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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Novo PDM da Guarda entra hoje em vigor

 

O novo Plano Diretor Municipal (PDM) da Guarda entra hoje em vigor, publicada que foi, ontem em Diário da República, a delimitação da Reserva Ecológica Nacional do concelho

A partir de agora estão definidas as novas regras e orientações a que devem obedecer as ações de ocupação, uso e transformação do solo na área de intervenção do PDM.

Com este novo Plano foi quadruplicada a área para as empresas, através de cerca de 1000 hectares preparados para a indústria, a logística e a tecnologia. Em reserva, e segundo divulgou a autarquia guardense, estão já 600 hectares.

O novo Plano Diretor contribui para a concretização da estratégia de desenvolvimento territorial que prossegue a visão de “afirmar a Guarda como um território qualificado e com a qualidade de vida que promove a fixação da população”.

Por outro lado, com a entrada em vigor deste novo Plano será balizado “um desenvolvimento económico sustentável, reforçando a sua base económica e atratividade turística com base na valorização da sua localização”, que não esquecerá o “seu património natural, paisagístico e cultural”.

Como se pode ler no texto do documento, afirmar a Guarda como centro urbano de referência no contexto regional e nacional é um dos objetivos estratégicos sublinhado no Plano Diretor Municipal.

O novo PDM articula-se com o propósito de consolidar a Guarda como “um importante nó da cadeia logística nacional internacional e internacional potenciando os efeitos multiplicadores da instalação do Porto Seco”.

Ficam, assim, criadas as condições para que a Guarda acolha uma das grandes áreas empresariais do país.

Segundo o novo PDM, a estratégia de desenvolvimento territorial e a visão são sustentadas em quatro eixos de intervenção: melhoria da qualidade de vida, do bem-estar e da coesão social e territorial; salvaguarda e valorização do património natural, paisagístico, cultural, edificado e arqueológico; ordenamento florestal e proteção civil; competitividade, afirmação e consolidação da posição do concelho da Guarda na região.


terça-feira, 30 de junho de 2026

Guarda vai ter variante de ligação à VICEG

 


A empreitada da obra “Regeneração e Mobilidade Urbana do Vale do Cabroeiro”, na Guarda, tem já o visto do Tribunal de Contas, reunindo as condições para se iniciarem os trabalhos de construção.

Estes incluem a abertura da variante da Rotunda dos Efes, conhecida também pela variante da “Ti Jaquina” (Joaquina Escada era uma conhecida figura da cidade e de inúmeras pessoas que a contactaram mercê da sua atividade comercial; durante 36 anos geriu um negócio que funcionou no Quiosque situado junto à atual Rotunda, o qual foi demolido em outubro de 2012)

Esta obra era um projeto aguardado pelos guardenses há mais de 30 anos A autarquia tinha já recebido o aval também do Tribunal de Contas ao financiamento da execução da obra, através da contratação do empréstimo e tem já à disposição todos os terrenos abrangidos pela operação urbanística.

A obra, entregue a um consórcio constituído por três empresas da Guarda, vai criar um novo acesso com cerca de um quilómetro entre o centro da cidade e a Via de Cintura Externa (VICEG) “criando uma nova centralidade e uma nova dinâmica na mobilidade”.

De referir que se assegura assim a ligação à rede viária da malha urbana dos bairros envolventes, Bairro da Senhora dos Remédios, Bairro da Luz, Bairro do Pinheiro, Póvoa do Mileu e Parque Industrial, “criando o acesso e infraestruturas para a maior área de expansão urbanística da Guarda das últimas décadas, possibilitando a construção de 500 novas habitações”, de acordo com informação divulgada nas redes sociais pela autarquia guardense.

Esta intervenção, com um prazo de execução de cerca de 3 anos, inclui o prolongamento em cerca de dois quilómetros da Ecovia já existente por forma a unir os bairros adjacentes, ligando a mobilidade urbana ciclável e pedonal da cidade, valorizando e salvaguardando a arborização e a estrutura verde, em sintonia com os corredores ecológicos e as valências recreativas.

“A obra é uma peça central do Plano Estratégico Guarda 2040 e não servirá apenas para a fluidez do trânsito, mas também para fixar pessoas. Com a intervenção será iniciada a maior área de expansão urbanística da Guarda das últimas décadas.” É sublinhado na informação divulgada pelo município guardense.


Oficina de História da Guarda

 

O Centro de Estudos Ibéricos vai promover, entre 6 e 10 de julho, a décima edição da Oficina de História da Guarda.

Dirigida por Rita Costa Gomes, Professora Emérita de História da Universidade de Towson (EUA), a Oficina de História da Guarda visa promover a pesquisa sobre o património e a história da Guarda e da sua região.


A edição deste ano é subordinada ao tema “O Podcast”, tendo como subtema “História Local, História Ibérica”; propõe-se repensar os nexos que ligam a história local a outro horizonte de pesquisa: o de uma Ibéria plural e heterogénea cujo passado não se explica apenas pela história das nações.

A Oficina funcionará em modalidade presencial em horário pós-laboral (18h00– 20h00), na sede do Centro de Estudos Ibéricos, na Guarda. A inscrição é gratuita, obrigatória e limitada a 25 participantes.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Biblioteca Municipal alargou horário

 

A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda, alargou a partir de 26 de junho, o seu horário de funcionamento da sala de apoio ao estudo.

