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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Move Beiras alerta para situação na Linha da Beira Baixa

 

A direção da Associação Move Beiras manifestou a sua preocupação sobre a interrupção prolongada da Linha da Beira Baixa, causada pelas recentes tempestades e o impacto que está a ter na mobilidade da Beira Interior.

Em comunicado, enviado ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial e aos presidentes da CP e IP, a Associação Move Beiras, refere que, atualmente, “os comboios entre Castelo Branco e a Guarda se limitam ao serviço Regional, apesar deste troço estar operacional, reduzindo a oferta entre as cidades de Castelo Branco, Fundão e Covilhã para metade e, mais drasticamente, no troço Covilhã –Guarda, onde a oferta passou de 10 comboios diários para 4, inviabilizando que pessoas desse troço se possam deslocar, por exemplo, à Covilhã para consultas médicas pela manhã e regressar à tarde.”

A Move Beiras relembra que a Linha da Beira Baixa ficou fora dos investimentos do Plano Ferroviário Nacional. “Sabendo que a reparação da via junto ao Tejo, devido à complexidade do local, poderá demorar várias semanas, não é aceitável que esta população se veja privada de oferta de serviços, num território que já é altamente carente de transportes públicos.”

Para a Move Beiras “trata-se de uma questão de coesão territorial, numa região onde a mobilidade é um direito básico ainda por garantir plenamente e a manutenção dos serviços ferroviários desempenha um papel importante no combate às assimetrias regionais.”


A Move Beiras apela à tutela que “avance com medidas mitigatórias, através da reposição parcial dos Intercidades no troço Castelo Branco – Guarda, mesmo que seja através das automotoras que asseguram o serviço Regional, avaliando também que essas medidas possam ser estendidas ao troço entre Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, atualmente sem qualquer serviço, assegurando o restante trajeto até Abrantes com serviço rodoviário de substituição.”

Por outro lado, aquela associação, pede também à reposição do prolongamento do Intercidades da Linha da Beira Alta até à Covilhã, suprimida em 2022.

 

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