaleiro (encenação), Miguel Silva (fotografia/imagem), Hugo Quelhas (escrita criativa) e Vanessa Rei (psicóloga).

O resultado do processo culminará no espetáculo de apresentação, no Teatro Municipal da Guarda (TMG) no próximo dia 4 de julho de 2026, englobando ainda a criação de um livro com conteúdo do processo e um álbum de temas originais.


“O ‘Interior Sonoro’ é um projeto de cariz intercultural e para reforçar o sentido de comunidade através da criação de uma obra musical multidisciplinar”, explicou Luís Fidalgo Sequeira (com o nome artístico B.Riddim); lembrou ainda que este trabalho vem na sequência de outro projeto da sua autoria realizado na Guarda e intitulado ‘Beat na Montanha’, o qual começou em 2023. A inclusão social aliada ao estímulo criativo na área da música e da escrita foi a ideia chave do projeto concebido por ele, dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos. Nessa primeira edição, o projeto implementou uma fusão sonora de vários instrumentos clássicos com eletrónica, gerando texturas que possam ser usadas para uma ligação com textos em prosa e verso; não esquecerá, também, a exploração de capacidades vocais. O primeiro “Beat na Montanha” foi, nesse ano, desenvolvido com o envolvimento de crianças e jovens do Centro Escolar de Gonçalo e Aldeia S.O.S. da Guarda.

No ano seguinte (2024), no âmbito da segunda edição do Beat na Montanha, a música e a escrita serviram também de estímulo à criatividade de 20 mulheres e homens reclusos num projeto de inclusão que os levou ao palco do Teatro Municipal da Guarda; a segunda edição do Beat na Montanha foi “um projeto de inclusão social, com incidência na cultura cigana” que permitiu “levar as pessoas da etnia cigana ao TMG”, como nos recordou Luís Fidalgo Sequeira, para quem esse trabalho representou “uma capacidade de mudança, não só de mentalidades, mas também do paradigma sobre as pessoas que estão privadas de liberdade".

Na terceira edição do Beat na Montanha (projeto idealizado por B.Riddim/Luís Fidalgo Sequeira) os protagonistas foram os alunos do Agrupamento de Escolas da Sé, Guarda. “Durante vários meses, crianças e jovens mergulharam num processo criativo intenso, sob orientação artística de Luís Sequeira, Maze e Miguel Silva”. Criação, ritmo e imagem no topo da montanha foi a proposta para espetáculo final multidisciplinar (música e imagem) apresentado no TMG. Nessa terceira edição, a ideia foi “abrir um leque de opções, não só na parte educacional, a nível pedagógico e educativo, mas também como obra final em si, será uma obra de maiores dimensões, porque inclui teatro, coisa que não acontecia no projeto anterior”, referiu Luís Fidalgo Sequeira.

“Foi uma forma de prescrição social, onde a criatividade se torna uma ferramenta de bem-estar. A arte tem um impacto direto na nossa saúde mental”. Comentava, então, a psicóloga Vanessa Rei a propósito do Beat na Montanha 3.0. “A música, o movimento, a palavra criativa, ativam partes do cérebro ligados à emoção, à empatia e à nossa autorregulação, porque nem todos nós conseguimos expressar através das palavras; a imagem acaba por se tonar uma ponte entre o nosso mundo interno e externo”.

Em o “Interior Sonoro”, e como foi já dito, o eixo ‘Sombra, Sonho e Trauma’ é o guião deste projeto de Luís Fidalgo Sequeira, também autor da dramaturgia, da música e realizador de um documentário sobre o projeto.


Os cerca de 50 participantes – 34 da CERCIG [Cooperativa para Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados da Guarda] e 16 da Associação PALOP, integrada por estudantes e trabalhadores de países africanos de língua oficial portuguesa radicados na Guarda – estão a frequentar sessões semanais de música, teatro, escrita terapêutica, fotografia, expressão corporal e “mindfulness”.

“Cada pessoa, cada participante, tem uma história completamente diferente. E é uma magia descobrir isso ao longo do processo criativo”, disse Luís Fidalgo Sequeira.

O espetáculo do dia 4 de julho será um musical com “muito rap, muito hip-hop, aos quais vamos acrescentar uma carga teatral para falar de emoções, vamos trazer também alguma ironia e crítica social para chamar a atenção do público para as comunidades imigrantes e para as pessoas que têm algumas incapacidades motoras e cognitivas.”

Em simultâneo está a ser realizada um documentário com três episódios, sobre o andamento do projeto.

A psicóloga Vanessa Rei está a fazer um estudo “qualitativo e quantitativo” sobre o impacto do ‘Interior Sonoro’ nos participantes. “O objetivo é ver a sua evolução ao longo do tempo e também nos servirá como métricas para que, no futuro, as possamos apresentar e tê-las também como objeto de estudo para outros projetos que possam eventualmente surgir”.

De referir que no dia da estreia do espetáculo, a 4 de julho no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda, será ainda apresentado um livro com o conteúdo do processo criativo e um álbum de temas originais do ‘Interior Sonoro’.