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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Municípios do PNSE querem definição dos apoios

 

A Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela (AMPNSE) reivindicou, esta semana, um calendário de médio prazo para a concretização integral do Plano de Revitalização.

Em nota informativa a AMPNSE defende que esse calendário deverá incluir eixos de financiamento claramente definidos, que permita executar nos próximos quatro anos aquilo que inicialmente estava previsto concretizar. “Não pedimos mais dinheiro do que o anunciado. Não pedimos um plano novo. Não pedimos tratamento de exceção. Pedimos que o compromisso assumido tenha datas e tenha um horizonte que os municípios possam planear.” Sustentam as autarquias que integram a referida associação.


Acrescentando que o Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela tem vários projetos em execução no terreno, é sublinhado que “cerca de 12% do Plano encontra-se hoje executado ou em curso. É ainda pouco, e ninguém o esconde. Mas é, pela primeira vez desde a aprovação do Plano, um caminho que começa a fazer-se.”

Recentemente, foram assinados vários contratos-programa relativos a projetos inscritos no Plano de Revitalização, abrangendo os municípios daquela Associação. “Representam um investimento de cerca de sete milhões de euros, com uma comparticipação do Estado de cerca de três milhões de euros”. Como foi evidenciado, “estes contratos representam um caminho que começa a ser percorrido”.

A AMPNSE manifestou o reconhecimento ao Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, cujo “empenho pessoal e disponibilidade permanente para receber e ouvir os autarcas desta região” foi importante para se fossem desbloqueados “os procedimentos que hoje permitem colocar obra no terreno”.

A AMPNSE estendeu esse reconhecimento ao Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ribau Esteves, “cujo envolvimento tem sido decisivo na articulação entre a Administração Central e os municípios.” Aquela associação congratulou-se com as palavras proferidas na Guarda, no passado domingo, pelo Presidente da República, António José Seguro, ao afirmar que esta é uma promessa que, nas suas palavras, “se arrasta há demasiado tempo”, e ao defender que o que se exige são passos concretos. “São palavras que nos ajudam, e que agradecemos.” Acrescenta a nota informativa da Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela

 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Bola Parda da Guarda com galardão internacional

 

 

A Bola Parda da “Guarda 21” foi distinguida com nova estrela nos Great Taste Awards 2026.

Aquele produto tradicional voltou a ser reconhecido pelo seu sabor e qualidade, conquistando nova distinção na edição deste ano dos Great Taste Awards, realizado no Reino Unido. Num concurso internacional de excelência, que contou com a participação de cerca de 15.000 produtos, a receita da “Guarda 21” evidenciou-se, mais uma vez, perante um painel de jurados exigente.


Com esta recente distinção, a Bola Parda passa a somar um total de quatro medalhas no seu currículo. “Este galardão reflete o nosso compromisso contínuo com a tradição e a utilização de ingredientes nobres, com natural destaque para o azeite e fruta de produção própria, que lhe conferem um caráter e sabor inconfundíveis”, é mencionado numa nota informativa da Guarda 21, dinamizada por Ludovina Margarido.

“Continuamos empenhados em preservar a excelência dos nossos produtos regionais, da nossa gastronomia e cultura.” A simplicidade do bolo, húmido, com um aroma rico e sabor incrível foram determinantes para a conquista de mais um galardão.



sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Festival de Blues na Guarda

 


Os Midnight Club Blues Band vão atuar, hoje, na Guarda no âmbito da Festival de Blues, organizado pelo município guardense.

Com uma identidade própria, marcada pela autenticidade e pela paixão pelo género, Midnight Club Blues Band trazem à cidade mais alta e ao Festival de Blues da Guarda uma proposta que valoriza a vitalidade nacional.

“A sua presença reforça o equilíbrio entre grandes nomes internacionais e o talento português que continua a conquistar reconhecimento dentro e fora de portas.”

O concerto decorrerá, a partir das 21 horas, na Praça Luís de Camões (Praça Velha), com entrada livre.


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Judiciária da Guarda deteve suspeito de tráfico de estupefacientes


 


O Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda da Polícia Judiciária (PJ) deteve, ontem, um homem por comercialização de um elevado número de embalagens contendo canábis, totalizando cerca de 27,5 kg.

A investigação decorria há cerca de dois anos e tinha como objeto as lojas exploradas pelo detido nas cidades do Porto, Caldas da Rainha e Lisboa, destinando-se à venda de bens de consumo, derivados da canábis, flor de canábis, resinas, óleos, essências, cremes, gomas vegetais e outros.

