Notícias da Guarda e região | Reportagem | Crónicas | Entrevistas | Apontamentos | Registos | Criado em 2008
A minha Lista de blogues
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Valhelhas: praia fluvial do ano
sábado, 29 de agosto de 2026
"Muralhas com História" em Sortelha
Em Sortelha, concelho do Sabugal, vai
decorrer de 18 a 20 de setembro o evento ‘Muralhas com História’. Trata-se de uma
organização do Município do Sabugal, em parceria com as Aldeias Históricas de
Portugal, Junta de Freguesia de Sortelha e Associações Locais.
Nesta décima quarta edição, subordinada
ao tema do “Muralhas com História – A Cartada que Mudou a História” o foco vai
estar no reinado de D. Fernando I (1367-1383), O Formoso, último monarca da dinastia
de Borgonha.
D. Fernando I protagonizou um dos
reinados mais conturbados da História medieval portuguesa.
Apesar de ter governado apenas
durante 16 anos, o seu reinado ficou marcado por uma sucessão de conflitos
militares, crises diplomáticas e dificuldades económicas que colocaram em causa
a estabilidade do reino. Após a sua morte, o problema sucessório acabaria por
conduzir à Crise de 1383-1385.
Embora relativamente breve, o reinado
de D. Fernando constituiu um período decisivo da História de Portugal,
funcionando como a ponte entre o fim da Dinastia de Borgonha e o nascimento de
uma nova era política que garantiria a manutenção da independência do reino.
A pulseira geral de acesso ao evento
(válida para os três dias) tem um custo de 3 euros. A entrada é livre para
crianças até aos 12 anos, inclusive, desde que acompanhadas por um adulto. O
ingresso online tem de ser trocado pela pulseira na bilheteira física.
A viagem ao quotidiano medieval é
complementada com recriação histórica, mercado, acampamento militar, ofícios e
vivências, cetraria e animais da quinta, ritmos medievais, animação infantil,
artes circenses, torneios de armas a pé e a cavalo.
“Esta recriação histórica assume-se
como um projeto cuja oferta cultural é uma estratégia de valorização,
revitalização e promoção do património e do próprio território. O cenário
dentro do ‘Muralhas com História’ permite aproveitar o património, dando-lhe
vida e criando um ambiente ímpar e de forte expressividade.” É referido numa
nota informativa do município sabugalense.
De referir que é disponibilizado transporte
coletivo, que fará o percurso de ida e volta, entre o Sabugal (Largo da Fonte)
e Sortelha (entrada no Centro Histórico), gratuitamente. À chegada a Sortelha é
assegurado o transporte (aproximadamente de 15 em 15 minutos) entre os parques
de estacionamento e a entrada no centro histórico de Sortelha.
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Judiciária da Guarda deteve presumível traficante
Inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária abordaram e detiveram ontem, em flagrante delito, um homem que se preparava para vender pólen de haxixe em locais de diversão noturna.
O suspeito, quer era já alvo de ações de vigilância e prevenção, foi abordado à porta do seu domicílio, autorizando uma busca domiciliária, durante a qual indicou o local onde tinha escondido cerca de 210 doses individuais daquele produto estupefaciente, para venda e distribuição.
O detido, em liberdade condicional por condenações anteriores por tráfico de estupefacientes e furto qualificado, irá ser presente ao DIAP da Guarda, cujo inquérito é ali titulado, para aplicação das medidas de coação.
Invasão francesa recordada em Almeida
Em
Almeida vai decorrer a partir de hoje e até domingo, 30 de agosto, mais uma
edição da recriação histórica do cerco daquela vila, ocorrido durante a
terceira invasão francesa em 1810. Esta iniciativa é já considerada uma
referência nacional e internacional na recriação das invasões napoleónicas.
