A minha Lista de blogues

domingo, 15 de março de 2026

Redescobrir Pinhel...

 

 


A Associação dos Moradores e Proprietários do Centro Histórico de Pinhel vai promover no próximo dia 28 de março o Peddy Paper “Entre Pedras”.

Trata-se de uma atividade que pretende assinalar o Dia Nacional dos Centros Históricos e ao mesmo tempo convidar a comunidade a redescobrir o património, as ruas e os pormenores do centro histórico daquela cidade.

A iniciativa terá início às 9h30, com ponto de encontro na Capela de Santa Rita, desafiando os participantes a percorrer o Centro Histórico através de um conjunto de provas de observação, enigmas e desafios, que permitirão conhecer melhor a história e as curiosidades de Pinhel.

A participação é feita em equipas de 3 a 5 elementos, sendo a atividade aberta a participantes de todas as idades, incentivando a participação de famílias, grupos de amigos e instituições. Segundo a Associação promotora, pretende-se “desafiar as pessoas a olhar para o Centro Histórico com outros olhos e a descobrir pormenores que muitas vezes passam despercebidos no dia-a-dia”, promovendo assim uma forma diferente e participativa de conhecer algum património da cidade.

A participação prevê um donativo simbólico de 3 euros por equipa, revertendo para apoio às atividades da associação, sendo gratuita para equipas constituídas por associados.

As inscrições são obrigatórias e limitadas, devendo ser efetuadas através do formulário disponibilizado pela organização que consta também no código QR apresentado no cartaz da iniciativa.

Com esta atividade, a Associação pretende valorizar o Centro Histórico e estimular a sua visita e fruição, promovendo simultaneamente um momento de convívio e descoberta para todos os participantes.


Colheita de sangue na Guarda

 

 


Na Guarda vai decorrer amanhã, 16 de março, uma colheita de sague, no período entre as 10h00 e as 19h00, com intervalo para almoço das 13h00 às 14h30.

Esta ação terá lugar na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto e a iniciativa será assegurada, como habitualmente, por uma equipa de profissionais do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, garantindo todas as condições de segurança e acompanhamento aos dadores.

Esta recolha é promovida pela Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e pelo Politécnico da Guarda, em parceria com uma equipa multidisciplinar do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST).

Atualmente, as reservas de sangue a nível nacional encontram-se em diminuição, tornando ainda mais urgente a participação da população nestas ações solidárias. Importa recordar que cada dádiva de sangue pode salvar até três vidas.

“Se tem entre 18 e 65 anos, é saudável e pesa mais de 50 kg, pode tornar-se um verdadeiro herói da vida real ao contribuir com um gesto simples, rápido e de enorme impacto”, como refere uma nota informativa divulgada pela ULS da Guarda.


sábado, 14 de março de 2026

Colecionismo Piné no Museu da Guarda


No Museu da Guarda está patente até 29 de março de 2026, a exposição “Colecionismo Piné: memórias e surpresas”. Esta exposição é promovida pela Colecionismo Piné, “entidade criada para concretizar um projeto inspirado no legado do colecionador, que inclui a reabilitação de um espaço no centro histórico”.

Como é referido numa nota informativa do Museu da Guarda, o título desta exposição “convoca, em simultâneo, a dimensão íntima e a abertura ao inesperado que marcam o percurso” de António Piné (1931-2022).

Colecionismo Piné_ HS_ -2

Natural do concelho de Pinhel, António Piné exerceu a profissão de farmacêutico na Guarda. “A sua paixão pela arte levou-o a construir uma das mais notáveis coleções privadas da região.”

Grande parte da sua coleção foi doada à Associação Nacional das Farmácias, integrando atualmente o acervo do Museu da Farmácia.

A exposição agora patente no Museu da Guarda, espaço #5, reúne cerca de trinta obras que “permaneceram no seio da família e na cidade, incluindo aquisições recentes realizadas em consonância com o espírito do colecionador”.

