Guarda, Praça Luís de Camões (Praça Velha) e Sé Catedral.
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domingo, 3 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Inclusão através da arte
O "Beat na Montanha Vol. I ", com produção do guardense B.Riddim, editado pelo Teatro Municipal da Guarda em formato LP e digital, já pode ser adquirido, aqui.
"Este trabalho mergulha na energia da primeira e segunda temporada do projeto, Centro Escolar de Gonçalo e Aldeia S.O.S. e Estabelecimento Prisional da Guarda e Mondego, respetivamente, contando ainda com a participação de Maze, dos Dealema.
A sonoridade fica marcada pelo rap e
pela cultura bass, dando voz a histórias que nasceram da criatividade coletiva
de jovens e comunidades vulneráveis. Cada faixa deste álbum é um encontro de
talento, expressão, transformação e comunicação coletiva.
Uma experiência sonora que celebra a inclusão através da arte." É referido a propósito deste trabalho.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Judiciária da Guarda deteve presumível homicida
O Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária deteve, ontem, fora do flagrante delito, um homem pela presumível autoria de um crime de homicídio qualificado, na forma tentada, cometido no passado dia 24 de abril, no Fundão.
O agressor encontrou a vítima, nessa noite, junto a um “Grab’n Go”, e esfaqueou-a, em virtude de uma disputa anterior, com origem num envolvimento amoroso com a sua ex-namorada.
Apesar de se ter defendido, a vítima ficou com lesões nas mãos e braços e foi atingida, com gravidade, num pulmão, encontrando-se internada em unidade hospitalar, mas já livre de perigo.
Desde então, o agressor manteve um comportamento esquivo e resguardado, mudando os seus hábitos de vida, tendo sido localizado, no dia de ontem, depois de realizadas múltiplas diligências de investigação.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, e viu-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
O inquérito é titulado pelo DIAP de Castelo Branco.
Fonte: PJ
GNR da Guarda promoveu "Abril Azul"
O Comando Territorial da GNR da
Guarda realizou hoje, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda, a
Sessão Distrital de Encerramento da iniciativa “Abril Azul – Mês da Prevenção
dos Maus-Tratos na Infância”.
Ao longo do mês de abril, foram
dinamizadas pela GNR ações de sensibilização em todos os concelhos do distrito
da Guarda, numa verdadeira “Rota Azul da Proteção”, envolvendo Agrupamentos de
Escolas, CPCJ e Autarquias, “num esforço conjunto de prevenção e promoção dos
direitos das crianças”.
A sessão de encerramento ficou
marcada por um momento especialmente simbólico e participativo, “Cada
Agrupamento, Uma Palavras” onde alunos representantes dos Agrupamentos de
Escolas partilharam palavras e mensagens sobre o que significa proteger, contribuindo
para a construção do Mural azul da Proteção.
A sessão contou ainda com a
participação da Academia de Música de Pinhel. O Mural Azul da Proteção com as
mensagens das crianças e jovens vai ficar em exposição no serviço de
atendimento ao público.
Fonte e foto: CT da GNR da Guarda
terça-feira, 28 de abril de 2026
Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
Hoje assinala-se o Dia Mundial da Segurança no Trabalho.
Todos os dias, alguém sai de casa para trabalhar… e nem sempre volta.
Apesar dos avanços tecnológicos, da inovação e da crescente consciencialização, os acidentes de trabalho e as doenças profissionais continuam a acontecer. E isso deve incomodar-nos. Deve desafiar-nos. Deve levar-nos a agir.
Hoje, o trabalho está a mudar rapidamente. A robótica começa a ocupar alguns lugares anteriormente desempenhados por trabalhadores, surgem novas metodologias de formação prática, as tecnologias evoluem e aparecem novos riscos — menos visíveis, mais silenciosos — como os riscos psicossociais ou os impactos das alterações climáticas.
Estamos realmente preparados? Preparados para prevenir? Preparados para agir? Preparados para proteger? Ou estamos apenas a acompanhar a mudança… sem garantir a segurança? Mais do que nunca, é essencial recentrar o foco: o trabalho deve adaptar-se ao trabalhador.