Recorde-se
que no passado dia 24 de julho foi assinalado mais um aniversário da trágica
batalha do Côa, ocorrida no decurso da progressão dos militares franceses. As
tropas anglo-lusas lutaram contra as forças do exército francês do Marechal
Ney, no local do Cabeço Negro, junto às margens do rio; esta batalha antecedeu
a queda da fortaleza de Almeida e a sua ocupação pelas tropas que entraram em
Portugal, sob o comando de Massena.
O Rio
Côa foi, até 1297, foi o limite da fronteira entre os territórios dos reinos de
Portugal e Castela; atravessa o concelho de Almeida e é um dos poucos a correr
de sul para norte. Com a assinatura do Tratado de Alcanices, por D. Fernando de
Castela e D. Dinis de Portugal, o castelo de Almeida – entre outras fortalezas
– passou para o domínio da coroa portuguesa.
Esta
zona teve um grande papel estratégico, do ponto de vista militar; aqui se
travaram, ao longo dos séculos, várias batalhas. A importância da fortaleza de
Almeida cedo foi acentuada; após o primeiro de dezembro de 1640, o rei D. João
IV ordenou a sua reparação, face aos momentos e às difíceis contendas que se
avizinhavam.
Desde
logo ficou percetível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo
bélico de manutenção da independência. A vila foi transformada em sede do
quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais
importante praça do reino português.
Álvaro
de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de
Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida,
empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema
de fortificações de que estava dotada.
A história
de Almeida cruza-se, mais tarde, com as célebres – quanto dramáticas – invasões
francesas. Destas, a terceira incursão conduzida por André Massena foi a que
deixou marcas mais profundas na denominada “Estrela de Pedra”.
Após
a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas
francesas o objetivo do exército invasor era dominar a praça portuguesa, que
teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115
peças de artilharia. Com a aproximação das forças francesas, o comando do
exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e
levarem os seus haveres.
Nos
primeiros dias de agosto de 1810 o Marechal André Massena mandou avançar o
Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início ao cerco
de Almeida, a 10 de agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel
inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da
Costa.
O
cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa
provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam
armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no
interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia.
Na
manhã seguinte, 27 de agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a
rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.
A
fortaleza de Almeida, em estilo Vauban, tem uma planta em forma de estrela
irregular, integrando seis baluartes: o de S. Francisco, São João de Deus,
Santa Bárbara (designado também de Praça Alta), do Trem (ou de Nossa Senhora
das Brotas), Santo António e São Pedro, articulados com idêntico número de
revelins.
O conjunto monumental deste baluarte beirão encontra-se rodeada por largos e profundos fossos. Para além das majestosas Portas de Santo António e São Francisco destacam-se no complexo desta fortaleza abaluartada as casamatas, espaços subterrâneos cuja estrutura e solidez os tornava imunes às bombas da época.
No
interior do perímetro amuralhado encontra-se o Quartel das Esquadras que ficou
a dever-se ao Conde de Lippe (Frederico Guilherme de Schaumburg-Lippe),
edifício onde estiveram instaladas forças de infantaria; a antiga Casa dos
Governadores da Praça de Almeida; o edifício do Corpo da Guarda Principal (onde
funciona a Câmara Municipal), a Igreja da Misericórdia, a Casa dos Vedores
Gerais, a Casa da Câmara e o Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto (atual
Igreja Matriz) são outros edifícios emblemáticos desta vila do distrito da
Guarda.
A
recriação histórica começa hoje, pelas 22h00 no Picadeiro D’el Rey acontece o
Baile e Sarau Cultural Oitocentista “Do Salão até à Praça”.
O
Município de Almeida promove, amanhã e domingo (29 a 30 de agosto), visitas
técnicas subordinadas ao tema "Da efeméride do Imperador à tomada da
Fortaleza: uma visita pela Praça-forte de Almeida". Esta atividade é um
convite para o público geral, desafiando o visitante a explorar as marcas de
guerra deixadas nas muralhas abaluartadas e no centro histórico de Almeida,
descobrindo vários pontos de interesse, no contexto do cerco efetuado entre os
dias 15 a 28 de agosto de 1810.
