A minha Lista de blogues

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Neve na Guarda

 

 


A neve, como estava previsto, cobriu hoje a cidade da Guarda e outros locais da região. Recorde-se que a Guarda está sob “aviso laranja” desde as 21 horas de quinta-feira e até às 9h00 de amanhã, 24 de janeiro (sábado).

A previsão aponta para vento forte e queda intensa de neve, inicialmente acima dos 800 metros de altitude, podendo descer a cota até aos 600 metros de altitude.

“A colaboração de todos é fundamental para minimizar os impactos negativos destes episódios de queda de neve.” Refere uma nota divulgada pela autarquia guardense.


O Município criou uma Sala de Situação, que funcionará nas instalações da Câmara Municipal, com o objetivo de assegurar a monitorização permanente das condições meteorológicas e coordenar a resposta a todas as ocorrências que possam surgir durante este período.

Esta estrutura permitirá uma articulação eficaz entre os diferentes serviços municipais, proteção civil e entidades operacionais, garantindo uma atuação rápida e adequada, particularmente ao nível da circulação rodoviária, apoio à população e segurança de pessoas e bens.

 


A Proteção Civil Municipal lembra que dentro da cidade o corredor de circulação recomendado, para além da VICEG, é constituído pelos troços da Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, Avenida Monsenhor Mendes do Carmo, Avenida Cidade de Safed, Avenida Cidade de Béjar,  Avenida Cidade de Watterbury, Avenida Cidade de Salamanca e ainda Rua António Sérgio, até à central de camionagem.

Com as atuais condições meteorológicas a Proteção Civil alerta para a evitar circular de automóvel (salvo se realmente necessário). “Circule de preferência em viatura com tração integral (4x4). Caso circule de automóvel em zonas com neve, coloque correntes na sua viatura e respeite a sinalização implantada”.

Por outro lado, é recomendado que na VICEG os condutores devem manter sempre livre a faixa da esquerda e, caso não consigam progredir, devem encostar a viatura na berma direita.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A Rádio terá sempre o seu lugar...

 


A rádio terá sempre o seu lugar e o seu papel”. Esta a convicção de João Paulo Diniz, um consagrado nome da rádio portuguesa.

Lembramos “um homem de liberdade” que “num conluio tão sigiloso como arriscado, lançou a deixa musical na rádio para o arranque do dia mais claro e luminoso da geração sofrida e silenciada a que pertencemos”, como escreveu Júlio Isidro no prefácio à publicação “Cuidado com os Cabelos Brancos”.

João Paulo Diniz, autor desse livro e um “brilhante profissional”, é uma voz da liberdade, tendo com algumas breves palavras evidenciado o papel da rádio num importante momento da história portuguesa; na noite de 24 de abril de 1974 colocou no ar – através dos Emissores Associados de Lisboa – a primeira senha do movimento dos capitães, ao anunciar “faltam 5 minutos para as 23 horas”, seguindo-se a apresentação da música de Paulo de Carvalho, “E depois do adeus”.

“A música foi escolhida inicialmente quando fui abordado pelo capitão Costa Martins, da Força Aérea, e pelo Otelo Saraiva de Carvalho, com quem eu tinha estado na Guiné.” Recordou-nos João Paulo Diniz.

Quando o questionámos se as pessoas têm consciência da importância da rádio e do seu contributo para a revolução e subsequente afirmação da democracia, respondeu-nos: “não sei se têm. Há uma coisa que me custa um pouco. É que tenho a sensação que, de hoje em dia, os jovens sabem muito pouco sobre o que foi o 25 de Abril.”

João Paulo Diniz_foto Bernardo Gomes 

Daí acrescentar-nos ser “extremamente importante sensibilizar toda a população, mas em especial os mais jovens, para a importância” dessa data e de “todas as liberdades que nos permitiu. Liberdade sempre, obviamente, com a máxima responsabilidade. Uma e outra não se separam. É um casamento.”

João Paulo Diniz protagonizou diversos projetos radiofónicos e desenvolveu uma intensa e distinta atividade jornalística, em vários órgãos de informação, mormente na rádio; atividade que evoca e descreve no livro a que aludimos anteriormente.