Porque nenhum objetivo, nenhum prazo, nenhum resultado podem valer mais do que uma vida.
Com mais de 15 anos na área da segurança no trabalho, vejo evolução. Mas também vejo desigualdade: há empresas muito avançadas… e outras que ainda estão longe do essencial. E, enquanto isso acontecer, ainda não estamos onde devíamos estar.
A segurança no trabalho não é um requisito. É uma responsabilidade. É uma escolha diária. É cultura. E a cultura constrói-se com ação — todos os dias
Cristina Nunes
segunda-feira, 27 de abril de 2026
PJ da Guarda colabora com escolas
O Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária participou na sexta edição do Dia Aberto das Profissões, uma iniciativa a cargo da Direção de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo e do município local.
“Cientes da responsabilidade no processo de decisão, cabe-nos fazer o nosso melhor, para enquadrar com precisão algumas áreas nucleares da Polícia Judiciária”. Refere a PJ a propósito desta colaboração.
Três Inspetores (da área do cibercrime, tráfico de estupefacientes e crimes contra pessoas) e um Especialista de Polícia Científica da Área do Local do Crime foram explicar, em contexto de palestras e demonstrações, o seu conhecimento e experiência.
A prevenção online teve lugar de destaque: sextortion, crimes de ódio e utilização segura das redes sociais. Foram, também, abordados os crimes de abuso sexual e o tráfico de estupefacientes.
sábado, 25 de abril de 2026
Liberdade, rádio, abril…
“A liberdade é sempre a liberdade daquele que pensa de uma
maneira diferente do que nós pensamos”, dizia o Dr. João Gomes, figura
incontornável da luta pela liberdade e democracia. Um nome, um guardense que
bem se pode traduzir por grande e exemplar democrata, personalidade de vasta
cultura e humanidade, advogado brilhante, orador apreciado; um homem sempre
fiel aos valores que constituíram a sua ideologia democrática.
João Gomes, recorde-se, tutelou uma
enorme atividade política, bateu-se pela liberdade, por princípios e ideias;
esteve sempre na linha da frente dos interesses desta cidade, do distrito, do
interior. Mesmo quando exerceu as funções de Governador Civil do Distrito não
hesitava em discordar – sempre que a sua consciência e o seu amor pela Guarda
assim o exigiam – das diretrizes políticas ou opções estratégicas que, na sua
opinião, não serviam ou não eram as melhores para a Beira Serra; terminologia
que gostava de usar e à qual dava relevo mediático no programa radiofónico
“Reflexões Políticas”, emitido, durante alguns anos, na Rádio Altitude.
Em entrevista publicada no primeiro
número do quinzenário “Notícias da Guarda”, que dirigimos, comentava a
propósito das suas funções como Governador Civil que “a maior parte das pessoas
vêm para estes lugares para se servirem e terem naturalmente de dizer sim ao
Governo. Eu sou capaz de dizer não, se o Governo, para além de certos limites,
ofender certos princípios que possam ofender não só a minha dignidade, mas
também os interesses da gente da minha terra”.
Ao mesmo jornal, em 1984, afirmava: “para
mim, a política é, acima de tudo, um ato de honra, de carácter e dignidade.
Isso é que não vejo em muita gente. Há muitas pessoas que aproveitam a política
para outros fins, prejudicando realmente as verdadeiras posições doutrinárias e
ideológicas”. Uma postura que reforçou, por várias vezes, aos microfones da
rádio da sua terra, valorizando a importância deste meio, até porque a
radiodifusão sonora portuguesa teve, como é público, um contributo de relevo na
revolução de abril.
“A rádio terá sempre o seu lugar e o
seu papel”. Esta a convicção de João Paulo Diniz, um consagrado nome da rádio e
uma voz da liberdade; com breves palavras evidenciou o papel deste meio de
comunicação social num importante momento da história portuguesa; na noite de
24 de abril de 1974 colocou no ar – através dos Emissores Associados de Lisboa
– a primeira senha do movimento dos capitães, ao anunciar “faltam 5 minutos
para as 23 horas”, seguindo-se a apresentação da música de Paulo de Carvalho, “E
depois do adeus”.
