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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Galo vai ser julgado na Guarda


O Julgamento e morte do Galo do Entrudo vai decorrer no próximo dia 15, integrado no programa do GuardaFolia, atividade a decorrer de 7 a 17 de fevereiro na cidade mais alta de Portugal.

“Já foi ópera, festival da canção e até espetáculo de marionetas gigantes. Este ano, o Julgamento do Galo, catarse coletiva da Guarda, sobe ao palco em formato Wrestling! Em 2026, na Guarda, expiamos os males do mundo com uma Luta de Galos, no Domingo Gordo de Carnaval”. Pode ler-se numa nota informativa da Câmara Municipal da Guarda, que organiza este evento.

O Julgamento e Morte do Galo, ponto alto do GuardaFolia 2026, será este ano uma produção do Teatro do Calafrio, “numa criação satírica, feroz e delirante sobre poder, 'showbiz', vigilância e eterna luta por ocupar o poleiro.”

O espetáculo, a iniciar pelas 18h30 de Domingo Gordo (dia 15 de fevereiro, na Praça Luís de Camões, após o desfile das freguesias), terá como ponto de partida um grande 'show-trial' onde será decidido o destino do Galo, numa mistura de justiça, manipulação e intriga. No centro estará o galináceo concebido pelo artista plástico Rui Miragaia. O espetáculo terá texto de Pedro Dias de Almeida e direção artística de Simão Barros.

 


O enredo, que culminará obviamente com a condenação do Galo à fogueira, decorre num tribunal transformado numa arena de 'Luta de Galos': quatro combates híbridos entre 'wrestling', MMA e lutas clandestinas, onde cada galo-personagem disputa o poleiro supremo, o trono frágil do poder.

No centro de tudo, um Showman omnipresente e omnipotente, parte apresentador de 'reality show' parte tirano, que controla a narrativa, manipula o público e guia o caos como quem muda canais.

À sua volta, a maquinaria judicial distorce-se até ao grotesco. Entre golpes coreografados, intrigas sujas e discursos inflamados, as lutas revelam não só as ambições dos galos, mas também a fragilidade das estruturas que fingem manter a ordem. Tudo culmina num ritual final em que o Galo é condenado, queimado e purificado não pelo peso da justiça, mas pela voracidade do espetáculo.


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