Noronha da Costa, Vhils, Cargaleiro, Cesariny, Cutileiro, Paula Rego, Graça Morais, Pedro Croft, Eduardo Batarda, José Guimarães, Bordalo II e Francisco Simões são alguns nomes representados neste certame que propõe um “reencontro com o espírito generoso e curioso de António Piné, para quem a arte foi sempre uma forma de conhecimento, de partilha e de futuro”.


Mãos Inquietas, Mãos Indiscretas

 

 


O catálogo da exposição de mobiliário e têxteis “Mãos Inquietas, Mãos Indiscretas” de Emília Barbeira, vai ser apresentado na próxima sexta-feira, dia 20 de março.

A mostra, patente na ExpoEcclesia, reúne peças criadas pela professora e bordadeira que sempre olhou para as mãos e as linhas como um ponto de partida para criar um objeto artístico.

A apresentação decorrerá pelas 18 horas, na ExpoEcclesia.


quinta-feira, 12 de março de 2026

Pedro Baía: uma vida de descobertas

Hoje relemos a entrevista com Pedro Baía, publicada há quatro anos no anterior sítio do CG...

 

Pedro Baía é um apaixonado, desde cedo, pela fotografia, mas o vídeo e a música preenchem igualmente a sua vida. Define-se, em entrevista ao CORREIO DA GUARDA, como “o resultado de várias experiências, somadas ao longo de uma vida de descobertas, de diversos exemplos daqueles que me rodearam, de inúmeras influências”.

No decorrer da conversa, Pedro Baía (nascido em 1973) confessa que desde muito novo a sua curiosidade foi maior que os seus medos, “sendo a descoberta da música a mais precoce de todas as minhas facetas, por ser de fácil e livre acesso, naturalmente na Rádio Altitude, ou na prateleira de discos dos meus pais. Adorava o poder colocar aqueles disco de vinil a rodar…e ficar a ouvir, assim a admirar o tal aparelho fabuloso, que me levava a sítios distantes…”. Longe ou perto da sua cidade, gosta de fotografar “A luz, os contrastes, o momento”, sempre com tempo para a sua família, pois, como nos diz este guardense, “sem ela nenhum destes projetos paixão teria sentido”.

 

 

Pedro Baía 4.jpg

Quando surgiu interesse pela fotografia?

Desde que me lembro… Sempre fui curioso e sempre gostei de saber como as coisas trabalhavam… Nos armários, em casa dos meus pais, existia uma máquina fotográfica que sempre me despertou toda a curiosidade do meu mundo de criança, respeitosamente pois achei que a máquina seria uma coisa cara. Aos poucos lá fui vendo e mexendo…e a partir dessa altura a coisa foi evoluindo…

 

Que géneros de fotos prefere? Fotografia de rua, paisagem, retrato…?

Eu sou um mais “look and shot”. Olho e disparo, nunca fui muito de preparar o momento, gosto de andar e aguardar. Nem sempre corre bem, mas dá-me gozo o efeito surpresa.

livre.jpg

Prefere a fotografia a cores ou a preto e branco? E porquê?

Gosto de ambas abordagens. A minha disposição é que manda.

Gosto dos contrastes altos em preto e branco, gosto da maneira como o momento é realçado, mas também gosto da cor, das cores por si, da força que transmitem e da dinâmica criada.

Não consigo ter uma preferência….

 

Preocupa-se com o trabalho de edição das fotografias? É um trabalho moroso?

Preocupo-me um pouco, mas sem fazer um bicho de sete cabeças!

A ideia é a foto sair bem da camara, deixar o momento ser o que ele é realmente!

Logo, a edição são coisas mínimas e rápidas, simples, só para enfatizar o que realmente é importante ver na captura.

esperança.jpg

A zona da Guarda é a preferida para os seus trabalhos? Que outras zonas em especial?

Não tenho uma zona preferida…não consigo ter….

Há muitos sítios, e, sei que vou descobrir mais e mais sítios belos, pessoas simples, momentos felizes, ou não, mas que merecem ser imortalizados e partilhados.

