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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Rádio com marca...

 

A Rádio Altitude é uma marca indissociável da Guarda e desta vasta região da beira serra; uma marca que importa honrar, preservar e afirmar continuamente como meio de comunicação social.

Olhar para o seu passado não representa um mero exercício ritualista ou saudosismo lamechas; deve, sim, constituir um ato de reflexão sobre os contributos vertidos na história desta rádio. Como afirmámos noutra ocasião, estamos perante uma emissora de muitas vozes e rostos, de sonhos, de  distintas colaborações; esta é uma emissora de afetos, de ideias, de originalidades; uma emissora com espírito solidário que lhe deu alma desde os longínquo ano de 1948.

Rádio Altitude - Microfone antigo - HS.jpg

A sua génese, a sua longevidade, o seu percurso ímpar e a sua matriz beirã conferem-lhe um estatuto especial, mas também uma maior responsabilidade. Atualmente as emissões radiofónicas passam em larga medida, pelo meio digital, num recurso cada vez mais ligado às modernas aplicações e tecnologias.

Por outro lado, hoje a Inteligência Artificial (IA) apresenta novos caminhos para mais eficiência e múltiplas vantagens ao nível da melhoria da programação e interação com os ouvintes. Para além da automação das emissões a IA apresenta-se como forte apoio para produção de notícias, definição da sequência musical e de conteúdos programáticos convidativos e heterógenos.

Embora se deva ter em conta que a Inteligência Artificial pode ser um precioso auxiliar dos profissionais não pode ser esquecida a essência da Rádio. A humanização deste meio de comunicação é fundamental e as pessoas não podem ser afastadas do seu processo evolutivo.

É fundamental que a função social da rádio continuar a prevalecer, mesmo face ao desenvolvimento das tecnologias da informação. Assim, não é apenas no plano das ondas hertzianas que tem de ser posicionada a proposta radiofónica; a rádio tem de assegurar uma estratégia rigorosa e clara no vasto horizonte da emissão online.

O fortalecimento da sua presença será sustentado, em larga medida, pela atenção à realidade social, económica, cultural e política da região onde a Rádio está sediada. As pessoas, para além do entretenimento ou companhia que a rádio lhes proporciona, querem boas condições de audição, uma informação rápida, em cima da hora ou do acontecimento de proximidade; querem igualmente um interlocutor atento, objetivo e credível, uma rádio com gente dentro, de entrega a um serviço público, solidário, afetivo.

Uma rádio que questione, esclareça, atue pedagogicamente, aponte erros, noticie triunfos, sinta e transmita o pulsar da região, chame a si novos públicos. Claro que não é um trabalho fácil, mas o êxito constrói-se com competência, perseverança, humildade, diálogo, criatividade e sentido de responsabilidade.

Estúdio Rádio Altitude_HS__hs (8).JPG

 A Rádio Altitude é uma marca informativa e cultural da nossa região e da cidade; marca que não deve ser esquecida. A emissora será aquilo que quiserem os seus profissionais, se os sonhos e projetos forem consistentes, arrojados,  capazes de garantirem a apaixonante magia da rádio e de ganharem o futuro.

 

 Hélder Sequeira

 


segunda-feira, 4 de maio de 2026

PJ da Guarda: 43º aniversário

 

O Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária assinalou hoje o seu 43º aniversário.

Prevista, inicialmente, a entrada em funcionamento da PJ em 1970, só em 4 de maio de 1983 a abertura das suas instalações se tornou realidade.

As primeiras instalações da Polícia Judiciária, como subinspeção, estavam localizadas na Rua General Pinto Monteiro e desde 2004, com novas instalações, o Departamento de Investigação Criminal da Guarda, passou a funcionar na rua António Fernando Saraiva Morais.


“De atuação aguerrida contra a criminalidade e de forte iniciativa em matéria de prevenção. Um verdadeiro serviço público resulta desta alinhada combinação: prevenir para capacitar contra o crime, em especial nas camadas mais jovens, e atuar prontamente quando é acionado pelo cidadão. Em todas as linhas da frente, as portas abertas à comunidade garantem proximidade, confiança e promovem respostas rápidas.” Foi referido, pela PJ, a propósito deste quadragésimo terceiro aniversário.

O Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária é dirigido, desde há um ano, por Alexandre Branco, coordenador de investigação criminal da carreira de investigação da carreira da Polícia Judiciária desde dezembro de 2017; desde setembro de 2022 que estava a dirigir o Departamento de Investigação Criminal de Portimão.