A operação “Over Limit” envolveu outras unidades da PJ, que em estreita colaboração com o DIC da Guarda, contribuíram para o sucesso da ação, designadamente a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de estupefacientes – UNCTE, as Diretorias do Norte e do Centro, o Departamento de Investigação Criminal de Leiria e ainda o Laboratório de Polícia Científica.

Após desenvolvimento de um elevado número de diligências, entre as quais buscas a lojas e armazéns, foi possível demonstrar-se que os produtos comercializados e armazenados num armazém nas Caldas da Rainha continham uma percentagem elevada de THC e HHC, produtos esses que se destinavam a ser consumidos por inalação e ingestão (pastilhas vegetais).

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Bombeiros da Guarda: 150º aniversário

 


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses completa hoje 150 anos.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses resultou da iniciativa de um grupo de guardenses preocupados com inexistência de um corpo de bombeiros na cidade da Guarda.

A reunião que desencadeou o processo de criação desta associação humanitária ocorreu a 5 de agosto de 1876, na residência de Geraldo José Batoréu, que liderou o grupo fundador. Foi assim constituída a “Companhia dos Bombeiros Voluntários”.

Geraldo José Batoréu, Manuel Jacinto, António Gonçalves Ribas, Jerónimo Rodrigues Leal, José Lopes Faia Júnior, Jerónimo Rodrigues Outeiro, Alfredo d´Almeida Barbas, António da Cruz, João Bernardo d´Oliveira, José Joaquim Rodrigues, Joaquim Gonçalves Ribas e Amândio Augusto Ferreira foram os elementos da comissão que fundou este corpo de bombeiros.


Gerardo Batoréu

No passado dia 13 de junho decorreu uma homenagem a Gerardo José Batoréu, fundador da então Companhia de Bombeiros Voluntários da Guarda, evocando todos aqueles que, há 150 anos, deram início à história da instituição; essa homenagem integrou uma recriação histórica do momento da fundação, dinamizada pela Associação Hereditas, seguindo-se a inauguração de uma placa evocativa junto ao local onde Gerardo José Batoréu reuniu ilustres cidadãos guardenses para fundar a corporação dos voluntários egitanienses.

 

sábado, 1 de agosto de 2026

Guarda é candidata a Capital Portuguesa da Cultura

 

 


A Câmara Municipal está a preparar a candidatura da Guarda a Capital Portuguesa da Cultura, em 2028.

De acordo com a informação divulgadas pela autarquia guardense, a candidatura integra-se num projeto estratégico que visa posicionar a Guarda como espaço de criação, participação, identidade e desenvolvimento.

Para a Câmara da Guarda a candidatura “será o reflexo da nossa identidade serrana e raiana, das memórias que guardamos e da modernidade a que aspiramos. Cultura é o que faz de nós o que somos e o sonho do que queremos vir a ser.” Daí que a edilidade guardense solicite a colaboração ativa de todos através do preenchimento (até ao dia 15 de agosto) de um questionário, ao qual pode aceder aqui.

“Colabore na construção de uma visão cultural forte e partilhe este questionário com familiares e amigos, porque todos contam”, pede a autarquia.

“A candidatura parte da singularidade histórica, geográfica e cultural que define a cidade e o concelho como, simultaneamente, território de montanha e de fronteira, para construir uma visão cultural sólida, enraizada no município e projetada para a região e para o país.”

Sob o conceito de cidade “guardiã”: guardiã da história, da memória e da identidade, mas aberta à modernidade e ao futuro, a candidatura propõe uma visão assente na relação entre tradição e inovação, afirmando-se como instrumento essencial para o desenvolvimento da política cultural do concelho e de todo o distrito da Guarda.

O Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, considera “esta candidatura como uma ferramenta de que vamos dispor para concretizar a nossa visão do que entendemos por política cultural da Guarda nos próximos anos. Uma oportunidade em torno da qual o município se propõe agregar toda a produção cultural e artística”.

O município guardense pretende criar condições para a produção e criação artísticas a partir do território, mobilizando instituições, associações, criadores, agentes culturais e económicos, comunidades locais e parceiros nacionais e internacionais.

“A candidatura – como é referido – não se esgota na capital de distrito: quer ser o resultado de um esforço coletivo de articulação territorial, em efetiva colaboração em rede com todos os municípios da Região”.