 

O que gosta mais de fotografar na Guarda?

A luz, os contrastes, o momento.

luz.jpg

Como têm reagido as pessoas à suas fotos?

No geral, aceitam bem as minhas abordagens e perspetivas.

 

Tem tido situações em que vê fotos suas utilizadas por pessoas ou instituições, sem a devida autorização?

Sim, é pena que as pessoas ainda não tenham percebido o conceito de propriedade intelectual, e já tive algumas conversas e discussões acerca desse tema…

Não é por estarem em circulação em autoestradas da comunicação que deixam de ter direitos. Já me aconteceu várias vezes encontrar fotos minhas em canais de redes sociais, em que foram recortadas, para ser retirada a marca de água… Uns até compreenderam…outros responderam-me, “se está na internet…é de todos!” Tenho de me rir com esta!...

fauna.jpg

O digital incrementou, junto das pessoas em geral, o gosto pela fotografia?

O gosto não sei, mas é mais fácil chegar às pessoas e elas descobrirem coisas! Torna-se mais fácil, mais rápido a ver, rever e partilhar.

É bom dar oportunidades, é bom ter oportunidades de descobrir. É bom descobrir coisas novas, e sendo a fotografia uma arte palpável, e agora virtualmente um pouco mais acessível a todos, e, chegar com ela muito mais longe…e rápido.

 

Fazer fotografia implica uma permanente atualização dos equipamentos?

Sim e não. Depende sempre daquilo que fazemos.

Num nível profissional, alguns equipamentos ajudam imenso a ter um resultado final mais “comercial” e “apetecível”, mas num nível não tão alto, não acho necessário andar sempre a investir dinheiro…

Pedro Baía 5.jpg

Os preços dos equipamentos são hoje mais acessíveis?

É um pouco ambíguo este tema. Existem milhares de equipamentos disponíveis para compra, milhares de acessórios, milhares de milhares de gadgets para comprar que podemos achar necessários a qualquer momento, mas, voltando a ser realista… depende sempre do que queremos ou fazemos da fotografia… 

 

Para além das iniciativas que tem havido, na área de fotografia, o que podia ser ainda feito para aproximar o público, em geral, dos trabalhos fotográficos aqui produzidos?

Há, e sempre vão existir, maneiras e modos para cativar e desenvolver o gosto pela fotografia. Mas aquele que eu acho mais importante e cativante, é a proximidade, a curiosidade, a empatia, a vontade de conhecer e dar a conhecer, não o nosso Eu, mas a nossa identidade.

E isso depende só de nós, dos nossos valores, da maneira como os ensinamos aos nossos esses mesmos valores. A aproximação ao público, depende do que lhe queremos mostrar, mas principalmente como lho vamos mostrar!

Atualmente, ao haver cada vez mais facilidade em qualquer pessoa ter acesso a material fotográfico, e cada vez mais existirem amantes de fotografia… o mercado começa a ficar saturado…e fútil, tendo por exemplo as redes sociais…qualquer um tira e coloca fotos online, com ou sem filtros, com ou sem sentido, com ou sem saber ou paixão… Isto dava pano para mangas… simplificando, acho que as relações interpessoais são o mais importante, o estar e saber estar neste mundo, o saber cativar o próximo, o cultivar amizades e valores, simplesmente ser sincero e humilde.

O publico reconhece isto e, no meu ver, é isto que pede.

Pedro Baía 3.jpg



Trabalha também com vídeo. Esse labor foi paralelo à atividade fotográfica? E qual prevalece, atualmente?

Sim, o vídeo é, e sempre foi uma curiosidade minha. Os filmes de animação sempre me despertaram, desde miúdo, muita curiosidade. Como era aquilo feito?

Depois veio, com o tempo, a vontade de fazer, fazer coisas, experiências, vhs, digitais, mobile…comecei a editar e a ver um mundo realmente novo…depois veio a oportunidade de o fazer a um nível mais elevado, e a vontade de crescer foi ainda maior. Hoje, sinto-me um sortudo, por fazer aquilo que gosto, por me darem essa mesma oportunidade a nível profissional, e, por conseguir deixar a minha marca na nossa sociedade.