A sua passagem pela BBC contribuiu, como nos disse recentemente, para reaprender algumas “lições, sobretudo em termos do rigor, da informação, de ter a certeza que a notícia só é dada quando estiver a cem por cento tudo confirmado.”

Hoje, diz João Paulo Diniz, “fazem falta na rádio profissionais de cabelos brancos”, pretendendo dizer com isso que é importante haver neste meio pessoas com “uma experiência mais ampla, maiores conhecimentos”, capazes de transmitir memória; sem esquecer que é fundamental “ensinar aos mais novos como se faz a Rádio e, sobretudo, como não se faz…”.

Na necessária reinvenção da rádio, na sua desejada aproximação com o seu público, na reafirmação do seu perfil identitário e no amplo aproveitamento das suas características e capacidades esses contributos idóneos – pautados por um inquestionável profissionalismo e saber fazer – são relevantes e oportunos.

Aliás, há décadas atrás, o jornalista que hoje evocamos, descentralizava as emissões do programa que conduzia – na emissora pública portuguesa – pelo território nacional; como já destacava também a função social da sonora radiodifusão no interior do país, partindo do exemplo da Rádio Altitude, no decorrer de um colóquio realizado na Guarda em 1990, no âmbito da comemoração do aniversário desta rádio, que a 29 de julho completará 78 anos de emissões oficiais regulares; uma marca informativa e cultural da nossa região e da cidade, que não deve ser esquecida.

João M Almeida, Helder Sequeira  e João Paulo Diniz (RA_1990) 

Na Guarda, em 1990. No colóquio intregrado na comemoração do aniversário da Rádio Altitude. Na foto (esq. para a dir ) João Marques de Almeida, Hélder Sequeira e João Paulo Diniz.

 

A proximidade e a humanização do meio rádio continuam a ser necessárias, pertinentes e fundamentais, pois as pessoas (e tendo em conta os cenários criados pela inteligência artificial e pelos desenvolvimentos ao nível de equipamentos técnicos) não podem ser afastadas do seu processo evolutivo; a Rádio a continua a ter futuro, apesar dos múltiplos condicionalismos e desafios.

Concluindo estas anotações com palavras de João Paulo Diniz, “a rádio tem realmente uma dimensão extraordinária. É portátil, é leve, é gratuita e é fascinante.” Saibamos perceber, valorizar e apreciar esse fascínio!...

 

Hélder Sequeira

 

Escolas da Guarda vão estar encerradas amanhã

 

Na Guarda os estabelecimentos de ensino dos agrupamentos de Escolas Afonso de Albuquerque e da Sé, bem como a Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca e o Instituto Politécnico da Guarda vão estar encerrados amanhã, dia 23 de janeiro.

De acordo com uma informação divulgada pela Câmara Municipal da Guarda, na sequência de uma reunião entre diversas entidades locais, realizada na tarde de hoje, foi decidido este encerramento, face ao previsível agravamento estado do tempo nas próximas horas.


 Foto de Arquivo


A decisão, refere a autarquia, foi articulada num encontro com o vice-presidente da Câmara da Guarda, António Fernandes, responsável pelo pelouro da Proteção Civil, o Serviço Municipal de Proteção Civil, os dirigentes dos referidos estabelecimentos de ensino e também da Escola Profissional da Guarda, representantes da PSP, GNR e dos Bombeiros.

“Esta medida resulta da avaliação realizada às previsões meteorológicas previstas para o início da manhã de sexta-feira que apontam para queda intensa de neve a partir das 8h00. Perante este cenário poderiam não estar asseguradas as condições de segurança de regresso a casa ao final do dia, devido às prováveis complicações na circulação.” Pode ler-se no comunicado divulgado pela Câmara Municipal da Guarda.

“Aconselha-se a população a evitar deslocações desnecessárias. Em caso de situação de perigo, emergência ou constrangimento, os cidadãos devem contactar os números 965 920 678 ou 271 220 262, explicando claramente a situação para que seja possível uma intervenção rápida e eficaz.”