Alexandre Branco tinha já trabalhado no DIC da Guarda, onde foi, desde maio de 2015 responsável pela Secção Regional de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (SRITE) e instrutor de tiro entre 1992 e 2022; esteve ligado às áreas de investigação de crimes económicos, estupefacientes e crimes contra pessoas, tendo iniciado a sua carreira na Polícia Judiciária em 1989.

 

Adriano Vasco Rodrigues

 

Adriano Vasco Rodrigues, historiador e ex-Governador Civil da Guarda, nasceu nesta cidade a 4 de maio de 1928, tendo sido um homem de cultura que desenvolveu a sua atividade nas áreas da história, arqueologia, etnografia e igualmente no ensino; teve ainda uma destacada intervenção na política e na administração pública.


“A Catedral da Guarda na História e na Poesia” (1953), “Prospecções Arqueológicas na Região de Longroiva” (1954), “Subsídios Arqueológicos para a História de Celorico da Beira “(1956), “Monografia artística da cidade da Guarda” (1957), “”Retrospetiva Histórica dos Concelhos de Meda, Longroiva e Marialva (1976), “Celorico da Beira e Linhares: monografia histórica e artística” (1979), “Terras da Meda: Natureza e Cultura” (1983), “Guarda - Pré-História, História e Arte (Monografia)” (2001), e “Salvador de Nascimento: Uma Vida - Um Ideal” (2005) são algumas das suas obras.

Adriano Vasco Rodrigues_fot Hélder Sequeira

Adriano Vasco Rodrigues, que dirigiu a Revista Altitude (editada pela Assembleia Distrital da Guarda), iniciou a sua atividade na docência no ano de 1951, após ter concluído o Curso da Escola do Magistério Primário do Porto, lecionando como professor do ensino primário (designação à época). Cinco anos depois licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra, onde completou também o curso de Ciências Pedagógicas.

Adriano Vasco Rodrigues especializou-se depois em História da Arte Medieval na Universidade de Santiago de Compostela, onde fez o Curso de Língua e Cultura Espanhola. Lecionou no ensino secundário, inicialmente como professor eventual, profissionalizando-se em 1960. Entre 1958 e 1962, deu aulas no ensino superior, no curso de Arqueologia Peninsular no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Porto.

Em Angola desempenhou, entre 1965 e 1969, as funções de Inspetor Provincial Adjunto da Educação, tendo dinamizado a formação de professores e organizado a secção de Arqueologia do Museu de Angola; em parceria com sua esposa Maria da Assunção Carqueja Rodrigues, produziu a primeira Carta da Pré-História de Angola.

Entre 1969 a 1974, foi reitor e organizador do Liceu-Piloto Garcia de Orta. Nos anos seguintes assumiu funções em cargos de destaque na administração pública e política, tendo sido deputado independente da Assembleia da República pelo CDS-PP (1976-1982), Governador Civil da Guarda (1982-1983) e Diretor-Geral do Ensino Particular e Cooperativo (1983-1986).

Em 1988, assumiu, por concurso internacional, o cargo de Diretor da Schola Europaea, na Bélgica, organismo da União Europeia, onde esteve em 1996.

Na Universidade Portucalense, a partir de 1997, desenvolveu pesquisas e cursos livres nas áreas de Arte Africana, Numismática, História das Religiões e Antiguidades.

Foi distinguido, em 1994, pela Câmara Municipal do Porto que lhe atribuiu a Medalha de Ouro; em 1996 o Presidente da República, Jorge Sampaio, atribuiu-lhe a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2009, no decorrer da jornada de homenagem que lhe foi prestada na Guarda foi-lhe entregue a medalha de mérito pelo Instituto Politécnico e a Medalha de Ouro da Cidade, pela Câmara Municipal. 

Faleceu a 22 de janeiro de 2025.


Helder Sequeira

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Inclusão através da arte

 

O "Beat na Montanha Vol. I ", com produção do guardense B.Riddim, editado pelo Teatro Municipal da Guarda em formato LP e digital, já pode ser adquirido, aqui.

"Este trabalho mergulha na energia da primeira e segunda temporada do projeto, Centro Escolar de Gonçalo e Aldeia S.O.S. e Estabelecimento Prisional da Guarda e Mondego, respetivamente, contando ainda com a participação de Maze, dos Dealema.


A sonoridade fica marcada pelo rap e pela cultura bass, dando voz a histórias que nasceram da criatividade coletiva de jovens e comunidades vulneráveis. Cada faixa deste álbum é um encontro de talento, expressão, transformação e comunicação coletiva.

Uma experiência sonora que celebra a inclusão através da arte." É referido a propósito deste trabalho.