Um dos eixos estruturantes da candidatura é a condição raiana da Guarda e a sua ligação umbilical às comunidades e municípios do outro lado da fronteira, em Espanha razão pela qual os municípios da raia espanhola vão integrar a candidatura como parceiros como esclarece o Presidente da Câmara da Guarda. “A fronteira do século XXI não é uma linha de separação, mas de cooperação ibérica. A Guarda sempre foi porta de entrada e de saída, lugar de passagem, de encontro e de acolhimento. Queremos transformar essa condição histórica numa força cultural contemporânea, capaz de ligar pessoas, territórios, criadores e instituições dos dois lados da fronteira”.


Por outro lado, a candidatura afirma, também, a vitalidade dos territórios do interior; sendo a Guarda um território de baixa densidade demográfica, “é simultaneamente um território de elevado potencial cultural e criativo”.

O projeto pretende deixar um legado duradouro em múltiplas dimensões: cultural e artística, de coesão e participação social, de inclusão e acesso à cultura, de estímulo ao turismo cultural e de criação de um modelo de governação cultural com continuidade estratégica para além dos ciclos autárquicos.

“A nossa ambição é que a cultura continue a ser motor de coesão, de participação, de identidade e de desenvolvimento. Esta candidatura não se esgota em 2028: quer deixar raízes, proporcionar condições para fixar criadores, reforçar os agentes culturais locais e projetar a Guarda”, acrescentou Sérgio Costa.

De acrescentar que a Câmara Municipal da Guarda constituiu, no passado mês de maio, uma Equipa de Projeto que tem por objetivo assegurar a preparação, coordenação e consolidação do processo de candidatura do Centro Histórico da nossa cidade a Património Mundial da UNESCO.


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Concerto no Museu assinala aniversário

 

No Museu da Guarda decorreu ontem, 30 de julho, um concerto intitulado “Um Piano no Pátio”, integrado no programa comemorativo daquela estrutura museológica.

Pátio do Museu da Guarda. Foto: Hélder Sequeira

Este concerto, que decorreu no pátio do Museu, contou com a soprano guardense Rita Morais que foi acompanhada ao piano por Kewen Wang. O repertório variado que foi apresentado encantou o público presente, que encheu aquele espaço do Museu da Guarda, fundado em 1940 pelo município guardense.

Em 1985 o Museu da Guarda passou para a tutela do Estado voltando a estar sob a égide municipal a partir de 2015, mantendo como valores a preservação do património e promoção cultural de excelência nas artes.

“As aspirações da cidade da Guarda à criação de um museu remontam aos finais do séc. XIX. Em 1910 foi criada uma comissão destinada à constituição de uma unidade museológica que compendiasse as vertentes arqueológicas e artísticas”, como se pode ler no sítio, na internet, do Museu da Guarda.

No contexto das comemorações centenárias da independência nacional (1640-1940), foi nomeada uma comissão instaladora daquele espaço museológico que, apesar da sua gestão municipal, assumia a designação de Museu Regional da Guarda – nome que nunca perdeu aliás até ser transferido para o Instituto Português do Património Cultural (IPPC).

Na sessão de Câmara de dia 6 de janeiro de 1940 o Museu foi oficialmente fundado por deliberação unânime do Executivo; o Museu ficaria instalado em parte do antigo seminário, cujas obras de adaptação foram custeadas pela autarquia, abrindo as suas portas ao público no dia 30 de julho de 1940.

“Em fevereiro de 1982, a Assembleia Distrital da Guarda e o IPPC assinavam um acordo de transferência do Museu da Guarda para a dependência daquela última entidade. Em 1983 iniciaram-se obras de remodelação do edifício e elaborou-se o programa museográfico para as coleções em depósito. Assim, o museu abriu ao público em junho de 1985, sob a designação de Museu da Guarda e na dependência do Instituto Português do Património Cultural.”

O Museu da Guarda passou, entretanto (2007) a depender do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), situação que se manteve até 2012. Com a criação da Direção-geral do Património Cultural (DGPC), extinguiu-se a Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo e reorganizaram-se as restantes direções regionais de Cultura (Norte, Centro, Alentejo e Algarve), que viram as suas competências reforçadas.

Em outubro de 2015, o Museu volta a estar sob a égide da Câmara Municipal da Guarda, regressando assim às suas origens tutelares.  O Museu da Guarda encontra-se instalado no complexo arquitetónico formado pelo antigo Paço Episcopal e o antigo Seminário da Guarda, complexo esse que começou a ser construído no início do século XVII.

“De localização privilegiada, em pleno coração da cidade da Guarda, trata–se, pois, de um edifício emblemático, com forte identidade simbólica na ordenação da envolvente urbana, assumindo, pois, preponderância numa vasta área comercial, cultual e de lazer.”