O
percurso orientado, com uma extensão de 2,2 quilómetros e uma hora e trinta
minutos de duração, ocorre no sábado das 10.30 às 12 horas e das 17h30 às 19
horas, enquanto que no domingo será das 15 às 16h30, com ponto de encontro no
Centro Interpretativo da Fortalezas Abaluartadas da Raia, Portas Externas de
São Francisco, em Almeida.
Com esta
recriação histórica, que se inicia já hoje, Almeida “regressa ao passado,
recriando episódios, ambientes, personagens e vivências de outras épocas, num
evento que conjuga a valorização do património histórico e cultural com a
animação e a participação do público”.
Durante
estes três dias vão decorrer, paradas militares, acampamentos históricos, demonstrações
de táticas de batalha, enquanto no Mercado Oitocentista, os visitantes podem observar
a recriação do trabalho de artesãos, mercadores e ofícios do século XIX.
Hélder Sequeira
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Exposições de fotografia na Guarda
Foto de Alfredo Cunha
No âmbito das comemorações do 25.º
aniversário, o Centro de Estudos Ibéricos tem patentes duas exposições que
foram inauguradas a 19 de agosto, para assinalar o Dia Mundial da Fotografia.
A mostra fotográfica sobre o projeto
"Transversalidades: fotografia sem fronteiras", apresentará várias
fotografias premiadas nas diferentes edições do concurso, o qual teve início em
2011. A exposição estará patente na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal
Eduardo Lourenço, até 19 de setembro, podendo ser visitada de segunda a
sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30.
A exposição "Olhares... a
propósito do Dia Mundial da Fotografia", com fotografias de autores da
Guarda, pode ser visitada – também até 19 de setembro – no Café Concerto do
Teatro Municipal da Guarda, das 10h às 22h, de segunda-feira a sábado.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Interlocuções entre Música e Tradição
O Centro de Estudos Ibéricos (CEI)
promove nos dias 25 e 26 de setembro, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço,
na Guarda, o Seminário “Interlocuções entre Música e Tradição: das Paisagens
Culturais às Paisagens Sonoras”.
Reunindo investigadores de distintas
Instituições de Ensino Superior e Centros de Investigação de Portugal e de
Espanha, o Seminário propõe um espaço de reflexão e diálogo interdisciplinar em
torno das múltiplas formas através das quais as práticas musicais e sonoras
participam na construção, preservação, transformação e interpretação das
paisagens sonoras e culturais de diferentes países.
Ao longo de dois dias, serão
abordadas temáticas relacionadas com a música tradicional, os processos de
patrimonialização, a documentação e valorização do património musical e
organológico, as manifestações festivas, as práticas comunitárias e as relações
entre tradição e contemporaneidade.
O programa inclui ainda a
apresentação do livro Iberografias nº 52 “Música e Tradição. Sons, Objetos,
Instrumentos e Paisagens” da autoria de Rosário Santana e Helena Santana, numa
sessão que reforça a importância da investigação e divulgação do património
musical enquanto espaço de encontro entre memória, criação e conhecimento.
Os interessados podem fazer a inscrição
e obter mais informações em www.cei.pt
domingo, 23 de agosto de 2026
"Caminho da Criação" na Guarda
Na ExpoEcclesia está patente ao
público a exposição de arte contemporânea «O Caminho da Criação: Horizontes
Cruzados», uma mostra de forte pendor contemplativo que reúne obras da coleção
do Museu da Guarda.
Na próxima quarta-feira, é neste
cenário de encontro entre arte, espiritualidade e contemplação que, a partir
das 21 horas, irá atuar Julieta Silva.
Esta musicóloga, multi-instrumentista
e intérprete vai convidar todos os interessados a fazer «uma viagem pelo
cancioneiro português e ibérico» — uma viagem pelas raízes, pelas memórias e
pelas sonoridades que atravessam gerações.