O Município criou uma Sala de Situação, que funcionará nas instalações da Câmara Municipal, com o objetivo de assegurar a monitorização permanente das condições meteorológicas e coordenar a resposta a todas as ocorrências que possam surgir durante este período.

Esta estrutura permitirá uma articulação eficaz entre os diferentes serviços municipais, proteção civil e entidades operacionais, garantindo uma atuação rápida e adequada, particularmente ao nível da circulação rodoviária, apoio à população e segurança de pessoas e bens.

A Câmara Municipal da Guarda pede para que as pessoas se mantenham atentas às informações meteorológicas e às indicações do Serviço Municipal de Proteção Civil, Bombeiros e Forças de Segurança.

Recorde-se que a Guarda está sob aviso Laranja a partir das 21h00 desta quinta-feira e até às 9h00 do dia 24 de janeiro (sábado).

A previsão aponta para vento forte e queda intensa de neve, inicialmente acima dos 800 metros de altitude, podendo descer a cota até aos 600 metros de altitude.

“A colaboração de todos é fundamental para minimizar os impactos negativos destes episódios de queda de neve”, sublinha a nota divulgada pela autarquia.



Conversa aberta sobre Ribeiro Sanches

 


A nona “Conversa Aberta” sobre Médicos Ilustres na Guarda será dedicada a António Nunes Ribeiro Sanches.

Este médico e humanista português foi um dos maiores vultos da ciência e cultura europeia do século XVIII. Exerceu medicina em Benavente, Guarda e Amarante, antes de se exilar para o resto da vida.

RIBEIRO SANCHES

A presença de Ribeiro Sanches, com um extenso tratado, na Enciclopédia Metódica de Diderot e d´Alembert, confirma a importância deste médico, natural de Penamacor, no contexto da medicina do século XVIII.

A “Conversa Aberta” irá decorrer no auditório do Museu  (hoje dia 22 de Janeiro de 2026, pelas 18h00 e terá o Dr. António Lourenço Marques como palestrante. A atividade é promovida pela Secção Sub-Regional da Guarda da Ordem dos Médicos, em parceria com o Museu da Guarda.

Nascido em Penamacor, a 7 de março de 1699, no seio de uma família de cristãos-novos, António Nunes Ribeiro Sanches viveu na Guarda, no período da adolescência, após ter concluído a formação escolar básica. Nesta cidade terá estudado música e, em particular, aprendeu a tocar cítara, seguindo as orientações paternas; alguns dos seus contactos citadinos possibilitaram-lhe a leitura de obras que o enriqueceram culturalmente, nomeadamente trabalhos de Damião de Góis.

Aos 16 anos foi estudar para Coimbra onde, mais tarde, cursou direito que, contudo, reconheceu não ser a sua vocação; o ambiente estudantil da cidade do Mondego provocou-lhe algum desagrado e em novembro de 1720 matriculou-se na Universidade de Salamanca (Espanha); aí estudou medicina e granjeou a estima de vários mestres; foi mesmo convidado para ali ficar como assistente; naquela cidade espanhola viveu calmamente, sem a preocupação de o identificarem como cristão-novo.

No período em que estudou em Salamanca, Ribeiro Sanches passou várias épocas de férias na Guarda, tendo aqui praticado o exercício da medicina com um clínico desta cidade, seu amigo.

Concluído o curso, em 1724, foi trabalhar para Benavente; os seus contactos familiares deram-lhe uma maior perceção da atividade, do peso e influência da Inquisição, a que foi denunciado como cristão-novo; facto que esteve, igualmente, na origem do impedimento de nomeação oficial como clínico, naquela localidade. Admite-se que esta situação, e o medo de vir a ser alvo da Inquisição, o tenham levado a sair de Portugal, nos finais de 1726. Terá partido, por via marítima em direção a Génova; em Itália frequentou, durante algum tempo, a Universidade de Pisa, visitando depois Montpellier e Londres (onde deu aulas e exerceu Medicina).