 

Os drones vieram facilitar, e ampliar, o desenvolvimento de trabalhos nessas duas áreas?

Vieram dar uma nova perspetiva. Quem nunca sonhou que podia voar? O drone, e a perspetiva que nos dá, é o que mais se assemelha a esse sonho de criança… E prevalece pela diferença do olhar, pois a vista de cima para baixo não está ao alcance de todos…

Abriu um novo caminho, um novo olhar, que anteriormente era só possível a uma elite de pessoas. É uma mais valia poder contar com esse novo olhar sim, tanto para a fotografia como para o vídeo, pois a dimensão da perspetiva é um abismo finalmente transponível e acessível.

 

A música é também uma das áreas onde se movimenta. Como começou e o que destaca no percurso até agora feito?

A música… A música sempre fez parte daquilo que sou. Ao escrever estas linhas, não consigo estar sem ouvir música, aleatória, como eu gosto, para novas sensações, gosto de descobrir coisas boas neste outro mundo saturado de bons e menos bons artistas…

Como comecei?... Não sei bem… (risos). Mas como Dj, foi na noite da Invicta… 1993/94…por aí… a curiosidade de “como se faz” sempre fez parte de mim, como já tinha dito… na altura era colaborador de um “barzinho da moda” ali na zona das Antas… gente chique... Comecei a falar com o dj residente, que também trabalhava numa rádio (já não me recordo qual) e a coisa lá foi começando a ser real e aconteceu naturalmente...até ao dia em que o dj , na pista alternativa de uma discoteca em Matosinhos, me pediu para segurar ali as pontas enquanto ele se “aliviava” e…nunca mais apareceu! Desde esse dia…

O que eu acho que me destaca… gosto de música, quase toda, acredito que em todos os estilos musicais há coisas boas e bem feitas…só é preciso encontrá-las!

 

sandra du 1.jpg

Música, vídeo e fotografia. O que coloca em primeiro lugar?

A família, sem ela nenhum destes projetos paixão teria sentido!


 

terça-feira, 10 de março de 2026

Guarda: PJ deteve recluso por tráfico de estupefacientes

 

O Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária deteve um recluso do Estabelecimento Prisional desta cidade, quando este se encontrava a regressar de uma saída precária, na posse de 40 doses individuais de pólen de haxixe.


Dissimulado numa sapatilha que o visado calçava, o produto estupefaciente destinava-se a abastecer os reclusos que se encontram a cumprir pena no referido EP, onde as drogas ilícitas são vendidas a preços elevados.

A atuação da PJ decorreu em estreita colaboração e articulação com o Corpo de Guardas Prisionais e da Direção do EP da Guarda.

O detido irá ser presente ao DIAP da Guarda, cujo inquérito é ali titulado.


fonte: PJ


Celorico da Beira assinala Dia Mundial do Teatro

 

No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Teatro, o Centro Cultural de Celorico da Beira recebe no próximo dia 27 de março, pelas 21h30, o espetáculo teatral “Haverá sempre uma outra sirene”, apresentado pela companhia de Teatro Sou Só.


“Haverá sempre uma outra sirene” é um espetáculo construído a partir da obra” Cinzas às Cinzas”, de Harold Pinter, levado a palco pela Companhia de Teatro Sou Só, numa encenação de Daniel Rocha e com interpretação de Filipa Teixeira e Daniel Rocha.

Nesta peça, os espetadores vão acompanhar “conversas tensas, com memórias fragmentadas e perturbadoras, entre Rebecca e Devlin. Episódios de violência e perda, experiência pessoal e trauma coletivo, são parte de um discurso elíptico onde a culpa, o poder e a opressão se vão mostrando.”

O Dia Mundial do Teatro foi criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro, com o objetivo de disseminar junto das pessoas, a arte do teatro, enquanto forma de expressão e veículo de transmissão da cultura de diferentes povos.