Assim, aquela sala passou a estar disponível das 9h às 22 horas, sem interrupção, de segunda a sábado.

O alargamento do horário daquele espaço pretende dar, segundo a autarquia guardense, condições ao estudo dos jovens tendo em conta a preparação da época de exames.


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Feira de São João na Guarda

 

Um dos cartazes da Guarda, durante largas décadas foi a feira São João, que desempenhava um importante papel de dinamização económica e social, integrando um conjunto de certames com forte projeção regional.

A feira anual de São João, que ocorre no dia 24 de junho na Guarda, foi criada em 1255 por carta régia de D. Afonso III; este documento estabelecia, como assinalou a historiadora Virgínia Rau, que “devia começar oito dias antes da festa de S. João Baptista e durar quinze dias. Todos os que viessem à feira com as suas mercadorias estariam seguros e isentos de penhora durante trinta dias”.

No decorrer da segunda dinastia a feira de São João continuava a registar grande importância e no século XV era costume os “criadores e lavradores de Castelo Branco e do seu termo levarem os gados da sua criação para venda na feira da Guarda”.

Nos finais do século dezanove a cidade enchia-se, muitos dias antes de “grande quantidade de forasteiros”, e não faltavam, pelas principais artérias as “costumadas fogueiras com danças e cantos”. O teatro, os concursos de gado e as touradas constituíam alguns dos pontos de atração do cartaz citadino, nesses dias de enorme agitação festiva e de muitas transações comerciais.

A viagem de comboio até à Guarda era incentivada com significativas reduções nos preços, oportunidade aproveitada por numerosas pessoas, que engrossavam a multidão de visitantes espalhados por todos os cantos da cidade.

Este quadro, festivo, comercial e religioso – componente que também não faltava – repetiu-se, com mais ou menos cambiantes, durante décadas, deixando um inquestionável impacto na vida da cidade.

Aliás, a própria Câmara Municipal da Guarda deliberou, em julho de 1954, solicitar ao Governo a “necessária autorização para considerar como feriado municipal no concelho da Guarda o dia 24 de junho de cada ano”.

O executivo municipal, de então, argumentava que os festejos de São João “desde tempos imemoriais atingem proporções de relevo”, sendo por isso considerado “dia festivo em toda a região”; por outro lado, a Câmara Municipal aduzia a realização da “importante feira anual de S. João, reputada a de maior expansão e amplitude da região por a ela acorrerem com os seus produtos e gados as populações de toda a região beirã e até transmontana”; as estas razões, acrescentava-se ainda a intenção de o dia passar a figurar no período das “futuras Festas da Cidade” da Guarda.

O médico e escritor Ladislau Patrício (o terceiro diretor do Sanatório Sousa Martins) anotava, numa das suas obras, que “nas vésperas do dia 24 de junho, noite e madrugada, é contínuo o formigueiro de feirantes, a pé, a cavalo, em carroças e em carros de bois, tropeçando nos calhaus soltos dos caminhos impérvios, ou batendo o macadame das estradas poeirentas e brancas”.

Hoje a realidade é distinta, por diversas razões (nomeadamente pela mudança radical nos hábitos de consumo e de comércio), mas a feira de São João, na Guarda, continua a ser uma referência no ciclo anual destes eventos, com possibilidade de se afirmar no calendário com a sua identidade e a renovação consentânea com os tempos de hoje.

 

Hélder Sequeira


terça-feira, 23 de junho de 2026

Rádio F: trigésimo sexto aniversário

 

A Rádio F, que emite a partir da cidade da Guarda, assinala hoje o trigésimo sexto aniversário.

“Desde a sua génese, a Rádio F pautou-se por um cuidado, não apenas na vertente tecnológica, mas sobretudo no fator humano. A estação tem servido durante décadas, como uma verdadeira escola, preparando profissionais que viriam a singrar em órgãos de comunicação de âmbito nacional.” É referido, no sítio da Rádio F, a propósito deste aniversário.

“Outro dos pontos é a evolução que a Rádio F teve desde o início desta década, com a aposta numa programação mais direcionada para a comunidade, com programas com claro interesse da opinião pública”, é sublinhado depois.

Nesta data, a Rádio F lembra Virgílio Ardérius, seu fundador e o diretor até 2023, ano em que faleceu. “Estamos determinados a fazer não apenas mais uma estação de rádio, mas sim uma rádio de nível superior”, garantia o Presidente da Direção da Fundação Frei Pedro. “Chamar-se-á Rádio F este jovem parceiro de outras estações já existentes quer no concelho da Guarda, quer nos concelhos vizinhos; Rádio F porque os seus animadores entendem identificá-la, logo a partir do seu nome, com a cidade-berço deste projeto (...) Por outras palavras - fugindo de regionalismos acerbos e doentios  -  a Rádio F tem como vocação natural dar cor da cidade e da região, impedir que os seus problemas, os seus anseios, os seus sonhos se mantenham num limbo (embora cor-de-rosa) do esquecimento mais ou menos assumido, mais ou menos incompetente.”