Mais tarde, acompanhado por um irmão (que ficou a estudar cirurgia em Paris), saiu para Bordéus e daí para Leiden (Holanda). D. Luis da Cunha, representante de Portugal em Haia, intercedeu a favor de Ribeiro Sanches junto de um influente ministro de D. João V, sem nenhum acolhimento. Frequentou, a partir de 1730, a Universidade de Leiden onde recebeu ensinamentos de Bernhard Siegfried Albinus Hieronymus, David Gaubius e de Herman Boerhaav; este último terá contribuído para a ida de Ribeiro Sanches para a Corte de Moscovo, onde chegou em outubro de 1731.

Nomeado médico do Senado e da cidade de Moscovo, foi transferido três anos depois para os serviços do exército russo. Em 1737 encontrava-se já em St. Petersburgo, como clínico do Corpo de Cadetes, uma estrutura de ensino e formação destinada à nobreza russa.

Ribeiro Sanches ingressou, por essa altura, na Academia das Ciências de Petersburgo, sendo nomeado em março de 1740, médico da Corte e posteriormente segundo médico da Regente Ana Léopoldovna e do, ainda, jovem Imperador Joannn Antonovič, sendo muito apreciado nos círculos do poder russo.

Um ano depois, Isabel Petrovna (filha de Pedro o Grande) passou a dirigir os destinos do império e Ribeiro Sanches foi, igualmente, seu médico, bem como de Catarina II que curou em 1744, quando esta tinha apenas 15 anos; facto que a futura czarina não esqueceu.

Em 1747, invocando problemas de saúde, Ribeiro Sanches pediu a demissão das suas funções.

A Imperatriz Isabel Petrovna distinguiu-o com um certificado de bons serviços e Academia Imperial das Ciências, nomeando-o membro honorário. De acordo com alguns biógrafos, esta repentina partida terá sido originada por alguma intriga na corte czarina que avivou a sua ligação judaica.

Após passar por Berlim, dirigiu-se a Paris onde passou a residir e a colaborar com os vultos mais eminentes do Iluminismo, escrevendo as suas principais obras: Dissertation sur la Maladie Vénérienne (1750), Tratado da Conservação da Saúde dos Povos (1756), Cartas sobre a Educação da Mocidade (1760), Método para Aprender e Estudar a Medicina (1763), Mémoire sur les Bains de Vapeur en Russie (1779).

Foi, até à sua morte, interlocutor de imensas figuras consideradas expoentes máximos da vida cultural e científica europeia, dessa época, sem ter tido a possibilidade de encontrar as condições para regressar a Portugal.

Ribeiro Sanches, um dos intelectuais portugueses que mais se distinguiu além-fronteiras e cuja vida passou pela mais alta cidade de Portugal, faleceu a 14 de outubro de 1783.

Esta será, sem dúvida, uma figura que bem se pode associar a uma Guarda culta e da ciência, merecendo adequado estudo e divulgação.


Hélder Sequeira 


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Entrudo Lagarteiro é cartaz de Vilar Amargo

 

Em Vilar de Amargo, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, vai ocorrer no próximo dia 14 de fevereiro a Queima do Entrudo Lagarteiro, “um momento de encontro, identidade e memória coletiva, onde o ritual, a sátira e a celebração popular se unem.”

Entrudo Lagarteiro. Cortejo. Foto da Associação Lagarto

 

Esta celebração, promovida pela Associação Lagarto, envolve toda a comunidade. O Entrudo, figurado num boneco de palha, é contruído dias antes da queima, com roupas velhas cheias de palha.

O boneco é velado durante a tarde e sai à noite pelas ruas empedradas da aldeia, em procissão, numa marcha fúnebre que culmina com a leitura do sermão no largo da torre, a praça central da aldeia de Vilar de Amargo.

“A marcha fúnebre percorre as ruas da aldeia; a luz dos candeeiros, as sombras, as tochas de fogo, os passos, as casas e muros de pedra, bem conservados da aldeia, criam um ambiente único que envolve a marcha numa tónica fúnebre acentuada pela música e gritos de viúvas que choram o morto.” Refere uma nota informativa da Associação Lagarto.