“A música foi escolhida inicialmente
quando fui abordado pelo capitão Costa Martins, da Força Aérea, e pelo Otelo
Saraiva de Carvalho, com quem eu tinha estado na Guiné.” Recordou-nos João
Paulo Diniz em entrevista que nos concedeu no passado ano; quando o
questionámos se as pessoas têm consciência da importância da rádio e do seu
contributo para a revolução e subsequente afirmação da democracia,
respondeu-nos: “não sei se têm. Há uma coisa que me custa um pouco. É que tenho
a sensação de que, hoje em dia, os jovens sabem muito pouco sobre o que foi o
25 de Abril.” Daí acrescentar-nos ser “extremamente importante sensibilizar
toda a população, mas em especial os mais jovens, para a importância” dessa
data e de “todas as liberdades que nos permitiu. Liberdade sempre, obviamente,
com a máxima responsabilidade. Uma e outra não se separam.”
A Rádio é também memória e daí que tenha
assumido particular importância a sessão de escuta coletiva, designada “Temos
Povo”, que decorreu na Rádio Altitude no passado dia 25 de janeiro, e que aqui lembramos
nestas anotações. Uma iniciativa que convidou a ouvir abril, os sons da
primeira montagem radiofónica do Dia da Liberdade e que serviu de mote para
algumas considerações sobre a realidade e importância da rádio na atualidade e para
sublinhar, ainda, que “em 1974, a rádio era, provavelmente, o meio de comunicação
social mais importante. O rádio estava no centro das operações dos capitães”,
como nos dizia Maria Inácia Rezola. A rádio estará uma vez mais presente na comemoração
da passagem dos 52 anos após o 25 de abril de 1974.
Uma data indelevelmente ligada à
Liberdade e à Democracia; entre estes marcos estão enquadradas importantes
conquistas, valores e direitos que, durante décadas, estiveram submersos na
prepotência de um regime totalitário.
Eleições livres, liberdade de
expressão, poder local - recentemente revisitado na Guarda – liberdade de
imprensa: toda uma terminologia que floresceu numa manhã de abril. Essa data
representa um importante facto na História portuguesa contemporânea; a sua
dimensão, contudo, não foi apreendida, por muitos, em toda a sua globalidade;
noutros casos, as políticas e estratégias seguidas, os oportunismos registados
contribuíram para um progressivo esmorecimento dos ideais proclamados, acentuaram
um distanciamento de camadas sociais, traídas nas suas convicções e esquecidas
nas suas realidades e anseios.
Consequentemente, o significado desta
data foi-se afastando do pensamento e da prática quotidiana, pautada por outros
padrões, comportamentos e atitudes; um quadro que não é original na história da
nação...um facto histórico, complexo por natureza, desdobra-se em várias
facetas, onde se entrelaçam aspetos políticos, económicos e sociais, refletindo
a sua análise um cunho tanto mais acentuado quanto o seu enquadramento seja
feito em termos de conjuntura ou estrutura.
Cinquenta e dois anos após abril de
1974, importa reter os ideais que animaram um movimento depressa convertido à
escala nacional e abraçado por um sentir bem português, numa doação a que só a
gente lusa se sabe entregar; sem se cristalizarem ideologias, dogmas ou extremismos.
É fundamental que se apreenda o verdadeiro significado desta data, de forma a
refleti-lo, a projetá-lo no presente, com o pensamento no futuro.
Abril foi o abrir de uma porta para o
presente e para um Portugal europeu; interrogar o passado permitirá uma melhor
compreensão do presente e permitirá aferir o rumo certo, as estratégias
necessárias, as melhores soluções. Evocarmos
a data de 25 de Abril de 1974 é assumirmos individual e coletivamente - sem nos
circunscrevermos apenas a um dia marcado no calendário – os deveres que nos
inspiram a democracia e a liberdade!...
Hélder Sequeira