Acrescenta que “a leitura do sermão e a queima tradicional do Entrudo são momentos altos desta celebração que vai também contar com muita animação, começando pela Caminhada Matinal no Trilho do Entrudo Lagarteiro, prosseguindo durante a tarde com vários espetáculos, Música Tradicional, Teatro de Rua e Gastronomia Local".

No Entrudo, como lembra a Associação Lagarto, “os excessos são permitidos: mulheres mascaradas de homens e homens de mulheres, com rendas e máscaras de cortiça a esconder a face, para que ninguém seja reconhecido nas pantominices que fazem uns os outros “…enfarinhar e tijenar com a fuligem das panelas de ferro era a tradição…”.

As viúvas, de negro, preparam o caldo apetitoso, nas tradicionais panelas de ferro, que será servido a todos.

A Associação Lagarto deixa o convite para uma visita à aldeia de Vilar de Amargo para participação no Entrudo Lagarteiro, lembrando que não deve ser esquecida a máscara de renda.



terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Julgamento do Galo decorrerá na Guarda

 

 

Na Guarda vai decorrer, de 7 a 17 de fevereiro, a edição 2026 da GuardaFolia.

O programa integra o habitual Desfile e Julgamento do Galo, as Tabernas do Entrudo – com a gastronomia da época –, o Desfile Infantil, a Ópera Bufa, a Fun Run e o Concurso de Máscaras.

A apresentação da GuardaFolia - Aqui há Galo! decorreu ontem, dia 19 de janeiro, em conferência de imprensa, nos Paços do Concelho e contou com a presença de presidentes de Junta e coletividades que fazem parte desta atividade, envolvente, de base comunitária.



domingo, 18 de janeiro de 2026

Safurdão retoma tradição da benção dos animais

 


No Safurdão (Pinhel) foi retomada ontem, 17 de janeiro, uma tradição associada à festividade em honra de Santo Antão, protetor dos animais domésticos, santo que a Igreja venera desde o século IX.

SANTO ANTÃO

A Comissão de Festas de 2026 empenhou-se em reavivar uma celebração “profundamente enraizada na identidade da aldeia”, como disse, ao CG, Diana Cruz e Sousa. “Esta celebração deixou de ser cumprida nesta data, há cerca de 45 anos, altura em que as festividades passaram a ser realizadas em agosto”.

O dia de ontem, sábado, foi marcado pela celebração eucarística em honra de Santo Antão, seguindo-se a tradicional bênção dos animais, “uma prática ancestral da comunidade”.

Diana Cruz e Sousa acrescentou ao CG que “no adro da Igreja, os habitantes de Safurdão voltaram a trazer os seus animais para serem benzidos, num gesto de agradecimento ao santo, recordando tempos em que a agricultura e a subsistência das famílias dependia diretamente do trabalho animal”.

Benção dos animais_SAFURDÃO_Correio da Guarda

Esta festividade prosseguiu depois com a arrematação de enchidos, “mantendo viva uma tradição comunitária que atravessa gerações”, culminando com um almoço convívio aberto a toda a população daquela freguesia.

Como nos foi referido, “o momento da partilha reforçou os laços entre os safurdenses e marcou o regresso a costumes que fazem parte da memória coletiva da aldeia”.

Com esta iniciativa, a Comissão de Festas de Santo Antão (ano de 2026, no Safurdão, “deu um passo significativo na preservação do património cultural e religioso local, resgatando práticas que definem a história e a identidade da comunidade”.

Benção dos animais_safurdão_2_CORREIO DA GUARDA

Das atividades tradicionais do Safurdão destaca-se a tecelagem artesanal, existindo ainda hoje, como salvaguarda da memória, alguns teares. Na primeira metade do século passado, existiam no concelho de Pinhel, várias tecedeiras que trabalhavam nos teares os fios de linho, tecendo também as conhecidas colchas de lã e as mantas de farrapos.

A cultura do linho teve uma expressão significativa no Safurdão, bem como noutras aldeias do concelho de Pinhel; o linho cultivava-se em terrenos que tinham bastante água e deitava uma flor azul, quando estava maduro.